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Ostentação de burrice deveria ser crime hediondo

Iniciado por milton em 19/06/2012 · 34 mensagens

milton#1
.

Inacreditável!! isso aqui:

Ostentação deveria ser crime previsto no Código Penal

Os arrastões em restaurantes chiques na capital paulista já tiveram uma consequência, além de aumentar o número de seguranças privados: estão aflorando o que há de pior na elite bandeirante. Já estava ouvindo aqui e ali mais bobagens e preconceitos que o de costume, mas Mônica Bergamo e equipe, em sua coluna na Folha de S. Paulo desde domingo (17), reuniram vários deles em um pacotão – pelo qual sou imensamente grato.

Se o planeta não for gratinado por nossa ignorância no meio do caminho, tenho certeza que uma sociedade mais avançada vai utilizar esse texto para entender o que deu errado em uma cidade como São Paulo. E não estou falando dos arrastões, mas do discurso bisonho de nossa elite.

Não tenho medo de ser assaltado em meu carro porque não tenho carro. Não receio que levem minhas jóias ou meu relógio caro porque não tenho relógio. Não fico com pavor de entrarem na minha casa e levarem tudo porque meu bem mais precioso é um ornitorrinco de pelúcia. Não me apavoro em andar na rua à noite a não ser por conta do risco de chuva. E por mais que vá a bons restaurantes de vez em quando, devo ressaltar que nunca fui assaltado em nenhuma barraca de cachorro-quente… Acho que já deu para entender o recado. Não tenho medo da minha cidade porque, tenho certeza, ela não precisa ter medo de mim.

Ostentação em um país desigual como o nosso deveria ser considerado crime pela comissão de juristas que está reformando o Código Penal. Eles não estão propondo que bulling seja crime? Ostentação é mais do que um bulling entre classes sociais. É agressão, um tapa na cara.

Mais do que uma escolha pelo crime, a opção de muitos jovens pelo roubo é uma escolha pelo reconhecimento social. Um trabalho ilegal e de extremo risco, mas em que o dinheiro entra de forma rápida. Não defendo essa opcão, mas sabemo que, dessa forma, o jovem pode ajudar a família, melhorar de vida, dar vazão às suas aspirações de consumo – pois não são apenas os jovens de classe média alta que são influenciados pelo comercial de TV que diz que quem não tem aquele tênis novo é um zero à esquerda. Ganhar respeito de um grupo, se impor contra a violência da polícia. Uma batalha que respinga em nós, que temos responsabilidade pelo o que está acontecendo, seja por nossa apatia, conivência, desinteresse, medo ou incompetência. A polícia e os chefes de quadrilhas puxam os gatilhos, mas nós é que colocamos as balas na agulha que matam os corpos e o futuro dessa molecada.

Os carros blindados levam para as ruas da cidade a sensação de encastelamento dos condomínios fechados, das mansões muradas, dos shopping centers ou restaurantes caros. Sentimento falso, pois não são muros e chapas de aço que irão garantir segurança aos moradores de uma metrópole como São Paulo. É bom como efeito placebo, para se enganar, mas, mais dia ou menos dia, as “hordas bárbaras” vão engolir a “civilização”. “Hordas” que estão chegando cada vez mais perto, como reclamam os mais ricos.

São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes, mas apenas uns poucos são efetivamente cidadãos, com acesso a todos os seus direitos previsto em lei. Lembra a antiga Atenas, com uma democracia para uns poucos iluminados e o trabalho pesado para o grosso da sociedade, composta de escravos. Enquanto uns aproveitam uma vidinha “segura” dentro de clubes, restaurantes, boates, lojas, residenciais e carros, outros penam para sobreviver e ser reconhecidos como gente. Para cada assassinato em Moema, mais de 100 são mortos no Grajaú. Só que a morte de uma jovem em Moema causa mais impacto na mídia do que a de 100 no Grajaú. Ou no Campo Limpo, bairro em que cresci. A gente fica sabendo por lá que tem vida que vale mais que outras, por causa do dinheiro.

Qual a causa da violência? A resposta não é tão simples para ser dada em um post de blog, mas com certeza a desigualdade social e a sensação de desigualdade social está entre elas. Muito do preconceito presente nos comentários trazidos pela coluna da Folha abaixo vai no sentido contrário a uma solução, isolando os ricos ainda mais, deixando-os alheios ao resto da cidade (por ignorância ou má fé). Corta-se com isso a dimensão de reconhecer no outro um semelhante, com necessidades, e procurar um diálogo que construa algo e não destrua pontes. Há riscos de assaltos? Sempre há e eles vão acontecer, ainda mais em um território que muitos têm e outros minguam. Mas deve se ter em mente que há atitudes que pioram o quadro.

Temos que garantir liberdades individuais e a segurança de usufruí-las. Combater a violência, garantir o direito de sair sem ser molestado. Mas isso só será possível com uma sociedade menos desigual e idiota. Ou a cidade será boa para todos ou a aristocracia que sobrar após o caos não conseguirá aproveitar sua pax paulistana.
milton#2
srgio_4#3
Tinha que ser o tal do Sakamoto.
srgio_4#4
"Ostentação em um país desigual como o nosso deveria ser considerado
crime pela comissão de juristas que está reformando o Código Penal. Eles
não estão propondo que bulling seja crime? Ostentação é mais do que um
bulling entre classes sociais. É agressão, um tapa na cara."

"Não tenho medo de ser assaltado em meu carro porque não tenho carro. Não
receio que levem minhas jóias ou meu relógio caro porque não tenho
relógio. Não fico com pavor de entrarem na minha casa e levarem tudo
porque meu bem mais precioso é um ornitorrinco de pelúcia. Não me
apavoro em andar na rua à noite a não ser por conta do risco de chuva. E
por mais que vá a bons restaurantes de vez em quando
, devo ressaltar
que nunca fui assaltado em nenhuma barraca de cachorro-quente…"


É contra essa "injustiça" horrivel mas tambem "ostenta" de vez em quando né? Que piada. pqp...
Ele nao tem carro, nem joias nem relogio e acha então que toda a sociedade deve se comportar como ele (menos ir em restaurantes de vez em quando). Então eu trabalho e não posso "ostentar" (critério subjetivo) minhas coisas porque isso é "bullyng" contra os pobres e então eu deveria ser criminalizado por isso. O fato de eu "ostentar" justifica, na cabeça dele, a atitude de bandidos. Perfeito, que sujeito genial. É por isso que há muito tempo não leio merda nenhuma que sai publicado da UOL.
rafael_2#5
Não tenho medo de ser assaltado em meu carro porque não tenho carro. Não
receio que levem minhas jóias ou meu relógio caro porque não tenho
relógio. Não fico com pavor de entrarem na minha casa e levarem tudo
porque meu bem mais precioso é um ornitorrinco de pelúcia.

Acrescento: A julgar pelas pérolas do texto, você igualmente não deve ter medo de desenvolver um tumor no cérebro, porque você nunca teve um.

No mais, este texto - certamente um dos mais imbecis que tive o desprazer de ler em minha existência - é  a mais descarada defesa do crime.
milton#6
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william#7
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
tiagooliveira#8
Calma gente, uma pausa:

imagem

Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.
ayrton#9
A que ponto nós chegamos...que japa ignorante
ayrton#10
Mais um que acha que bandido é vítima. E essas merdas saem da PUC!!!!!
tiagooliveira#11
[url]/Main#Profile?uid=2550191970516022724[/url]:
A que ponto nós chegamos...que japa ignorante


Japa só na origem porque a cabeça é bem tupiniquim. [imagem do Orkut]
antnioluiz#12
Tem cara de riponga.
sccpvalter#13
[url]/Main#Profile?uid=10379329642553283112[/url]:


Japa só na origem porque a cabeça é bem tupiniquim. [imagem do Orkut]
sccpvalter#14
Barbichinha e cabelo desgrenhado é cumuna na certa.
daniel_5#15
e pensar que um cara desse faz a cabeça de centenas de débiloides na PUC.
um cara desse não pode trabalhar numa instituição católica jamais!
orkut_5#16
Pior que esta merda, só o artigo da Marilene Felinto sobre o champinha
ayrton#17
Esse trecho cabe aqui:
.
"Todos os dias de sua vida, o
cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis
filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com
a escassez de gasolina nos anos 70 são normais; só que ele não enfrenta
este problema em relação à gasolina - pois ele não tem um carro nem a
esperança de jamais ter um - mas em relação a itens de vestimento,
verduras, frutas, e até mesmo pão. Pior ainda, ele é forçado a trabalhar
em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve
odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de
trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção
materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação,
com quase nenhuma chance de privacidade. (Frente à escassez
habitacional, hóspedes são designados a moradias; famílias são obrigadas
a compartilharem apartamentos. E um sistema de passaportes e vistos
internos é adotado a fim de limitar a severidade da  escassez
habitacional em áreas mais desejáveis do país.) Expondo suavemente, uma
pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e
hostilidade.
"
.
http://mises.org.br/Article.aspx?id=98
tiagooliveira#18
Deus é mais! Por isso que os chineses correm tudo da China e vem para países como o Brasil (ou EUA) ter seu comercio e poder viver com decência.


Aqui em Salvador-BA tá cheio de chineses. Eles tem comercio de roupas e também eles tem uma tradição de abrir Pastelarias.

Obs: Eles são muito fechados.
priscila#19
Meu caro amigo, quem dera aos chineses poder  se arrancar da China pra abrir pastelaria na Bahia... Eu imagino que muitos  gostariam e muito, quem não gostaria seriam os brasileiros em geral e os soteropolitanos em particular - aliás com razão, porque um bilhão e meio de chineses não há mesmo quem aguente. [imagem do Orkut]...
priscila#20
Com certeza uma das coisas mais espantosamente extraordinárias - pelo menos para mim - consiste na completa crença, por parte das pessoas em geral, em que se as coisas e as circunstâncias se deslocarem no tempo e/ou no espaço, por alguma espécie de "princípio mágico", que me escapa inteiramente,  essas coisas e essas circunstâncias sofrerão uma alteração de ordem ontológica.

Eu honestamente ainda necessito que alguém me convença da existência da lei ou do princípio que determina isso, caramba: eu gosto é do lorde inglês que, lá atrás em 1800 e caqueirada, disse: "Eu não estou de modo algum convencido de que retirar ouro de uma mina na África do Sul para enterrá-lo de novo  em um cofre em algum outro lugar do mundo possa fazer alguma diferença para o destino da humanidade."

Eu REZO pela alma deste homem todas as noites, quando rezo pela de muitas outras pessoas: e rogo sinceramente a Deus que o abençoe, proteja e guarde.
Eu NUNCA me esqueço dele.
tiagooliveira#21
[url]/Main#Profile?uid=13503374250472808363[/url]:
Meu caro amigo, quem dera aos chineses poder  se arrancar da China pra abrir pastelaria na Bahia... Eu imagino que muitos  gostariam e muito, quem não gostaria seriam os brasileiros em geral e os soteropolitanos em particular - aliás com razão, porque um bilhão e meio de chineses não há mesmo quem aguente. [imagem do Orkut]...




Priscila, pelo menos eu vi falar que quando dá pra eles saírem eles não pensa duas vezes para ir/vir para o Brasil ou EUA.


Eu gosto dos chineses, mas vai ser fechados assim lá na china. [imagem do Orkut][imagem do Orkut][imagem do Orkut]
priscila#22
[imagem do Orkut]. Os chineses estão dentro de um país comunista, amigo: mas são um bilhão e meio de pessoas, afinal de contas. Se sumirem algumas, o CCP nem nota, e se notar, azar. Mas não sai de lá "quem quer", não. Sai quem consegue, e conseguir é complicado.
priscila#23
MUITO complicado.
tiagooliveira#24
Valeu pela informação. [imagem do Orkut]



valter#25
O texto é antigo, mas é a cara desse bostinha.

A MENTE DE UM SOCIALISTA

 

Perfil de um esquerdista


Pra
começo de conversa, muitos não gostam de estudar. Foram péssimos estudantes, a
maioria com várias repetições de ano. Mas são de família de classe média, onde
sempre sofreram pressão pra 'ser alguém na vida'. Como são preguiçosos, sem
disciplina, e folgados, precisam arrumar um jeitinho pra se dar bem, e se
fazerem passar por coisas que não são. 

    Fingir que é culto, 'engajado', e 'crítico' rende pontos.
Assim prestam vestibular sem concorrência, de preferência em um curso de
Geografia, Ciências Sociais e História, e começam sua carreira de
charlatanismo.

    Ali na universidade encontram todas as ferramentas:
professores barbudinhos, livros de esquerda, palestras com 'doutores' no
assunto, e até o assédio de políticos 'guerreiros' do PT e do PC do B.

    É claro que não estudam nada. Vivem o tempo todo no DCE,
deitados no chão, passeando no campus com aquelas mochilas velhas, calças
cargo, sandálias de couro, e cabelos ensebados. Alguns começam a se infiltrar
nos sindicatos e nas reuniões dos sem-terra. Já começam a se achar
revolucionários, e reserva intelectual das massas proletárias exploradas, e da
causa revolucionárias.

   Assim, se passam por intelectuais, cultos, moderninhos, e
diferentes. Sentem-se mais seguros para atacar as mulheres, achando que elas
são doidas por esse tipo de gente.

   Começa a ver os amigos que estão trabalhando ou cursando
Engenharia e Medicina como pobres coitados que não tiveram a chance da
'iluminação'. Como não trabalham e vivem apenas da mesada, estão sempre lisos.
Aí começa a brotar o ódio de quem se veste um pouco melhor ou tem um carrinho
popular. São os chamados 'porcos capitalistas' , ou 'burgueses reacionários' .

    Começam uma fase mais aloprada da vida quando passam a ouvir
Chico Buarque e músicas andinas. Nessa fase já começam a pensar em se tornar
terroristas, lutar ao lado dos norte-coreanos, etc. Não usam mais desodorante,
e a cada 5 minutos aparece nas suas mentes a imagem de um MacDonald's totalmente
destruído.

    Mas é claro que o que querem não é a revolução,
isso é apenas uma desculpa. Como são incompetentes para quase tudo, até mesmo
para bater um prego na parede, e sentem vergonha de fazer trabalhos mais
simples, e são arrogantes o suficiente para não começar por baixo, querem
saltar etapas. Querem no fundo a coisa que todo esquerdista mais deseja, mesmo
que de forma subliminar: um emprego público!

    Mas aí surge um outro problema: é a coisa mais difícil
passar em um concurso. É preciso estudar (argh!).

    Assim, sonham com a 'revolução' proletária, com a tomada do
poder por uma elite da esquerda, nas quais eles estão incluídos, obviamente,
afinal são da mesma tribo.

    Assim, ocupará, por indicação, um cargo comissionado em
alguma repartição qualquer, onde ganhará um bom salário para poder aplicar seus
vastos e necessários conhecimentos adquiridos durante anos na luta pela
derrubada do sistema capitalista imundo.

    Nessa fase cortará o cabelo, usará terno, passará a apreciar
bons vinhos e restaurantes, e dependendo do cargo, terá até motorista
particular. E enfiará a mão sem dó no dinheiro dos cofres do estado ou usará
cartão corporativo sem limite. Claro que pela nobre causa socialista e para o
bem dos trabalhadores.

(Autor desconhecido).

leonardo_2#26
[url]/Main#CommMsgs?cmm=39157599&tid=5714875869623994726[/url]
leonardo_2#27
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tiagooliveira#28
/\

Típico de esquerdista. E do tipinho do Al Gore que tem uma mansão, mas quer que o mundo todo volte ao tempo das cavernas.


clodoveualves#29
[url]/Main#Profile?uid=10057834797564544971[/url]:
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Unicórnio de pelúcia? Quer dizer, além de hipócrita, o cretino é viado...

Vídeo do YouTube
http://youtu.be/8XeUV8MIWf8
milton#30
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francisco#31
[img]/orkut/photos/QQAAAL6N_EG4TSviVRH2jlCw82tYMTe3W9ZWpLh6cGcQonklaKfd1atQfn2y-5n988ZlT-J_etwxHMWN56hKeCm-seTs-TtQP8RCO2B4HRA2DRiIAJtU9VCeAVHmd2fba0R0G7jLGprNCGp5aA.jpg[/img]
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milton#32
Esse Sakamoto faz esforço para ainda tentar ser um daqueles últimos comunistas românticos. Aqueles que se descabelam, que sentem uma pontada no estômago, que sentem "ódio dos ricos". Vladimir Safatle é outro. A simples visão de uma "perua" passeando com seu cãozinho pedigree já lhes causam um incômodo mal-estar.

O que fazer? A cura para isso é trabalho duro. A gente aprende a dar valor ao nosso dinheiro e ao dinheiro dos outros. A gente aprende a se ater, a se preocupar, a se limitar e a gostar muito mais do nosso ornitorrinco, e deixa o ornitorrinco dos outros com um pouco de paz. Outra pérola do japonês idiota:

“Bandido bom é bandido morto”, diz uma sociedade doente

Três assaltantes abordaram uma motorista e seu bebê de três meses, na zona sul de São Paulo, na noite de sexta (20) Nesse momento, um motociclista apareceu do nada, atirou contra dois dos ladrões, que morreram no local, e desapareceu após evitar o assalto. O terceiro foi detido pela Polícia Militar. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.

Muita gente nas redes sociais está louvando a atitude do “Anjo da Motocicleta”, tuitando e lascando no Facebook que os assaltantes tiveram o que mereciam e pedindo que outros vingadores urbanos apareçam para salvar a capital paulista do caos. Há ainda os que exigem que a polícia faça o mesmo: chega de julgamentos longos e com chances dos canalhas se safarem ou de “alimentar bandido” em casas de detenção. Execute-os com um tiro, de preferência na nuca para não gastar muita bala, e resolve-se tudo por ali mesmo. Limpem a urbe para os cidadãos de bem.

E vamos indo da barbárie para a decadência sem passar pela civilização.

“Ah, lá vem o japa idiota defender bandido”. Pode ser uma visão por demais hobbesiana do mundo, mas o Estado – esse cretino opressor de uma figa – está aí para impedir uma catástrofe maior (pelo menos, enquanto não tivermos consciência o suficiente para tomar o seu papel – mas isso é outra história). E ao criticar execuções públicas, não defendo “bandido”, mas sim o pacto que os membros da sociedade fizeram entre si para poderem conviver (minimamente) em harmonia. Em suma, abrimos mão de resolver as coisas por nós mesmos para impedir que nos devoremos. E que, em uma decisão equivocada tomada na solidão do indivíduo, mandemos para a Glória alguém inocente.

Para muita gente, esse tipo de execução sumária é linda, seja feita pelas mãos da população, seja pelas do próprio Estado, ao caçar traficantes em morros cariocas ou na periferia da capital paulista. Se com o devido processo legal, inocentes amargam anos de cadeia devido a erros, imagine sem ele? Já trouxe aqui uma miríade de casos de pessoas que foram espancadas pela irracionalidade coletiva, acusadas de serem responsáveis por crimes que, posteriormente, provou-se não terem relação. Não tiveram direito à defesa ou à recurso, que são fundamentais, uma vez que a decisão tomada através do processo legal – por mais que seja falha – ainda é o melhor que temos.

Ao mesmo tempo que pessoas nas redes sociais tinham orgasmos múltiplos com a execução pública de sexta, alguns comentaristas na imprensa (e não estou falando dos programas sensacionalistas espreme-que-sai-sangue) parecem vibrar a cada pessoa abatida na periferia, independentemente quem quer que seja. Jornalistas, cuja opinião respeito, optaram pela saída fácil do “isso é guerra e, na guerra, abre-se exceções aos direitos civis”, tudo em defesa de uma breve e discutível sensação de segurança.

As verdadeiras batalhas do tráfico sempre aconteceram longe dos olhos da classe média e da mídia, uma vez que a imensa maioria dos corpos contabilizados sempre é de jovens, pardos, negros, pobres, que se matam na conquista de territórios para venda de drogas ou pelas leis do tráfico. Os mais ricos sentem a violência, mas o que chega neles não é nem de perto o que os mais pobres são obrigados a viver no dia-a-dia. Mesmo no pau que está comendo, sabemos que a maioria dos mortos não é de rico da Lagoa, da Barra ou do Cosme Velho. Ou do Morumbi, do Jardim Europa e aqui de Perdizes. Considerando que policiais, comunidade e traficantes são de uma mesma origem social, é uma batalha interna. Então, que morram, como disseram alguns leitores esquisitos que, de vez em quando, surgem neste blog feito encosto.

De tempos em tempos, a violência causada pelo crime organizado retorna com força ao noticiário, normalmente no momento em que ela desce o morro ou foge da periferia e no, decorrente, contra-ataque. Neste momento, alguns aproveitam a deixa para pedir a implantação de processos de “limpeza social” e de execuções de bandido.

Pedidos inúteis. Porque, como todos nós sabemos, a pena de morte já existe em São Paulo e no Rio de Janeiro, apesar de não institucionalizada, como instrumento policial. Há também milícias que se especializaram nisso, inclusive, ao avocar para si o monopólio da violência que, por regra, deveria ser do Estado.

Gostaria que fossem tornados públicos os exames dos legistas. Afinal de contas, acertar um tiro na nuca de um suspeito no meio de um confronto armado demanda muita precisão do policial – e depois registrar o ocorrido como auto de resistência demanda criatividade. Para contrapor os bandidos estamos optando pelo terrorismo de Estado ao invés de buscar mudanças estruturais (como garantir real qualidade de vida à população para além de força policial dia e noite).

Ninguém está defendendo o crime, muito menos bandidos e traficantes (defendo a descriminalização das drogas como parte do processo de enfraquecimento dos traficantes e pelas liberdades individuais, mas isso é outra história). O que está em jogo aqui é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao defendermos Justiça com as próprias mãos. Do que estamos abrindo mão ao pregar que as falhas da efetivação da lei sejam corrigidas por conta própria?

De vez em quando não sei de quem tenho mais medo: dos bandidos, dos “mocinhos” ou de nós mesmos.

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/07/…#comentarios
frederico_2#33

E prá esses comunistas com mania de dar o rabo, até o ditador Fidel Castro tem um remédio, mandou muitas bichas para campos de trabalhos forçados, com várias placas dizendo: “O trabalho os transformará em homens!”.   Esse japa que vá trabalhar, para ver como é.

tiagooliveira#34
Cara, juro que eu não conseguir passar do 4º parágrafo. Haja estômago. [imagem do Orkut]

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