Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Assaltante usa hipnose na Itália

Iniciado por uir_orkut em 17/05/2012 · 7 mensagens

uir_orkut#1
O Olavo comentou no True Outspeak de ontem 16/05

Vídeo do YouTube
uir_orkut#2
Vídeo do YouTube
uir_orkut#3
Na Rússia também

Vídeo do YouTube
rafael_2#4
Olavo fala sobre o uso da hipnose em assaltos no livro O Jardim das Aflições, assaltos estes ocorridos precisamente na Itália.
uir_orkut#5
Veja o que o Olavo diz no Jardim das Aflições:

Não é é aqui o lugar de descrever em detalhe as técnicas de manipulação da psique. Mas, na multidão de exemplos da sua periculosidade,vou escolher um só, para que o leitor, se ainda tem em si algum resíduo de falsa segurança, dela se desfaça no ato e saia em busca da verdadeira segurança, que está no conhecimento do assunto. Epicuro que me perdoe este rodeio, que garanto não será inútil: quando voltarmosao seu jardim, será com plena consciência do que nele está plantado.

O jornal Estado de São Paulo, num despacho da sua correspondente Marielza Augelli espremido num canto de página, noticiou algum tempo atrás a mais estranha onda de crimes que já se vira na Itália. Tratava-se de um novo tipo de assalto, em que os criminosos não usavam armas, brancas ou de fogo, mas sim... a hipnose.

uir_orkut#6
Uma forma de hipnose instantânea e praticamente irresistível. A vítima, um caixa de loja ou de banco, caía num torpor nebuloso e ia entregando aos ladrões, uma por uma, todas as cédulas, meticulosamente e sem a menor resistência. Dez minutos depois, ao dar-se conta do que tinha feito, já era tarde. A polícia italiana registrou, em seis meses, mais de uma centena desses crimes. Os feitos espetaculares dos hipnoladri, como os batizou a imprensa italiana, tornavam-se ainda mais inquietantes por três peculiaridades:

Primeira: As vítimas, envergonhadas e confundidas, acabavam atribuindo a si mesmas a culpa pelos atos cometidos sob sugestão hipnótica. É o paradoxo que mencionei: assumir uma culpa moral inexistente parece menos doloroso do que aceitar a hipótese humilhante de uma descontinuidade da consciência. Reações análogas aparecem em todo tipo de hipnose. Por exemplo, o hipnotizador ordena ao sujeito que, após despertar, abra e feche três vezes uma gaveta; ele obedece e, se lhe perguntam por que agiu assim, oferece uma justificativa completa e personalizada.

Segunda: Por essa mesma razão, muitas vítimas deixavam de registrar queixa (exatamente como mulheres estupradas). Isto levava a polícia italiana a crer que o total de ocorrências registradas, já alarmante, fosse bem menor que o número real de crimes.

Terceira: A prova da autoria era tecnicamente impossível, a não ser em caso de flagrante, por sua vez muito improvável. Os tribunais e a polícia, sem experiência para lidar com o caso, estavam atarantados. Por enquanto, nada se pode fazer para impedir que esses crimes proliferem e se alastrem para outros países, disseminando a insegurança e a confusão; nem para impedir que as técnicas dos hipnoladri, uma vez provadas e aprovadas por quadrilhas de ladrões, sejam depois usadas para fins de dominação política. Mas essas armas não foram testadas só em umas dezenas de assaltos. Outras organizações, mais perigosas talvez do que quadrilhas de assaltantes, as vêm empregando em escala mundial, para reduzir à escravidão psicológica milhões de pessoas. Refiro-me às seitas pseudomísticas do tipo Moon, Rajneesh, “Meninos de Deus”, bem como às entidades, discretas se não secretas, que as fundam e dirigem.
tiagooliveira#7
Que coisa!

‹ Voltar para a lista de tópicos