Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Inclinação conservadora em São Paulo impulsiona R.

Iniciado por antnio_4 em 23/09/2012 · 2 mensagens

antnio_4#1


Primeira constatação: em São Paulo, há mais eleitores identificados com
valores conservadores do que liberais. Mas não em quantidade suficiente
para formar maioria, pois um contingente considerável deve ser
enquadrado na categoria mediana, nem conservador, nem liberal.


Segunda constatação: são os conservadores que estão dando impulso ao
candidato Celso Russomanno (PRB), líder isolado na disputa pela
prefeitura com 35% das intenções de voto.


No segmento dos conservadores, o maior na escala que classifica os
eleitores em cinco grupos conforme suas inclinações políticas,
Russomanno atinge 41%.


Todos esses dados foram apurados pelo Datafolha, na pesquisa de 18 e 19
de setembro com 1.802 pessoas e margem de erro de dois pontos.


Esta é a primeira vez que o Datafolha posiciona os paulistanos numa escala de conservadorismo e liberalismo.


O trabalho foi feito a partir de um conjunto de questões envolvendo
valores sociais, políticos e culturais, como a influência da religião na
formação do caráter e o entendimento sobre as causas da criminalidade,
por exemplo.


A partir das respostas, o instituto agrupou os eleitores em cinco
categorias. Os extremamente conservadores representam 10% do eleitorado.
Conservadores são 34%. Medianos, 23%. Liberais somam 27%. E
extremamente liberais, 6%.


Entre os eleitores simpáticos ao tucano José Serra (21% das intenções de
voto), também há predominância conservadora. O recorde de Serra ocorre
entre os extremamente conservadores, 24%.


Já o petista Fernando Haddad (15% das intenções de voto) aparece com
destaque no polo oposto. Se a eleição fosse feita apenas entre as
pessoas identificadas como extremamente liberais, Haddad seria o líder,
com 24%.

antnio_4#2

PERFIL


Num debate sobre conservadorismo no fim de agosto na USP, o cientista
político André Singer citou algumas características que, no seu
entendimento, são definidoras do conservadorismo.


Entre elas estão uma tendência forte ao individualismo, a concepção de
que os problemas sociais se resolvem por meio da iniciativa privada e a
rejeição a qualquer forma de intervenção social pelo Estado. O
liberalismo, portanto, seria o oposto disso.


Nos perfis apurados pelo Datafolha, as distinções mais evidentes ocorrem nos extremos, como era de se esperar.


A fatia de extremo-conservadorismo é a única que tem mais homens que
mulheres (61% masculina), a de eleitores mais velhos (média de 49 anos) e
a com o maior contingente de pessoas com ensino fundamental (42%).


Já os extremamente liberais são os mais ricos (24% têm renda familiar
superior a R$ 6.220), os mais jovens (37 anos) e os mais escolarizados
(58% têm ensino superior).


Outras pistas estão nas respostas às perguntas usadas para fazer os agrupamentos.


A questão que mais dividiu os paulistanos é a que trata da pena de
morte. Para 56%, "não cabe à Justiça matar uma pessoa, mesmo que ela
tenha cometido um crime grave". Outros 41% acham que a pena de morte "é a
melhor punição" nesses casos.


A frase com maior vantagem sobre sua alternativa foi "o uso de drogas
deve ser proibido porque toda a sociedade sofre com as consequências",
com 81% de aceitação. Ganhou de "Acreditar em Deus torna as pessoas
melhores", aprovada por 79%.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1157902-inclinaca…omanno.shtml

‹ Voltar para a lista de tópicos