Olavo em uma entrevista a algum tempo atrás p/ FOLHA de SP, disse que o povo brasileiro era em grande parte, de direita.
Em suas palavras:
"O povo brasileiro é maciçamente de direita"
"O resultado do referendo sobre as armas, o apoio de parcela expressiva da população à pena de morte e outras indicações mostram que o povo brasileiro é maciçamente de direita no que se refere a cultura, moral, costumes."
Reinaldo Azevedo em seu blog na VEJA, disse tambem ser contra o aborto, porem é a favor do referendo a respeito disso até como forma de fazer expor na midia os pró abortistas encubados.
Queria saber do Olavo ou de alguém que saiba a opinião dele sobre isso, sendo que a maioria do povo brasileiro seria de direita, ou teria valores próximo,
Por que ele não apoia um referendo para vencer e enterrar de vez este assunto?
Talvez porque o referendo dê uma falsa sensação de democracia. Se houver um referendo, acredite, se os pró-aborto perderem, não serão enterrados de vez. Vide Portugal, onde perderam e nove anos depois ganharam. E agora, aqui no Brasil, alguns parecem querer voltar à questão do desarmamento, talvez em novo referendo.
Mas a idéia de termos um plebiscito para que os pró-aborto saiam debaixo da cama não é ruim não.
Talvez não: o referendo dá uma falsa sensação de democracia.
Vejam que coisa mais surreal: como um Estado pode ser anti-religioso quando mais de 70% da população professam fé em uma determinada religião? Que catso de democracia é essa onde só ateu militante tem voz e opinião?
Camisinha na escola pode. Ensino religioso não. Tirem as suas conclusões Srs. O que essa gente quer é empurrar goela abaixo a visão doente que eles tem do mundo para o resto da população ( a maioria ).
Pessoalmente sou favorável a referendo... mas desde que o debate seja amplo e bastante divulgado popularmente. Posso estar enganada. mas neste sentido é útil o voto obrigatório, ao menos o cidadão deverá comparecer, do contrário, as abstenções poderiam prejudicar o resultado... [não acompanhei bem como foi em Portugal, mas acho que a alta abstenção pode ter ajudado a aprovar o aborto...]
Um referendo é progressivamente mais falso na medida em que ele embate um grupo muito menor do que o outro. Se a maciça maioria da população é contra o aborto, para que o referendo? Mas isso ainda não responde à questão.
Esse referendo é sobrevalorizar os pró-aborto. Nivela num debate a maioria contra um minoria que não tem razão. E grifo esse termo por dois motivos: mesmo que uma minoria tenha razão sobre a maioria, nesse caso ela (1) quer transgredir os princípios que sempre nortearam a maioria nessa temática e servem de orientação à sociedade, além (2) do que a minoria tentar impor uma agenda estranha e repulsiva à maioria.
Mesmo que a minoria tivesse razão, o procedimento atual que os pró-abortistas estão usando para "debater" é justamente munir a população de informação pró-aborto. Só isso já é imoral, e mais imoral ainda é "debater" o aborto sem tocar no assunto principal: a morte da criança no ventre.
É, pois é, quem vai referendar isso? Os eleitores do Lula, a maioria imbecil do país? Eu me recuso a deixar que os eleitores do Luifináfio decidam por mim e ganhem por maioria - é verdade, a maioria é de idiotas, e mandem alguém me convencer que por causa disso eu tenho que me conformar e ser mandada por patetas.
E se por causa disso virei uma anti-democrata, tanto pior. É isso aí, mesmo. Chega! Cansei. Se isso é "democracia", então democracia é a vovozinha. Pra mim tá pouco, muito pouco, e pouco mesmo.
Estou assistindo a uma canalhada conseguir que em nome de sua porcaria imoral fossem eleitos os facilmente desmoralizáveis membros de uma quadrilha de ladrões da pior laia - e falta muito pouco para o cretino-mor, com o endosso da população, fechar o sórdido congresso que ele mesmo ajudou a eleger, e comprou por trinta dinheiros, e cuja venalidade ele está esfregando as mãos de alegria ao demonstrar publicamente.
Que teatro nojento! Que vergonha imoral! E tudo fruto de uma manipulação abjeta, e apoiado por débeis mentais anestesiados moralmente, e outros tantos mantidos no curral da obtusidade, cevados a esmolas, privados de sua dignidade humana e comprados a preço de lavagem, como porcos!
Eu me nego a deixar essa canalha mandar em mim, mesmo que isto me custe viver longe da minha terra.
Como liberal, eu nao suporto a ideia de se criar uma eleição para decidir se uma maioria legaliza o massacre de fetos. (minoria indefesa)
Minha oposição ao aborto vai até se descobrir onde a vida começa, onde aquele monte de celulas pode ser considerado um individuo.
Tal resposta permitiria uma anlise muito melhor e evitaria que filhos de casais irresponsaveis ou instaveis tivessem que lhe dar com algo que nao querem ou nao planejaram.
Ao mesmo tempo voces conservadores teriam uma bas melhor para criticar o aborto..
Nao gosto do atual modo como tratam esta questão, sendo contra até mesmo a camisinha, ou pilula do dia seguinte.
nestes casos sou simpatico a ambos. Nao ha individuo NENHUM sendo morto. Apenas meia duzia de celulas que podem vir a ser alguem.
Concordo com o Marcos. Referendo, nestas condições, é falsa democracia.
Ademais, discutir com abortista, para quê?
"As alegações em favor da liberação do aborto são tão escandalosamente mentirosas que o simples fato de aceitar debatê-las já é conceder-lhes uma honra indevida. Não é a mesma coisa discutir com a pessoa honesta que tem uma idéia errada na cabeça e com vigaristas dispostos a impor suas decisões por meio de quantas fraudes e engodos lhes pareçam necessários para isso." (Debatendo com o crime - http://www.olavodecarvalho.org/semana/070510dce.html )
Por exemplo, tudo que os abortistas querem é que a discussão se concentre em miudezas biológicas ("quando começa a vida?" é a pergunta recorrente) e se afaste definitivamente da moral. Quem aceita debater nesse nível já caiu no engodo.
Realmente, em condições desonestas não é possível decidir nada quanto mais em referendo [olha só como as coisas são: há poucos dias o ministro pedia debate, depois se falou em plebiscito e agora referendo... com que rapidez hein], porém é preciso discutir, ou melhor, responder sim, na base do ataque; eles estão inundando a mídia com seus argumentos falsos e parcos. Claro que isso aqui não é uma democracia [nem aqui nem na china rsrs], porém atacar a democracia para criticar o aborto, acho que é meio tiro no pé, uma coisa de cada vez. A maioria ainda é contra o aborto, inclusive os imbecis que votaram em Lula. Já que é para brigar, então vamos para a rinha, mas com argumentos e razão! rsrs A começar abolindo a expressão "descriminalizar", que é um eufemismo para liberação total.
Priscila, para que outro lugar ir, tudo me parece caminhar para uma homogeneidade... Eu estava muito mais triste, mas essa vinda do Papa me reacendeu algum ânimo, pelo menos individualmente.
Ainda sobre sair do país [não tem nada a ver com o post, mas lembrei...] Outrora podia ventilar-se a atmosfera confinada de um país abrindo-se as janelas que dão para outro. Mas agora esse expediente não serve para nada, porque em outro país a atmosfera é tão irrespirável como no próprio. Daí a sensação opressora de asfixia.
A Rebelião das Massas, Ortega y Gasset
Acho que essa idéia do plebiscito, ou referendo, vai morrer antes mesmo de nascer. Só o debate a respeito dele já está mostrando o grau de vigarice dos defensores pró aborto, vide artigo do Olavo ("Debatendo com o crime").
Deco: você AINDA É um amontoado de células. Não há garantia nenhuma de que você seja um ser humano. É o argumento mais cínico do mundo usar a INCERTEZA de algo como fonte de uma decisão sobre a vida. Se você não sabe quando começa a vida, não se arrisque a assassiná-la.
E também não misture assuntos, porque há uma diferença qualitativa entre métodos anticoncepcionais e métodos abortivos. A única coisa que os identifica é a intensa propaganda antivida. Mas os primeiros, ao menos, têm o mérito de não assassinar (nem correr o risco de) ninguém.
"Tal resposta permitiria uma anlise muito melhor e evitaria que filhos de casais irresponsaveis ou instaveis tivessem que lhe dar com algo que nao querem ou nao planejaram."
"Anlise" é claramente um erro de digitação, mas "lhe dar" ao invés de "lidar" é dose!!!
Se a maioria da população é contra o aborto significa que mesmo descriminalizado ele não será praticado pela esmagadora maioria das pessoas. Então se vão aprovar uma lei para beneficiar uma minoria (democraticamente, claro), então isso não tem um significado social, mas um significado simbólico maior, uma mensagem embutida nessa aprovação. Significa a vitória dos valores do ateísmo militante (minoria) sobre os valores da maioria teísta. Significa a vitória da definição de "estado" sobre a vida em detrimento da definição que a maioria aceita. Significa ainda a visão de que a vida é uma coisa suja e deve ser eliminada em detrimento das "libertinagens" individuais porque, claro, liberdade mesmo num Estado assim (que empulha as coisas de cima para baixo) nunca existirá.
Sem contar que, assim como fizeram com o tal referendo das armas, podem enganar todo mundo com um referendo do aborto. O estatuto do desarmamento estabelecia uma série de proibições e o referendo perguntava apenas se as armas poderiam ser comercializadas aqui. Podem criar uma série de liberações do aborto, e fazer um plebiscito perguntando apenas se as redes particulares podem realizar o procedimento, liberando camufladamente o SUS pra isso, e o povo vai votar achando que está proibindo o aborto.
Uma vitoria em um plebicito não seria melhor que esta situação do jeito que esta? Com o aborto semi legalizado rumo a legalização via mudanças na legislação?
Toth, concordo plenamente, a maioria contra não vai praticar, como a maioria não pratica outros crimes; o que me incomoda é isso aplicado como "política pública", cominada a uma moral de miolo mole, vai estimular a prática do aborto. Essa intenção samaritana do governo me dá arrepios. Venho pensando [e parece coisa de doido] que o aborto é um plano para controle de natalidade global... envolve até o aquecimento global, já lançaram a idéia de qua para reduzir o aquecimento é preciso controle de natalidade. Isso tudo é demoníaco!
Thomas, mas ao menos neste caso não há ainda um "estatuto do aborto" rsrs nisso o Ministro foi positivo, jogou o assunto antes da aprovação e apresentação de qualquer estatuto, então há ainda tempo de malhar a idéia e seus idealistas.
Eu sou a favor de um possível plebiscito, porém-contudo-todavia se as condições forem adequadas... de qualquer forma se o governo quiser fazer plebiscito, fará.
Enfim, vou relaxar as idéias porque hoje estou feliz que vou ver o Papa! Até!
Já toquei nesse assunto antes aqui na comunidade. Está claro que a idéia por trás de todas essas políticas é a benção gradual e camuflada do genocídeo como uma coisa normal. No último podcast do Olavo fala-se que nada matou mais que o aborto desde que esse foi adotado em larga escala em alguns países. Estima-se em mais de 800 milhões o número de crianças mortas. O Comunismo matou mais 120 milhões de pessoas. Somando-se os dois chegamos quase a 1 bilhão.
Veja que o grande apelo por trás do chamado "aquecimento global" não é um ataque ao capitalismo somente, mas ao "exagerado número de pessoas na Terra" e "na ação do homem". De fato, o tal "relatório" onde a ONU faz o seu panfleto contra a "ação do homem no planeta" deixa bem claro que a culpa é do "homem". Ou seja: nossa, e não deles.
A questão ai não é nova. Ainda nos anos 50 a China propunha a morte da metade da população da Terra numa guerra nuclear. Maneiras de exterminar a população do mundo vem sendo camufladas gradualmente por "políticas de controle habitacional". E eles não desistiram disso. Ainda, de acordo com cientistas, a Terra estaria melhor se "apenas 50% da sua população vivesse hoje". Se isso não é um apelo ao genocídeo eu não sei o que é.
Outros, como Richard Dawkins, propõe a volta da eugenia com uma apelo ideológico: a limpeza genética daqueles que acreditam em Deus.
Você junte tudo e veja onde isso vai chegar.
uma coisa é matar um ser humano, outra e um monte de células que ainda NÃO É um ser humano. Sim, é um ser vivo, mas não HUMANO. A questão é justamente essa: A partir de quando esse monte de células é um individuo?
Quer dizer que o "amontoado de células", embora possua 23 pares de cromossomos, formando seu DNA herdado dos genitores e tudo o mais, pode ser descartado, porque, não obstante esteja vivo, é qualquer coisa diferente de humano. Vale lembrar que antes que a Terra dê uma meia volta em torno do Sol, esse amontoado de células já pode viver fora do corpo da mãe.
Eu acho que os abortistas, se pudessem escolher, seriam ovíparos.
Claro que não. Minhas unhas e cabelos não vão tornar-se indíviduos independentes se eu as mantiver invés de descartá-las. Esse tipo de comparação é grotesca.
Deus (ou a natureza, para os ateístas), inventou a união dos gametas através do sexo para formar outro indivíduo. Se a mulher não deseja que outro indíviduo use seu corpo como hospedeiro, simples: não provoque a união dos gametas. Não forme o zigoto. Agora depois de usar os meios naturais para criar um novo indivíduo, não venha me dizer que ele não é um indivíduo, só para poder matá-lo em paz, por gentileza. Comparar um zigoto com unhas e cabelos é desonestidade intelectual.
Claro que você não usou o meu raciocínio. A identificação de "mãe com o filho" está no fato de existir um novo ser, formado por metade dos cromossomos de cada genitor, muito diferente de minhas unhas ou meus cabelos, pedaços realmente descartáveis do meu corpo, que não darão origem a um novo indivíduo. Se você usasse meu raciocínio, seria um cara inteligente, não ficaria aí fingindo que não é abortista, que está em cima do muro etc etc, como já vem fazendo há meses, para ser tolerado.
A diferença entre um "amontoado de células" em gestação e unhas e cabelos cortados é que o primeiro compõe a unidade de um ser e os segundos não.
Fora essa pequena questão, o importante é: quando começa a vida? E, concebendo que a vida não limita-se à questão biológica - o que banalizaria a própria vida, porque, assim como o homem, animais e plantas também estão vivos, só diferem o grau de complexidade genética -, onde entra a problemática metafísica? Em outras palavras, sendo um tanto literal: o espírito humano "entra" no corpo quando? Ou ele dá a vida no momento fecundação, o que quer dizer que o ser humano é sagrado desde sua fecundação?
Levanto essas questões porque, se considerarmos a vida apenas por sua problemática biológica, o debate moral é inútil, porque se baseariam em discussões sobre a diferenciação puramente física do homem perante outros seres vivos. Sob essa ótica, a moral é secundária e arbitrária, porque ela depende da definição biológica de "vida" e quando ela começa, e depende do resultado dessas duas respostas.
É impossível falar do aborto - e, portanto, de quando começa a vida - sem falar de sua dimensão metafísica ou, no mínimo, abstrata - sentimentos, mente e suas origens.