A rotina de Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, 59, enxadrista que
chegou a ser o terceiro melhor do mundo nos anos 70, está longe da
agitação da época em que desfilava em carro aberto no Rio e era
convidado para o programa do Chacrinha.
Hoje, o que move o jogador todos os dias são duas refeições, seis
remédios homeopáticos, uma missa e horas de oração e estudo de xadrez.
Mas, entre os tempos de herói nacional e a vida tranquila atual, o
desejo de voltar a estar no topo do ranking mundial liga as duas épocas.
"Se eu chegasse de novo a ser um dos melhores, o país inteiro teria de me apoiar."
Mequinho vive hoje em Taubaté (140 km de São Paulo), em um apartamento
de dois quartos e poucos móveis comprado no início do ano.
Mora com Tiago Pereira Rodrigues, 23, 203º lugar no ranking nacional, a
quem apresenta como seu treinador e assessor nos treinos.
Sai pouco. Seu compromisso diário mais rígido é ir à missa --frequenta
três paróquias diferentes--, hábito que segue mesmo quando disputa algum
campeonato fora da cidade. Neste ano, jogou poucos. Lembra-se de um em
Campinas, um na Espanha e outro em Santo André.
Mequinho se recusa a viajar para vários países, como a Rússia, um dos
principais polos do xadrez mundial e de onde vieram alguns de seus
maiores rivais nos anos 70.
"Há muitos lugares a que não quero ir. Só jogo em países em que me sinta
bem pela situação política e religiosa, em que os cristãos não sejam
perseguidos, onde haja liberdade e democracia."
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1001991-top-3-d…o-topo.shtml
Não sabia em qual tópico postar, mas achei interessante pois foi a primeira vez que vi um esportista de renome mostrar preocupação e ate fazer citação sobre a perseguição de cristãos no mundo.Achei uma atitude bastante louvavel. O Mequinho, ja foi um dos 3 melhores jogadores de xadrez do mundo.
