Tomei a liberdade de postar aqui um artigo interessante de um velho amigo, publicada no jornal Jihad, cujas impressões sobre João Paulo II são semelhantes às minhas.
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ARTIGO
O amigo e o inimigo comum
Hilal iskandar
A imprensa destacou bastante o papel do Papa como um estimulador do diálogo entre as religiões e seus esforços para produzir o entendimento e a paz, sua firme determinação contra a guerra e pela Paz. Mas talvez tenha escapado tanto a mídia como aos próprios fiéis destas diversas religiões o sentido mais profundo por detrás desta importante bandeira do Papa.
Mais do que reforçar a unidade entre as religiões João Paulo II compreendeu a grande luta que de fato se trava no mundo. Sabia que muçulmanos,protestantes, judeus, não eram seus adversários nesta guerra, mas seus aliados porque o inimigo não eram os adeptos desta ou daquela fé, mas o materialismo, fosse ele expresso no totalitarismo comunista ou no consumismo individualista.
E o Papa não apenas definiu com clareza o inimigo comum de todos que tem Deus no coração, mas estabeleceu com muita clareza uma “agenda positiva” para esta batalha contra as forças do materialismo. De um lado a busca da unidade de ação com as diversas forças religiosas, buscando estabelecer um entendimento e uma cooperação de que a “Guerra Santa” - numa acepção verdadeira da palavra – não é entre uma comunidade cristã e outra, tampouco entre uma religião e sua adversária histórica, mas sim entre os que compreendem a natureza espiritual do mundo e os valores derivados desta compreensão e aqueles que buscam aniquilar tudo que liga o homem a um princípio superior e a Deus, como a ética, os valores morais, a solidariedade, a devoção.
(continua)
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ARTIGO
O amigo e o inimigo comum
Hilal iskandar
A imprensa destacou bastante o papel do Papa como um estimulador do diálogo entre as religiões e seus esforços para produzir o entendimento e a paz, sua firme determinação contra a guerra e pela Paz. Mas talvez tenha escapado tanto a mídia como aos próprios fiéis destas diversas religiões o sentido mais profundo por detrás desta importante bandeira do Papa.
Mais do que reforçar a unidade entre as religiões João Paulo II compreendeu a grande luta que de fato se trava no mundo. Sabia que muçulmanos,protestantes, judeus, não eram seus adversários nesta guerra, mas seus aliados porque o inimigo não eram os adeptos desta ou daquela fé, mas o materialismo, fosse ele expresso no totalitarismo comunista ou no consumismo individualista.
E o Papa não apenas definiu com clareza o inimigo comum de todos que tem Deus no coração, mas estabeleceu com muita clareza uma “agenda positiva” para esta batalha contra as forças do materialismo. De um lado a busca da unidade de ação com as diversas forças religiosas, buscando estabelecer um entendimento e uma cooperação de que a “Guerra Santa” - numa acepção verdadeira da palavra – não é entre uma comunidade cristã e outra, tampouco entre uma religião e sua adversária histórica, mas sim entre os que compreendem a natureza espiritual do mundo e os valores derivados desta compreensão e aqueles que buscam aniquilar tudo que liga o homem a um princípio superior e a Deus, como a ética, os valores morais, a solidariedade, a devoção.
(continua)