Movimento mestiço protesta por espaço
Representantes disseram que Seminário da Semdih cuidou de questões do índio e do negro e esqueceu de abordar o caboclo
MARIA FERNANDA SOUZA
DA EQUIPE DE A CRÍTICA
Promover políticas públicas dentro do âmbito da igualdade étnica e racial no município de Manaus. Esta é a proposta do I Seminário Construindo Políticas Públicas da Promoção da Igualdade Racial - perspectivas e desafios, organizado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos (Semdih). O evento, que começou ontem e termina amanhã, está acontecendo no auditório do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu), no Centro, onde mestiços protestaram. Eles alegaram que o evento tratou apenas de questões envolvendo negros e índios. O coordenador de Políticas de Gênero, Raça e Inclusão da Semdih, Alvino Campos, explica que o seminário é pioneiro na cidade cujo objetivo é o de apresentar e debater as diretrizes e políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial em nível federal, visando elaborar propostas de políticas locais de promoção da igualdade racial. "Nunca houve, em Manaus, uma preocupação em se criar políticas públicas para negros e indígenas. Além disso, a dívida social que temos com essas duas etnias é centenária", ressalta o coordenador.
MESTIÇOS
Apesar da liberdade dos movimentos convidados em falar abertamente sobre suas questões, o Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro queixou-se do seminário. "Estão abordando apenas a questão do índio e do negro. Representamos quase 80% da população cabocla e não temos espaço nem no nosso próprio município", lamenta a representante Helda Castro. O movimento fez um protesto em frente ao auditório onde o seminário é realizado. Alvino explica que o seminário está voltado especificamente para a questão negra e indígena, mas todos os movimentos são livres para se expressar.
De A Crítica, Manaus (AM), 10 de maio de 2005:
http://www.nacaomestica.org/hemero_070510_a_critica_seminario.htm
Representantes disseram que Seminário da Semdih cuidou de questões do índio e do negro e esqueceu de abordar o caboclo
MARIA FERNANDA SOUZA
DA EQUIPE DE A CRÍTICA
Promover políticas públicas dentro do âmbito da igualdade étnica e racial no município de Manaus. Esta é a proposta do I Seminário Construindo Políticas Públicas da Promoção da Igualdade Racial - perspectivas e desafios, organizado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos (Semdih). O evento, que começou ontem e termina amanhã, está acontecendo no auditório do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu), no Centro, onde mestiços protestaram. Eles alegaram que o evento tratou apenas de questões envolvendo negros e índios. O coordenador de Políticas de Gênero, Raça e Inclusão da Semdih, Alvino Campos, explica que o seminário é pioneiro na cidade cujo objetivo é o de apresentar e debater as diretrizes e políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial em nível federal, visando elaborar propostas de políticas locais de promoção da igualdade racial. "Nunca houve, em Manaus, uma preocupação em se criar políticas públicas para negros e indígenas. Além disso, a dívida social que temos com essas duas etnias é centenária", ressalta o coordenador.
MESTIÇOS
Apesar da liberdade dos movimentos convidados em falar abertamente sobre suas questões, o Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro queixou-se do seminário. "Estão abordando apenas a questão do índio e do negro. Representamos quase 80% da população cabocla e não temos espaço nem no nosso próprio município", lamenta a representante Helda Castro. O movimento fez um protesto em frente ao auditório onde o seminário é realizado. Alvino explica que o seminário está voltado especificamente para a questão negra e indígena, mas todos os movimentos são livres para se expressar.
De A Crítica, Manaus (AM), 10 de maio de 2005:
http://www.nacaomestica.org/hemero_070510_a_critica_seminario.htm