Por quê existe o universo ?
Por quê existe o universo, a vida, a matéria, ao invés do NADA. Para quem acredita na existencia de um Deus criador, pergunto, por que existe Deus ?
Se nao existe efeito sem causa, quem causou o universo ? ou melhor quem causou Deus ?
Algo tem de existir, até no nada existe algo.
O que causou a criação do Universo foram milhares de factores.
O que permite que haja vida na terra, são milhões de eventos, todos eles em harmonia, que permitem que haja vida na terra.
Ou seja, Deus é mais que uma possibilidade.
1 coincidência é mais que permitido, duas coincidências tem a sua suspeita. Três coincidências é algo improvável..
Mas quando há milhões de coincidências que permitem a vida na terra, é porque há realmente uma consciência por detrás de um evento extremamente complexo.
A essa consciência chamamos de Deus.
Se ajuda de alguma forma, há de se observar que o nada simplesmente não existe. Ele é o conceito da ausência do ser (tal como o mau é a ausência do bem, o frio, a ausência do calor, e a escuridão, ausência da luz), de tal forma que se não existisse o ser, tampouco existiria o nada, pois a existência deste está condicionada a existência e ausência daquele.
E se o homem só pensa sobre aquilo que existe (no mundo real ou na fantasia/imaginação), pensar sobre o não-ser, o não-ente, é absolutamente impossível.
Isso já foi demonstrado, por exemplo, por todos os argumentos para a existência de Deus dos Santos Doutores: a existência do Ser máximo não somente é possível, mas completamente necessária para a existência de tudo isto que conhecemos como real: Argumento Ontológico, Argumento Cosmológico e As Cinco Vias.
Para mais a respeito, recomendo os vídeos de William Lane Craig, pois em seus debates ele costuma fazer uso de tais argumentos, e pelo poder da retórica, ele consegue condensá-los, explicá-los e expô-los com muita maestria.
ps. Só um detalhe: No Argumento Ontológico de Santo Anselmo, se a existência de Deus é possível, então ela torna-se obrigatória.
Qual é a afirmação mais idiota: "Eu não acredito em Deus" ou "eu acredito em um ser superior {Deus]"?
As duas afirmações tão comuns nas nossas bocas são um tanto irracionais, ou nas palavras do professor Luiz Gonzaga, elas apenas expressam um sentimento, sem explicar nada.
Respondendo a grosso modo. Deus é, não muda. Isso está em diversas passagens da Sagrada Escritura. Segundo Santo Tomás tudo começa a ser ou deixa de ser enquanto passível de mudança. Deus não é passível de mudança, ou movimento, logo é eterno. Não tem princípio, nem fim. Logo, se Deus é eterno não está em potência. Não há potência passiva em Deus.
"O que causou a criação do Universo foram milhares de factores"
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RESPOSTA
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O troll da turma do Urinol gosta de usar o portugês "de Portugal" (PQP! Por que a maldita "do B" foi falir???!!!)
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Evidentemente, o que causou o início de TUDO - que é logicamente o tema deste tópico - não foi "uma série de fatores" coisa nenhuma, e afirmar isso é idiotice.
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Não fosse assim o que causou o início de cada um dos fatores????
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"Algo tem de existir, até no nada existe algo"
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RESPOSTA:
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Quem afirma isso é burro, está sob efeito de dorgas ou é doente mental
O que existe no nada? O nada oras.
O nada não deixa de ser um estado, mesmo que inexistente.
Talvez algumas informação ajude, ao invés de falar sem pensar.
Quando ele disse: "Algo tem de existir, até no nada existe algo",
pareceu-me que ele tratou do termo "NADA" não como ente/ser, pois isso seria uma contradição de termos, mas como um conceito aplicado em uma situação. Por exemplo, no conceito de "NADA", aplicado na realidade, ainda temos o espaço (vazio), por exemplo, o que corrobora a afirmativa de que o NADA ABSOLUTO não existe.
Acredito que foi isso o que ele fez, e assim sendo, não está errado. Contudo, seria bom que ao escrever sobre temas delicados, os participantes do debate tivessem o cuidado de especificar daquilo que estão tratando.
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"O que causou a criação do Universo foram milhares de factores"
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RESPOSTA
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O troll da turma do Urinol gosta de usar o portugês "de Portugal" (PQP! Por que a maldita "do B" foi falir???!!!)
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Evidentemente, o que causou o início de TUDO - que é logicamente o tema deste tópico - não foi "uma série de fatores" coisa nenhuma, e afirmar isso é idiotice.
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Não fosse assim o que causou o início de cada um dos fatores????
De novo, está a defecar pela boca.
Eu disse que para haver vida na terra, em termos científicos, são necessárias milhões de factores.
Desde a exacta posição dos astros, e até a posição do nosso planeta em relação ao sol.
A gravidade de Júpiter tem um grande efeito sobre a terra, o que permite a vida também.
A posição da Lua é um factor importante, um bocado mais longe, ou mais perto, e os oceanos andariam malucos.
Além disso, a localização do sistema solar, na galáxia denominada Via Lactea é uma grande vantagem para nós.
Por detrás disto há um Deus.
E sim, uso o Português de Portugal.
[url]/Main#Profile?uid=2307316296621950622[/url]:
Quando ele disse: "Algo tem de existir, até no nada existe algo",
pareceu-me que ele tratou do termo "NADA" não como ente/ser, pois isso seria uma contradição de termos, mas como um conceito aplicado em uma situação. Por exemplo, no conceito de "NADA", aplicado na realidade, ainda temos o espaço (vazio), por exemplo, o que corrobora a afirmativa de que o NADA ABSOLUTO não existe.
Acredito que foi isso o que ele fez, e assim sendo, não está errado. Contudo, seria bom que ao escrever sobre temas delicados, os participantes do debate tivessem o cuidado de especificar daquilo que estão tratando.
Exacto. Expressei-me bem, se alguém não percebe do que falo, não é por ter expressado mal.
Mas foi isso que quis dizer.
Não vejo o porquê disto tudo.
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"O que causou a criação do Universo foram milhares de factores"
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RESPOSTA
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O troll da turma do Urinol gosta de usar o portugês "de Portugal" (PQP! Por que a maldita "do B" foi falir???!!!)
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Evidentemente, o que causou o início de TUDO - que é logicamente o tema deste tópico - não foi "uma série de fatores" coisa nenhuma, e afirmar isso é idiotice.
. Não fosse assim o que causou o início de cada um dos fatores????
Já disse e afirmei que foi Deus.
A terra está no sitio certo para a existência da vida, milhares de factores permitem isso.
Se isso acontece, é porque uma consciência, Deus, criou isto tudo e permitiu isto.
"O que existe no nada? O nada oras. O nada não deixa de ser um estado, mesmo que inexistente.
Talvez algumas informação ajude, ao invés de falar sem pensar."
Observe que aqui você já trata o "NADA" como um ente/ser. Contudo, isso é uma contradição de termos, pois o conceito de nada é a ausência do ser, e se na ausência do ser o nada EXISTE como ente, então não há ausência do ENTE e a situação em que o conceito do "NADA" se configuraria deixa de existir.
Além disso, pensemos: Se o nada é a ausência do ser, pensar no NADA como ente é pensar na inexistência do SER. Se o SER, qualquer que seja ele, inexiste, como o nada pode EXISTIR? Mais: o NADA como ente deveria ser em si, independente dos outros entes. Isso requereria que NADA além do NADA existisse, e ainda assim, com o NADA existindo, o NADA como ente ainda não existiria, pois seria uma contradição entre seu conceito e a realidade.
Como disse o Soli na primeira página: looping infinito.
O NADA é relativo ao SER quanto a sua presença ou ausência, e não um ente.
Quando você trata do NADA, você, implicitamente, SEMPRE o faz em referência a algo no tocante a sua presença ou ausência. E isso já deixa claro que, apesar de o conceito de NADA ser uma abstração, você jamais a trata como ente em si.
A terra de fato é um sitio ínfimo perto do Universo, mas mais que o suficiente para a existência humana, para nós existirmos não seria necessário a maior parte do Universo, inobstante temos a notícia da existência dele. Ora, o Universo faz parte da realidade e a realidade faz parte de Deus e a nossa inteligência não é suficiente para explicar a origem e os porques de (ou do) Tudo.
"Se o nada é a ausência do ser, pensar no NADA como ente é pensar na inexistência do SER. Se o SER, qualquer que seja ele, inexiste, como o nada pode EXISTIR?"
Aqui eu passei do "nada relativo", que não existe e se refere a ausência de um outro ser, para o "nada" ente, este absoluto, que para existir não pode admitir existência alguma, nem mesmo a do espaço. Contudo, se não pode admitir existência alguma, tampouco pode admitir a sua própria existência como ente.
[url]/Main#Profile?uid=2307316296621950622[/url]:
"O que existe no nada? O nada oras. O nada não deixa de ser um estado, mesmo que inexistente.
Talvez algumas informação ajude, ao invés de falar sem pensar."
Observe que aqui você já trata o "NADA" como um ente/ser. Contudo, isso é uma contradição de termos, pois o conceito de nada é a ausência do ser, e se na ausência do ser o nada EXISTE como ente, então não há ausência do ENTE e a situação em que o conceito do "NADA" se configuraria deixa de existir.
Além disso, pensemos: Se o nada é a ausência do ser, pensar no NADA como ente é pensar na inexistência do SER. Se o SER, qualquer que seja ele, inexiste, como o nada pode EXISTIR? Mais: o NADA como ente deveria ser em si, independente dos outros entes. Isso requereria que NADA além do NADA existisse, e ainda assim, com o NADA existindo, o NADA como ente ainda não existiria, pois seria uma contradição entre seu conceito e a realidade.
Como disse o Soli na primeira página: looping infinito.
O NADA é relativo ao SER quanto a sua presença ou ausência, e não um ente.
Tem lógica o seu raciocínio.
Mas nesse caso indaguemos sobre a cor preta.
Alguém poderá dizer que não existe nada no preto, pois é preto.
Mas não deixa de ser uma cor.
Da mesma forma pomos esse raciocínio neste exemplo.
O nada não implica a existência de um ser, implica pura e simplesmente o que é: nada.
Mas até nesses termos o nada existe.
Não como um ser, mas como o nada em si.
A própria definição do nada, se o podemos por nesses termos.
Gosto da sua forma de debater.
É o mesmo que se um ramo de uma árvore cair numa floresta, sem que alguma pessoa lá esteja, será que faz barulho?
Há quem acredite que não, visto não haver consciência para presenciar o facto e o respectivo som.
Ou seja, para concluir, o nada em si, é algo, não como um ser, mas como definição.
Mas, como Chesterton diria, o que impediria Deus de fazer o Universo em toda a sua grandeza, beleza e magnitude apenas para nós, humanos, Sua criação, contemplarmos e admirarmos a grandeza do Criador e nossa própria pequenez diante de tão grande perfeição?
Mas, como Chesterton diria, o que impediria Deus de fazer o Universo em toda a sua grandeza, beleza e magnitude apenas para nós, humanos, Sua criação, contemplarmos e admirarmos a grandeza do Criador e nossa própria pequenez diante de tão grande perfeição? [2]
Caramba! O papo está um pouco além do meu limitado QI, preciso de um tempo para processar informações tão complexas. Mas estou gostando de ver a intelectualidade que se alcança quando se tem como referência nosso grande Olavo de Carvalho!
E para concluir, o universo veio do nada absoluto por acção de Deus.
Se algo veio do nada, apenas prova que o nada existe, ou seja o nada em si, o nada absoluto, deu lugar ao universo.
O nada como ser não acredito que exista, ao menos não tenho uma definição
para tal, mas a sua essência\definição, por si só, acredito que exista, embora seja um nada.
Isso que você disse é relativismo puro e simples. Seria o mesmo que dizer que não faz calor na superfície do Sol porque não tem ninguém lá pra sentir. Se o galho cai no chão, emite ondas sonoras, que independem de ser captadas para que existam.
Esse raciocínio (ou raciossímio, como queira) que você expôs, levado às ultimas consequências, conduz a uma situação em que eu poderia te torturar e te matar, desde que estivéssemos sós e sem testemunhas para validar o ocorrido, para que o fato ocorrido simplesmente deixasse de ser ocorrido. Mas aí você pode indagar que eu saberia o que fiz e que isso bastaria para validar, o que seria outro relativismo, pois caso sofresse eu de esquizofrenia, eu poderia fazer tudo isto contigo achando que estava a, sei lá, sonhando.
Sobre a cor, você passa de uma analogia simples e de fácil compreensão para conceitos mais trabalhados de cor e de suas relações etc e tal. Contudo, mesmo assim, por mais que em uma aquarela a cor preta seja formada pela junção de todas as outras cores, ela se caracteriza pela total absorção e não-reflexão destas cores que a compõe. Um Buraco Negro se caracteriza por atrair completamente a luz, de forma que só podemos percebê-lo pela ausência de coloração no espaço (por isso o nome buraco). O que você fez foi misturar os conceitos de cor, com o conceito de claridade. Mas isso é facilmente resolvido da seguinte maneira: você pode iluminar qualquer ambiente com luz azul, vermelha, branca, amarela, até mesmo com a tal "luz negra" (que de negra não tem nada), mas tente iluminar o ambiente com a luz preta. Consiga tal proeza que nós continuamos esta conversa.
Sobre a existência, você parece está fazendo uma confusão entre a abstração da ausência de um ente (o NADA) com a existência de um ente que se configure exatamente nessa situação. Como já falei anteriormente, o NADA como ser, como ente, como existente, implicaria uma série de auto-contradições e é simplesmente impossível de existir.
A esse respeito, lembro de um debate com um desses pastores ateístas, acho que Dinesh d'Sousa com Christopher Hitchens, onde Hitchens, fazendo piada, disse: "mas que Deus inteligente esse, que custo-benefício" Fazer o universo inteiro só para o homem!"
O que o idiota não percebeu foi que custo-benefício só se aplica a ciência econômica, e esta, a sistemas escassos, e não há como se falar em escassêz de recursos quando se trata de um Ser Onipotente, Onisciente e Onipresente.
O que o idiota não percebeu foi que custo-benefício só se aplica a ciência econômica...
É o materialismo típico dos ateus e se a existência do nada (o que já é uma contradição em si) agora vemos (ou provamos) a existência de matéria visível e invisível, antes o NADA era um "fato", ou seja, um dado de uma REALIDADE anterior à existência matéria. Posso (e até devo concordar) que Deus pode criar matéria a seu bel prazer, mas eu acho (e aqui é achismo mesmo) ele não pode criar nada absoluto que o Viriato acredita ter existido antes da criação do Universo. Algo mais ou menos assim, tipo Deus não pode se autodestruir.
Não é "achismo" seu. Deus não pode se contradizer, e isso não é uma limitação divina, é, ao contrário, consequência direta de Sua perfeição. Assim, uma vez que Deus deu a existência, e a existência é um Bem por excelência, ele não pode "nadificar" qualquer ente (metafisicamente falando, contudo, aplicado à fisico-química, que diz que em um sistema fechado nada se perde, tudo se modifica, e tomando a completude do universo como um super-sistema fechado, pois materialmente não existe nada além, segue-se que nem fisico-químicamente a matéria é perdida). Veja que nem o demônio teve sua existência revogada, e esta mesma existência passou a ser o único bem que o tinhoso possui.
Para concluir, Deus, em sua Magnitude, consegue extrair um bem de um mau, o que, em última instância, torna todas as coisas existentes úteis ao Bem maior, logo, o que há seria a perversão do fim ultimo de um ente existente, não a maldade intrínsica deste mesmo ente, pois Deus não pode criar nada mau (e isso não é outra limitação Sua, é, antes, outra consequência de Sua Perfeição).
Não sou espírita, mas considero a definição do Espiritismo, nas descrições das qualidades divinas assim se explica Deus:
Deus é eterno.
Se Ele tivesse tido um começo teria saído do nada, ou teria sido criado por um ser anterior.
É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.
É imutável; se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o universo não teriam nenhuma estabilidade.
É imaterial, ou seja, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria; de outro modo não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.
É único; se houvesse vários deuses, não haveria unidade de desígnios, nem unidade de poder na ordenação do universo.
É todo-poderoso, porque é único. Se não tivesse o soberano poder, haveria alguma coisa mais ou tão poderosa quanto Ele; não teria feito todas as coisas e as que não tivesse feito seriam obras de um outro Deus.
É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das Leis Divinas se revela nas menores como nas maiores coisas, e essa sabedoria não permite duvidar de sua justiça nem de sua bondade.
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E para concluir, o universo veio do nada absoluto por acção de Deus.
Se algo veio do nada, apenas prova que o nada existe, ou seja o nada em si, o nada absoluto, deu lugar ao universo.
O nada como ser não acredito que exista, ao menos não tenho uma definição
para tal, mas a sua essência\definição, por si só, acredito que exista, embora seja um nada.
Isso quem afirma são os ateístas/materialistas. Metafisicamente, antes de um ser existir como ente, ele existe como ideia, forma e essência, na Inteligência divina. Antes do Universo existir, existia simplesmente a dimensão divina, aquela que nos sera acessível quando morrermos e compartilharmos da Graça de Deus.
Veja bem, se não existia matéria, não haveria como existir densidade, pressão ou calor, então como o BigBang pode ter existido? Se Deus criou uma dimensão material dentro da qual Ele pôs a matéria e as leis que atuam na densidade, pressão, calor e energia, Ele ANTERIORMENTE a este momento (o BigBang e a criação disto tudo) TAMBÉM CRIOU as Leis instrínsecas que tornaram tal fenômeno possível. Posteriormente, pode ter havido uma reconfiguração destas leis como uma adequação à nova realidade (o tal tempo de PLANCK), contudo, se houve tal reconfiguração, quando ela tornou-se ATO, já existia anteriormente em POTÊNCIA naquele mesmo fenômeno que leva o nome de BIGBANG.
O problema do pensamento materialista é que se pensa em um universo vazio, sem nada que o preenchesse. Mas veja que até nessa concepção, há a existência de um universo e um espaço, que vieram daonde, cara pálida?
Para concluir, a dimensão divina é anterior e causa da dimensão à qual estamos submetidos. Assim, é incorreto falar que Deus criou o universo do nada. O correto seria dizer que Deus criou o universo de Si próprio, e ponto final. (veja as 5 vias de Santo Tomás).
Obrigado Clodoveu e eu tava pensando aqui. A Astronomia diz que o Big Bang foi a a origem do Universo conhecido (mas não a criação dele, me parece), isto é, é possível recuar até um ponto ponto "ínfimo universal" bilhões de anos atrás. Bom, até aí tudo bem, mas a própria astronomia, usando modelos matemáticos, prevê a e expansão ilimitada da matéria, logo o Universo é ilimitado, mesmo sendo ele vácuo ocupa espaço, senão não seria a possível a matéria se expandir indefinidamente e, se ocupa espaço existe "inexistindo". Esse raciocínio científico exclui a possibilidade da existência do nada absoluto, tanto antes como pós Big Bang.
Essa concepção que você diz ser do Espiritismo (eu desconheço as características divinas dessa religião) está, em grande parte, deturpada.
Por exemplo, as leis que regem o universo: acaso essas leis do universo se alterassem, isto implicaria na mutabilidade divina? Mais: o que seria o milagre senão a completa transgressão dessas leis?
Outro exemplo, a imaterialidade divina: Deus, fazendo-se matéria, implicaria estar sujeito às mudanças que a matéria sofre? Obviamente que em Sua Onipotência, não é Deus quem está sujeito a matéia, mas esta que está sujeita à Vontade divina. Mais: que dizer do Milagre de Lanciano, ou da Transubstanciação da água em vinho, ou da multiplicação dos pães, ou, mesmo, Deus se fazer carne?
Outro exemplo: "é todo poderoso, porque é único." Aqui há a inversão, o correto seria: é único porque é Todo-Poderoso, e não pode haver mais que um Todo-Poderoso.
O melhor conceito divino é a descrição de Suas características e as implicações que delas vem: Onipresente, Onipotente, Onisciente.
Primeiro, obseve que um ser que tenha apenas uma dessas três características, terá OBRIGATORIAMETE todas as demais. Note também que se houverem dois ou mais seres, só há duas possibilidades: ou se trata do mesmo SER (e o erro é do perceptor) ou se tratam de dois seres potentes, presentes e ciêntes (o que torna impossível heresias como o maniqueísmo), como as características divinas são específicas, a segunda hipótese é descartada, a primeira, existe como possibilidade (na questão das religiões comparadas, por exemplo), mas nenhuma das duas hipóteses implicam na inexistência do Ser com as três características distintivas.
Segundo, para um Ser possuir estas três características, ele tem de ser, metafisicamente, PURO ATO em SUPREMA PERFEIÇÃO, o que implica não haver movimento metafísico de potência para ato (por isso que Deus se apresenta como "Aquele que É"). Se não há movimento metafísico, este Ser não está sujeito a mudanças, logo, é Eterno. Se é Eterno, e sendo ATO PURO, não é causado, mas é causa de si mesmo e causa de tudo o mais que veio a existir. (5 Vias Tomistas, o Motor Imóvel).
Sendo Perfeito e ATO PURO, Deus É Bondade, atender a Sua vontade é fazer o Bem, desobedecer, é fazer o mau (o Bem é o próprio Deus, já o mau, não existindo por si, é o desvio do sujeito da Vontade divina). Mas Deus é Bondade em sua mais pefeita forma, o que implica Deus ser Completo Amor.
Deus sendo Completo Amor, e sendo a maior manifestação do Amor a própria Misericórdia Divina, segue-se que Deus não é justo (esta é uma "virtude pagã"), mas Misericordioso, perdoando o imperdoável. Se por justiça Deus fosse movido, estaríamos todos condenados ao Inferno, e não há nada mais justo que isso, contudo Ele mandou Seu Filho para Expiar nossos pecados ("Pai, perdoai-os pois não sabem o que fazem").
Se continuassemos, iríamos cair, inevitavelmente no Catecismo... paremos por aqui.
Atualmente, para qualquer coisa se usa o termo "infinito", contudo, pelas questões de contingência, não pode haver nada infinito que não seja o próprio Deus. O mais correto, o mais preciso, seria tratar de tais assuntos como "indeterminados". O Infinito existe, em certa medidada, como abstração, e somente isto. Veja o vídeo do William Lane Craig que postei logo no início do debate, sobre o Argumento Cosmológico.