Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

[Fixo] Marxismo Teatral

Iniciado por jeferson_3 em 28/06/2012 · 24 mensagens

jeferson_3#1


Sou bacharel em artes cênicas, e hoje releio a história do teatro no século XX à luz de Marx, ou seja, busco perceber qual é a influência do pensamento revolucionário marxista nas teorias artísticas que permearam o novecentos. Esse é sem sombra de dúvidas um trabalho muito complexo, mas sei que nomes como Jean-Paul Sartre, Bertold Brecht e, no Brasil, Plínio Marcos e Augusto Boal, muito influenciados pela filosofia marxista, escreveram para teatro, sendo que deixaram essa influência transparecer mais claramente em seus escritos. Estou abrindo esse tópico para discussão, por isso tomei a liberdade de fixá-lo. Se você se interessa por esse assunto, está convidado pra debater.

Agradeço desde já pela colaboração de todos da comunidade.

jeferson_3#2
Com um agradecimento em especial ao Ayrton, e ao Soli Deo Gratias. Eles sabem porque.
clodoveualves#3
Olha, eu sempre me interessei por teatro. Já até participei de uma peça teatral em uma universidade como "ator tapa-buraco". Um sujeito desistiu de ultima hora e eu acabei participando, com apenas dois dias de ensaio... tenho este episódio como um dos mais vergonhosos de minha vida... hehehe... está até gravado em DVD, mas nunca fui atrás.

Mas voltando ao assunto do tópico: teatro no Brasil NÃO EXISTE. Comparar a atuação dos "grandes atores" brasileiros com os ingleses é até covardia. Qualquer ator americano de médio porte dá de 10 a zero em Franciscos Cuocos e Tarcisios Meiras.

TALVEZ a única que ainda dá um caldo seja a Fernanda Montenegro. Mas, veja bem, ela estaria no mesmo patamar de uma, sei lá, Cameron Diaz, JAMAIS no mesmo nível de uma Hilary Swank.

O que eu percebo é que os atores brasileiros preocupam-se demais em "passar os sentimentos dos personagens", dessa forma fazendo com que a atuação se perca em caras, bocas e trejeitos, com isso obtendo uma atuação... teatral, superficial, postiça.

Em contrapartida, percebo que nos EE.UU. e na Inglaterra a atuação se centra em dar à personagem a máxima verossimilhança, fazendo com que o público se identifique REALMENTE com elas, tornando "crível" a estória narrada. Assim, os gestos são comedidos, de forma que apesar de ser uma atuação mais "fria" e os sentimentos sejam mais sutis, a platéia pode sentir a presença do personagem E ESQUECER DA PRESENÇA DO ATOR.

PARA MIM, o maior ator dos últimos tempos é, sem sombra de dúvidas, Daniel Day-Lewis. Depois dele, citaria o Philip Saymour Hoffman. Neste mesmo patamar, mas mais antigos, citaria Jack Nicholson e Morgan Freeman. Depois deles, citaria o Dustin Hoffman e o Antony Hopkins.

Sou um cinéfilo, mas peco por não assistir os filmes antigos.[imagem do Orkut]

Mas tipo, tudo isso que foi dito é apenas opinião!
jeferson_3#4
"O que eu percebo é que os atores brasileiros preocupam-se demais em "passar os sentimentos dos personagens", dessa forma fazendo com que a atuação se perca em caras, bocas e trejeitos, com isso obtendo uma atuação... teatral, superficial, postiça. Em contrapartida, percebo que nos EE.UU. e na Inglaterra  (...) os gestos são comedidos, de forma que apesar de ser uma atuação mais "fria" e os sentimentos sejam mais sutis, a platéia pode sentir a presença do personagem E ESQUECER DA PRESENÇA DO ATOR".

Esse problema, no campo das teorias sobre o trabalho do ator, se apresenta nas reflexões de Konstantin Stanislávski sobre o trabalho do ator. Stanislávski nunca deixou de frisar a importância do aspecto psicológico da ação, mas antes tendo sublinhado este, passou a, pelo contrário, partir da ação física como combustível da emoção: o indivíduo age e, pela ação, recobre um sentimento que deve ser expresso artisticamente. Foi nos anos 30 que suas pesquisas sobre o método das ações físicas se desenvolveu com maior aprofundamento, e o quadro político da Rússia de então permitiu a Stanislávski que pesquisasse algo nesse sentido, por um lado, e por outro, repercutiu num cerceamento de sua liberdade de investigação, não no que diz respeito ao aspecto psicofísico da ação humana em cena, mas mais precisamente à estética.

É que Stálin instituiu o realismo histórico como a estética teatral oficial da Rússia, e com isso Stanislávski, que se interessava não só pelos gênios do teatro realista, mas tanto quanto pelos contemporâneos russos de sua época, que alimentavam esperanças de uma renovação estética par àquela política, viu-se vigiado pelo Estado. Com efeito, ele atuou na construção de peças teatrais realistas, mas soube temperá-las de alegoria, de simbolismo, como é próprio do teatro, e desenvolveu uma pesquisa pedagógica paralela, nos estúdios do Teatro de Arte de Moscou. 

Já Meyerhold, ator que iniciou sua carreira teatral com Dantchenko - conselheiro literário do Teatro de Arte de Moscou, e fiel colaborador de Stanislávski - separou-se de Stanislávski para investigar outras vertentes artísticas teatrais, como a commedia dell´arte. Meyerhold era um socialista entusiasta. Ele chegou a tecer diversas comparações entre os atores e os proletários, e mesmo compor uma encenação com os atores vestidos de trabalhadores de uma fábrica, e a encenação se deu dentro mesmo de uma fábrica. Foi conselheiro artístico do Estado e apoiou sim a revolução. Mas como suas ideias estéticas não compactuavam com os ditames do partido, Meyerhold acabou sendo perseguido pela política de Stálin, sendo por fim assassinado pelo exército do ditador. Aliás, sua defesa diante do tribunal stalinista é um capítulo muito importante da história da política russa, no que diz respeito à arte, e constitui um episódio a ser sempre lembrado. Foi em seu discurso de defesa que ele se diz confuso, e se pergunta: mas eu sempre fui um fiel apoiador do partido. Onde errei? E afirma o óbvio, que é impossível separar estética e ética.

Seja como for, foi fuzilado, assim como sua esposa, que estava grávida na época. Curioso eu não ter encontrado esse discurso ao qual faço menção na internet... Mas assim que encontrá-lo eu publico aqui.



jeferson_3#5





Já no caso do cinema americano, bem, lá as coisas são diferentes mesmo porque o cinema é diferente. No caso do cinema, o trabalho do diretor é fundamental, e porque a câmera registra o ato mecanicamente, assistimos à tela como quem entra mesmo numa espécie de sonho. não é à toa que alguns psicanalistas chamaram o cinema de "o divã dos pobres". Já no que diz respeito à atuação, temos Lee Strasberg,Robert Lewis e Stella Adler, fundadores do Actor´s Studio. Lá estudaram Marlon Brando, James Dean, Pacino, etc, etc, etc... Mas o Lee Strasberg, que acabou entrando para a história como o divulgador de Stanislávski nos EUA, toma uma postura mais psicocêntrica, ele reforça o aspecto sentimental na atuação... e chegou a trabalhar com...

... Bertold Brecht: quando Brecht foi morar nos EUA, ele conheceu Strasberg, que então estava dirigindo uma de suas montagens. Aliás, Al Pacino, que é ator de teatro também, encenou Brecht. Meryl Streep também, ela encenou "Mãe coragem", uma das peças de Brecht.

Quer dizer gente, o pensamento marxista se dissemina pelo teatro. Hoje eu me interesso mais por isso, mas confesso estar engatinhando nesse assunto. Queria mesmo poder conhecer mais alguém interessado nesse tema pouco estudado, sobretudo no país de Boal e Plínio Marcos, discípulos fieis de Marx:

Vídeo do YouTube
leonardo_2#6
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antnioluiz#7
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antnioluiz#8
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jeferson_3#9
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Sempre existiu, existe e existirá pessoas que dizem isso, e é bom respeitar essa posição. Mas como dizia Nelson Rodrigues - pra citar um dramaturgo nada marxista - "toda a generalização é burra". Existem teatros e teatros, peças e peças, dramaturgos e dramaturgos, diretores e diretores, atores e atores.
riscardo#10
Por que não sou mais um liberal em morte cerebral
Texto originalmente publicado no Village Voice

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/f…paulo--35434

Esquerda, adeus
Entrevista publicada na Veja

http://veja.abril.com.br/250608/p_192.shtml
leonardo_2#11
[url]/Main#Profile?uid=3489858091495946246[/url]:

Sempre existiu, existe e existirá pessoas que dizem isso, e é bom respeitar essa posição. Mas como dizia Nelson Rodrigues - pra citar um dramaturgo nada marxista - "toda a generalização é burra". Existem teatros e teatros, peças e peças, dramaturgos e dramaturgos, diretores e diretores, atores e atores.
Burro é quem paga 150 reais pra ver pegação gay numa peça de Miguel Falabela..
leonardo_2#12
O glorioso teatro pernambucano contemporâneo

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=oLtfHBBxicY
jeferson_3#13
O teatro brasileiro não se resume a pegação de gay em peças do Miguel Falabela. Ao recorrer à figura do ator global, você volta a praticar justamente o que é de costume, tomar o mais popular como a razão mesma da existência de uma manifestação artística. Tudo me leva a crer que não estudou o problema pormenorizadamente, e isso suponho justamente por citar um nome tão ínfimo na história do teatro brasileiro. Com todo o respeito, se por teatro se entende as peças de Miguel Falabela ou a "escolinha da cinderela", sinceramente também prefiro ficar em casa.
jeferson_3#14
O teatro brasileiro também apresenta peças como essa: 

http://blogdo.yurivieira.com/2011/01/admiravel-selva…-copacabana/

Adaptação do texto de George Orwell assinada pelo Yuri Vieira, que aliás entrevistou o Olavo de Carvalho faz um tempo.
riscardo#15
"Não vejo outro caminho para uma dramaturgia voltada para os problemas de nossa gente, refletindo uma realidade objetiva, do que uma definição clara ao lado do proletariado, das massas exploradas. Para analisarmos com acerto a  realidade,  para  movimentarmos  nossos  personagens  em  um  ambiente concreto e não de sonho, o único caminho será o aberto pela análise dialética - marxista  dos  fenômenos,  partindo  do materialismo  filosófico  [...] Não  há possibilidade de uma definição do artista em sua arte sem que antes se defina como homem, como elemento da sociedade, como participante ativo em suas lutas [...]  Nenhuma  literatura  de  gabinete  surpreenderá  o  nervo  de  nossas atribulações.  A  cultura  popular,  empírica,  a  arte  popular,  fruto  direto  dos mais  autênticos  sentimentos  populares,  são  fontes  inesgotáveis  de ensinamentos  e  inspiração;  são  elementos  indispensáveis  para  uma apreciação acertada de tudo o que diz sobre a vida, o homem, a sociedade. A pretensiosa  e  vaga  aspiração  à  verdade  absoluta  somente  poderá  ser perniciosa  para  todo  artista  jovem.  Errar  com  o  povo  será  sempre  menos danoso  do  que  errar  contra  ele  [...]  Sonhamos  com  um  teatro  que  atinja realmente  as  grandes  massas.  Com  espetáculos  realizados  para  todas  as classes e não apenas para uma minoria [...] Sem uma determinação do Estado será impossível levarmos o teatro às massas populares. As Cias. não podem fazer  frente  aos  problemas  econômicos  [...]  O  ideal  de  um  teatro  popular precisa  ainda  ser  conquistado.  Essa  conquista  deverá  ser  feita  no  terreno político  [...]  Nós,  autores  jovens,  determinados  a  criar  uma  dramaturgia popular, não podemos ficar a tecer considerações sobre os males de um teatro de público tão restrito. Devemos continuar em nossa obra a fazer um teatro de  bases populares,  contando as  possibilidades,  conquistas e  lutas  de nosso povo,  impondo  uma  cultura  popular,  demonstrando  à  minoria  que  vai  ao teatro  o  que  ela  ignora,  não  perdendo  oportunidades  de  uma  vez  ou  outra, realizarmos espetáculos para as grandes massas e, na prática, através de uma luta política, batalharmos pelas reivindicações atuais sentidas de nosso povo, colocando entre elas, o teatro."(Gianfrancesco Guarnieri)

***

“A minha geração de dramaturgos nos anos 50-60 sonhou com um teatro político e popular. A geração Guarnieri, Vianninha, eu, Boal, nunca conseguimos fazer um teatro popular, isto é, de platéia popular. Enquanto fazíamos no palco uma peça contra a burguesia, na platéia estava sentada a própria burguesia. Era uma contradição que nós nunca conseguimos resolver. Para se fazer um teatro popular, era preciso mudar o regime, que impedia o teatro popular, desde que nos obrigava a cobrar uma entrada que o povo não podia pagar, e o governo deixava o povo em condições de não poder pagar essa entrada. Era uma contradição insolúvel. Quando a Globo me chama, eu penso: a Globo está me dando uma platéia popular, aquilo que eu sonhei no teatro o tempo todo. Uma platéia que vai de A a Z, desde o intelectual até a cozinheira, faxineiro e tal. Eu tenho o direito de recusar? Politicamente, estaria correto recusar? Não seria uma estupidez, se estão me dando a platéia? (Dias Gomes)

***

Política e Cultura na década de 1970: o trabalho do Grupo de Teatro Forja e do Teatro Popular União e Olho Vivo
 
Dissertação apresentada à Universidade Estadual Paulista – UNESP, campus de Marília –  para  a  obtenção  do  título de Mestre  em  Ciências  Sociais.

Resumo
 
Este estudo tem por objetivo investigar a relação entre a produção cultural e a política do governo militar na década de 1970. A discussão será realizada através da análise do contexto  político  que  estimulou  o  trabalho  dos  grupos  Teatro  Popular União  e Olho Vivo (1966- até o presente) e do Grupo de Teatro Forja (1979-1991), na construção das peças  Bumba, meu Queixada  (1979)  e  Pensão  Liberdade  (1981),  respectivamente. A proposta é identificar como esses trabalhos procuravam estabelecer o debate acerca das condições  sociais,  políticas  e  culturais  vividas  pela  sociedade  brasileira  durante  o Regime Militar no Brasil.

http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/Cienc…a_me_mar.pdf
ayrton#16
Vale a pena pesquisar também os artigos do Ipojuca Pontes, que costumam ser muito lúcidos e honestos.
.
Ipojuca Pontes é cineasta, jornalista, e autor de livros como A Era Lula, Cultura e Desenvolvimento e Politicamente Corretíssimos. Também é conferencista e foi Secretário Nacional da Cultura.
ayrton#17

http://www.midiasemmascara.org/arquivos/3125-entrevi…-pontes.html


Escrito por Hucho Haddad

| 08 Outubro 2004


Arquivo

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Numa entrevista exclusiva, Ipojuca Pontes fala sobre
Embrafilme, governo Collor, Ancinav, Conselho Federal de Jornalismo,
projeto de poder do PT e como a cultura patrocinada pelo Estado só gera
corrupção, distorções e manipulação ideológica, em detrimento da
população que paga a fatura.

.

(...)"

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http://www.midiasemmascara.org/arquivos/3125-entrevi…-pontes.html

ayrton#18

sábado, 12 de maio de 2012


Jdanov está de volta - por Ipojuca Pontes



Ipojuca Pontes (*)

Fonte (**), originalmente publicado no ano de 2002.

"Atrevo-me a dizer que as ditaduras de esquerda são piores, pois contra
as de direita pode-se lutar de peito aberto: quem o fizer contra as de
esquerdas acaba acusado de reacionário, vendido, traidor".

Jorge Amado
.
No momento em que o país dá indícios claros de que vai ser controlado
por partido político fundamentado na teoria e prática da ideologia
marxista-leninista, e em que se faz constante, nas assembléias das
associações corporativas, nos jornais e mídia em geral, o apelo,
formulado por ideólogos de esquerda e artistas “engajados”, para que se
institucionalizem “políticas públicas” voltadas para o fomento oficial
de uma cultura comprometida com a “conscientização das massas” e a
formação da “cidadania” e, mais ainda, em que se antevê, a partir de uma
postura dita gramsciana, a “horizontalização da praxis cultural” e da
manipulação programática de que "todos somos artistas" – é hora de
considerar, sem grande margem de erro, que Jdanov, ou melhor, que o
Jdanovismo está de volta com o objetivo claro de transformar o processo
cultural num instrumento de luta de classes para consolidar no Brasil - a
exemplo do que ocorreu na Rússia Soviética, China, Cuba e Coréia do
Norte – o regime socialista.
.
(...)"
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http://joselamartine.blogspot.com.br/2012/05/jdanov-…-pontes.html
solideogloria#19
Tópico muito interessante. Ótimos links Ayrton, valeu!
jeferson_3#20
O já citado nesse mesmo tópico, Geanfrancesco Guarnieri, além de ator e compositor - filho de maestro - foi também dramaturgo: escreveu "Eles não usam black tie", peça que firmou o nome do Teatro Arena na história do teatro brasileiro, tão marcado pelo viés marxista. Em 1982 a peça foi adaptada para o cinema. O resultado:

Vídeo do YouTube

Não é mera coincidência que a década de 80 tenha sido marcada pelas greves dos metalúrgicos do ABC, e pelo surgimento de um nome dessa "luta de classes", o de Luis Inácio "Lula" da Silva. Lula foi o líder da greve... quer dizer, não, foi o Ulisses o líder... ?

Vídeo do YouTube

O crítico teatral Yan Michalski comenta na introdução do livro de Jean-Jacques Roubine, "Introdução às grandes teorias do teatro", que estudar a história do teatro é também estudar sobre política, filosofia e história. Pois é, ele tem razão...
jeferson_3#21
Ou seja, Lula liderou - ou não - as greves dos metalúrgicos do ABC entre fins da década de 70 e começo da década de 80. Ai nessa época o filme é produzido...
jeferson_3#22

Vídeo do YouTube

O teatrólogo argentino Raúl Serrano é autor de livros sobre teatro e também conhecido como diretor. Serrano defende a tese de que a mudança de paradigma stanislavskiana no fim de sua vida se deve ao pensamento materialista que constituiu hegemonia na Rússia comunista, algo muito provável. Na entrevista  acima  - com áudio em espanhol - ele confessa suas influências: lia livros considerados "proibidos" por alguns, como a Escola de Frankfurt. 

É isso. O ideário marxista está imerso na teoria teatral. Pena não conhecer alguém que estude o caso pra dialogar a respeito...
jeferson_3#23
Vídeo do YouTube

Jacó Guinsburg é um dos mais importantes nomes da teoria teatral brasileira. É professor da USP e ... bem, assistam à entrevista. À propósito, ele cita Boal. Se vocês pesquisarem a respeito descobriram coisas interessantes também, sobre este.
jeferson_3#24
Puxa... Acho que só eu nessa comunidade estudo teatro sob o ponto de vista de sua história e crítica.

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