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44% do eleitorado paulistano é conservador - Folha

Iniciado por andr_10 em 23/09/2012 · 23 mensagens

andr_10#1

Primeira constatação: em São Paulo, há mais eleitores identificados com valores conservadores do que liberais. Mas não em quantidade suficiente para formar maioria, pois um contingente considerável deve ser enquadrado na categoria mediana, nem conservador, nem liberal.
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Segunda constatação: são os conservadores que estão dando impulso ao candidato Celso Russomanno (PRB), líder isolado na disputa pela prefeitura com 35% das intenções de voto.

No segmento dos conservadores, o maior na escala que classifica os eleitores em cinco grupos conforme suas inclinações políticas, Russomanno atinge 41%.
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Todos esses dados foram apurados pelo Datafolha, na pesquisa de 18 e 19 de setembro com 1.802 pessoas e margem de erro de dois pontos.
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Esta é a primeira vez que o Datafolha posiciona os paulistanos numa escala de conservadorismo e liberalismo.
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O trabalho foi feito a partir de um conjunto de questões envolvendo valores sociais, políticos e culturais, como a influência da religião na formação do caráter e o entendimento sobre as causas da criminalidade, por exemplo.
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A partir das respostas, o instituto agrupou os eleitores em cinco categorias. Os extremamente conservadores representam 10% do eleitorado. Conservadores são 34%. Medianos, 23%. Liberais somam 27%. E extremamente liberais, 6%.
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Entre os eleitores simpáticos ao tucano José Serra (21% das intenções de voto), também há predominância conservadora. O recorde de Serra ocorre entre os extremamente conservadores, 24%.

Já o petista Fernando Haddad (15% das intenções de voto) aparece com destaque no polo oposto. Se a eleição fosse feita apenas entre as pessoas identificadas como extremamente liberais, Haddad seria o líder, com 24%.

andr_10#2

PERFIL
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Num debate sobre conservadorismo no fim de agosto na USP, o cientista político André Singer citou algumas características que, no seu entendimento, são definidoras do conservadorismo.
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Entre elas estão uma tendência forte ao individualismo, a concepção de que os problemas sociais se resolvem por meio da iniciativa privada e a rejeição a qualquer forma de intervenção social pelo Estado. O liberalismo, portanto, seria o oposto disso.
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Nos perfis apurados pelo Datafolha, as distinções mais evidentes ocorrem nos extremos, como era de se esperar.
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A fatia de extremo-conservadorismo é a única que tem mais homens que mulheres (61% masculina), a de eleitores mais velhos (média de 49 anos) e a com o maior contingente de pessoas com ensino fundamental (42%).
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Já os extremamente liberais são os mais ricos (24% têm renda familiar superior a R$ 6.220), os mais jovens (37 anos) e os mais escolarizados (58% têm ensino superior).
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Outras pistas estão nas respostas às perguntas usadas para fazer os agrupamentos.
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A questão que mais dividiu os paulistanos é a que trata da pena de morte. Para 56%, "não cabe à Justiça matar uma pessoa, mesmo que ela tenha cometido um crime grave". Outros 41% acham que a pena de morte "é a melhor punição" nesses casos.
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A frase com maior vantagem sobre sua alternativa foi "o uso de drogas deve ser proibido porque toda a sociedade sofre com as consequências", com 81% de aceitação. Ganhou de "Acreditar em Deus torna as pessoas melhores", aprovada por 79%.

andr_10#3
clodoveualves#4
Conservador tipo o que? PSDB? DEM? pff
andr_10#5
Clodoveu,

Leia a reportagem. A pesquisa datafolha não se baseou em preferências partidárias, apenas cruzou-se os dados ali obtidos com a preferência eleitoral deste pleito:

"O trabalho foi feito a partir de um conjunto de questões envolvendo valores sociais, políticos e culturais, como a influência da religião na formação do caráter e o entendimento sobre as causas da criminalidade, por exemplo."
martin_2#6
só 44% que decepção

clodoveualves#7

"Num debate sobre conservadorismo no fim de agosto na USP, o cientista político André Singer citou algumas características que, no seu entendimento, são definidoras do conservadorismo.

Entre elas estão uma tendência forte ao individualismo, a concepção de que os problemas sociais se resolvem por meio da iniciativa privada e a rejeição a qualquer forma de intervenção social pelo Estado. O liberalismo, portanto, seria o oposto disso."


Ora, aquilo que ele apontou é precisamente aquilo que é comum entre os conservadores e liberais, com a ressalva da "tendência ao forte individualismo", característica essencial do liberalismo, ou seja, uma característica oposta ao conservadorismo. 


Pode-se levar a sério uma pesquisa destas?

andr_10#8
claro que os critérios da pesquisa são distorcidos pela inevitável influência uspiana. Entretanto, Clodoveu, este é o material que existe se você quiser saber alguma coisa. A menos, é claro, que você arrume um jeito de ir a campo entrevistar 1800 pessoas para criar sua própria estatística a respeito.
clodoveualves#9
[url]/Main#Profile?uid=804085099025949696[/url]:
claro que os critérios da pesquisa são distorcidos pela inevitável influência uspiana. Entretanto, Clodoveu, este é o material que existe se você quiser saber alguma coisa. A menos, é claro, que você arrume um jeito de ir a campo entrevistar 1800 pessoas para criar sua própria estatística a respeito.
André, qualquer um que já trabalhou com estatísticas sabe que se os critérios classificatórios estão distorcidos, ou a metodologia utilizada para a coleta dos dados está viciada ou é deficiente, ou, ainda, se o modo de obter os dados não forem adequados tanto àquilo que se quer pesquisar quanto a quem se pesquisa, os resultados estão de imediato viciados e só servem para uma coisa: fazer volume na lata do lixo.

Falo isto porque eu trabalhei 2 anos no IBGE e SEI como o governo "mantem" a inflação dentro dos patamares aceitáveis, SEI como o governo "aumentou" o índice e a qualidade da educação,  SEI como o governo retirou não-sei-quantos-milhões da pobreza, SEI como o governo "incrementou" a economia: mexendo nos critérios classificatórios ou no conjunto de pesquisa ou na área pesquisada ou no índice do critério pesquisado, ou mexendo nestes componentes de forma combinada.

Ademais, no "miguxês", fikdik: do fato de não termos uma fonte confiável de informações não se pode inferir que devamos crer em informações no MÍNIMO duvidosas...
clodoveualves#10
Outra coisa: 1800 pessoas são "fichinhas". Dá para pesquisar em menos de 3 dias, com um orçamento enxuto e pelos devidos critérios. Basta arrumar alguém que esteja disposto a financiar.
andr_10#11
Eis aí o grande problema: dinheiro.

Se nem o Olavo conseguiu dinheiro para fazer umas pesquisas que ele pretendia, imagine nós...

Nos EUA você tem uma série de think-tanks e fundações conservadoras que fazem este tipo de trabalho, que fazem pesquisas estatísticas essenciais para a orientação das decisões do movimento conservador. Mas aqui não temos isto, e o jeito é, então, trabalhar com o material que existe, conhecendo-se, é claro, todos os vícios e deturpações que o caracterizam. 
clodoveualves#12
Cara, olha só, vou te dar um exemplo com base em um grupo de 20 pessoas:

1800 pessoas divididas entre 20 = 90 pessoas pesquisadas por cada um.

Dividindo-se este universo pela representatividade econômica dentro da sociedade, digamos que fique 10% classe A, 30% classe B e 60% classe C = 9 pessoas ricas, 27 pessoas classe média e 54 pessoas classe baixa.

Elabora-se um questionário contendo perguntas específicas e distintivas entre os dois grupos (por exemplo, "a favor do aborto", e coloca-se uma gradação de quatro níveis: nunca, as vezes, quase sempre e sempre), faz-se o questionário com umas 20 perguntas destas, objetivas e específicas, de modo que se possa classificar os indivíduos entre conservadores ou liberais e a gradação que existe entre um e outro.

Por experiência própria, sei que as 54 pessoas de classe baixa dá para o indivíduo entrevistar em 2 horas, bastando ir a algum terminal rodoviário em momento de pico.

As 27 pessoas classe média podem ser entrevistadas em uma ou duas manhãs, bastando ir a algum centro lojista (pegar o empresariado).
clodoveualves#13
Para terceirizar, pode-se pagar 2 ou 3 reais por formulário, o que garantiria eficiência, embora não garantisse a integridade dos dados.

Agora, eu que te pergunto: em todo o Brasil será que não há um grupo de 20 pessoas conservadoras ou liberais? Será que em SP não há um grupo destes? E o pessoal do Instituto Millenium?
clodoveualves#14
Agora, ainda sobre a pesquisa, veja bem, dela você não pode concluir nada de modo geral porque simplesmente não sabe quem dali é conservador e quem é liberal. Do mesmo modo, não dá para saber quem "acredita em Deus" e observa os preceitos morais cristãos ou quem "Acredita em Deus" mas não observa os preceitos morais cristãos (aquela velha história do brasileiro: "sou católico não-praticante, espírita e gosto da umbanda, sou a favor do casamento gay, já que a mulher é dona do próprio corpo o aborto é uma decisão pessoal dela, etc. etc.). 

Por isto, repito: esta pesquisa não me diz nada. Aliás, só me diz uma coisa: que em pesquisa brasileira não se pode confiar.
rodrigo_21#15
Para ser conservador, é preciso:

Defender:
- a moral judaico-cristã
- a família tradicional
- o livre mercado
- a redução de impostos
- a pena de morte

Repudiar:
- comunismo/socialismo
- fascismo/nazismo
- feminismo
- vegetarianismo/veganismo
- casamento/adoção gay
- aborto
- eutanásia
- drogas
clodoveualves#16
[url]/Main#Profile?uid=1412730364338835993[/url]:
Para ser conservador, é preciso:

Defender:
- a moral judaico-cristã
- a família tradicional
- o livre mercado
- a redução de impostos
- a pena de morte

Repudiar:
- comunismo/socialismo
- fascismo/nazismo
- feminismo
- vegetarianismo/veganismo
- casamento/adoção gay
- aborto
- eutanásia
- drogas
Cara, não é assim que se faz o "calculo". O sujeito pode ser conservador mas defender uma certa restrição ao mercado (aliás, isto é quase necessário no conservadorismo), ser contra a pena de morte e ser a favor de impostos relativamente altos, desde que haja o real retorno em serviços. O ponto-chave que distingue o conservador do liberal está na ótica com a qual cada um deles vêem o mundo: um liberal o vê pela ótica do mercado, o que acaba na relativização (ou na "mercantilização") da moral; o conservador o vê pela ótica da moral cristã, o que acaba por moralizar o mercado.

<<Há muitos motivos para você ser contra o socialismo, mas entre eles há dois que são conflitantes entre si: você tem de escolher. Ou você gosta da liberdade de mercado porque ela promove o Estado de direito, ou gosta do Estado de direito porque ele promove a liberdade de mercado. No primeiro caso, você é um “conservador”; no segundo, é um “liberal”.>> Fonte: http://www.olavodecarvalho.org/semana/070308jb.html , Nome do artigo: "Por que não sou liberal".
rodrigo_21#17
Eu me baseei no conservadorismo norte-americano que defende Estado mínimo associado a moral judaico-cristã.

Quanto à pena de morte: até a Igreja Católica diz que é legítima.
Geralmente quem é contra a pena de morte é a Esquerda. Esquerdista é contra a pena de morte mas é a favor do aborto. Vai entender essa gente!
tiagooliveira#18
[url]/Main#Profile?uid=1412730364338835993[/url]:
Eu me baseei no conservadorismo norte-americano que defende Estado mínimo associado a moral judaico-cristã.

Quanto à pena de morte: até a Igreja Católica diz que é legítima.
Geralmente quem é contra a pena de morte é a Esquerda. Esquerdista é contra a pena de morte mas é a favor do aborto. Vai entender essa gente!


Pois é. A esquerda é contra pena de morte de bandidos, mas a favor de mortes de bebes no ventre.
clodoveualves#19
[url]/Main#Profile?uid=1412730364338835993[/url]:
Eu me baseei no conservadorismo norte-americano que defende Estado mínimo associado a moral judaico-cristã.

Quanto à pena de morte: até a Igreja Católica diz que é legítima.
Geralmente quem é contra a pena de morte é a Esquerda. Esquerdista é contra a pena de morte mas é a favor do aborto. Vai entender essa gente!
Mais uma vez, cuidado com as generalizações. Uma coisa é uma pena ser legítima, outra é ser plenamente aplicável. A prisão perpétua, na maioria dos casos, é uma pena muito melhor que a pena capital. Claro que em casos como espionagem, terrorismos e crimes de guerra ou de alta traição, a pena capital seria plenamente aplicável. 

Assim, repito, cuidado com estas simplificações pois até os conservadores norte-americanos não a defendem unanimemente. 
felipemark#20
Quase vomitei vendo esse vídeo!!
  Vídeo do YouTube
 tem que levar umas cintadas essa velha vagabunda 
francis_2#21
[url]/Main#Profile?uid=2307316296621950622[/url]:
André, qualquer um que já trabalhou com estatísticas sabe que se os critérios classificatórios estão distorcidos, ou a metodologia utilizada para a coleta dos dados está viciada ou é deficiente, ou, ainda, se o modo de obter os dados não forem adequados tanto àquilo que se quer pesquisar quanto a quem se pesquisa, os resultados estão de imediato viciados e só servem para uma coisa: fazer volume na lata do lixo.

Falo isto porque eu trabalhei 2 anos no IBGE e SEI como o governo "mantem" a inflação dentro dos patamares aceitáveis, SEI como o governo "aumentou" o índice e a qualidade da educação,  SEI como o governo retirou não-sei-quantos-milhões da pobreza, SEI como o governo "incrementou" a economia: mexendo nos critérios classificatórios ou no conjunto de pesquisa ou na área pesquisada ou no índice do critério pesquisado, ou mexendo nestes componentes de forma combinada.

Ademais, no "miguxês", fikdik: do fato de não termos uma fonte confiável de informações não se pode inferir que devamos crer em informações no MÍNIMO duvidosas...

Por exemplo, nos EUA, tem várias safadezas nas estatísticas oficiais. Uma delas é no CPI, Consumers Price Index.

Mudaram a metodologia de cálculo de modo que quando um ítem encarece, ele sai fora da lista e é substituído por outro que não encareceu. Isso dá um viés deflacionário na leitura da inflação. Na prática significa que ele vai dar uma leitura de preços estabilizados ou até em deflação no entanto ele está numa realidade paralela onde as pessoas pararam de almoçar em restaurantes e foram almoçar cachorro-quente ou um McDonalds. Ou que ao invés de usar manteiga, passaram a consumir margarina ou banha. hehehe

Um motivo pelo qual fazem isso é em relação ao reajuste do salário do funcionalismo público que é baseado no CPI. O aumento efetivo fica abaixo da inflação real, o que nada mais é do que redução salarial disfarçada. Outro é criar a ilusão de uma aparente estabilidade dos preços. Tanto que a coisa de um ano, um ano e meio, pessoal que mora lá todo falava em aumento dos preços, gasolina, alimento, etc, e o índice mostrando "risco de deflação"!!! O que justificou o Obama a autorizar uma nova rodada de estímulo (i.e. impressão de dinheiro "sem lastro") dando continuidade ao seu terrorismo econômica anti-USA.

Outro caso memorável foi de um dos melhores NON-FARM PAYROLL (algo como empregos formais exceto setor agrícola) da história do desgoverno Obama. Publicaram o número e começaram a soltar foguete e dizer "olha só! A-há! nossas políticas estão dando resultado!!!" só que o número incrível era resultado de contratações temporárias em cifras monstruosas do governo para o censo. Descontando esses empregos governamentais temporários o número era pífio. kkkk

Aqui no Brasil não duvido que não descambe para o mesmo caminho. Por enquanto ainda temos números factíveis para aborto, desaparecidos políticos, mortos na ditadura, inflação, dívida externa, etc. Se essa gente continuar no poder é questão de tempo deles começarem a falsificar amplamente tudo.

Conta alguns exemplos, Clodovel.
clodoveualves#22
Cara, alguns exemplos:

Educação: No governo FHC (outro vagabundo), a pessoa, para ser considerada alfabetizada, deveria ler um pequeno texto e escrever alguma nota em um papel (eu não peguei esta época, mas os instrutores de lá me passaram esta informação). No governo Lulla, o critério de alfabetização foi sendo cada vez mais abrandado: primeiro deixaram de escrever, depois, trocaram o texto por alguma ficha de recado, em minha época, 2009-10, bastava o sujeito assinar o nome e se auto-declarar alfabetizado ou não. Qualquer pessoa sabe que o sujeito, mesmo analfabeto, consegue "desenhar" o próprio nome e que o analfabetismo é uma vergonha que o analfabeto custa a admitir, sendo assim, na entrevista, a gente perguntava se o sujeito sabia escrever o próprio nome: se ele respondesse "sim", falávamos que pelo critério governamental ele era alfabetizado... daí o sujeito ficava morto de alegria... rsrsrs

Mais sobre educação: nos formulários antigos havia a discriminação precisa de quanto tempo o indivíduo havia cursado de colégio. Com o tempo, a precisão foi diminuindo. Em minha época, a divisão se dava por meio de 4 anos e o sujeito não necessitava ter concluído sequer o ano para ser "enquadrado" no critério. Assim, tanto fazia um sujeito ter estudado apenas 1 mês de alfabetização ou ter ido até a 3ª série do maternal, ele seria enquadrado em "estudou entre 1 e 4 anos". Ora, somente isto é o suficiente para "aumentar" a média de tempo de estudo da população brasileira em 3 anos.

Economia: Em algumas pesquisas, colhíamos dados de números iguais entre ricos, classe média e pobres (através do critério geográfico -- embora os bairros pobres sejam assustadoramente maiores, pesquisávamos, por exemplo, 2 de cada: 2 ricos, 2 classe média e 2 pobres), o que, por si, já viciaria todo o resultado, uma vez que a coleta de dados deve atender ao critério de representatividade da população. Mas o mais gritante vem agora: o "milagre econômico do Lulla" foi operado completamente através do IBGE, no tocante a classificação econômica:

<<A nova classe média foi dividida entre a baixa classe média, com renda per capita entre R$ 291 a R$ 441; classe média, com ganho entre R$ 441 a R$ 641; e classe média alta, com rendimento entre R$ R$ 641 a R$ 1.019.>> Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/05/classe-…governo.html

Esta alteração dos critérios já estava sendo feita ao longo de todo o governo Lulla. Em minha época, era considerado "classe A" (rico) a FAMÍLIA que ganhasse acima de 11 salários mínimos. Como esta empulhação havia sido feita e nada ocorrera até então, a governANTA resolveu aloprar: agora, classe A é que ganha acima de 2 salários mínimos. Eis o milagre econômico petista.
clodoveualves#23
OBS: Os números oficiais para a inflação NÃO SÃO CONFIÁVEIS.

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