Enquanto o mundo fala da crise europeia e americana, o Japão, a terceira maior economia do mundo, com um Produto Interno Bruto de cinco trilhões de dólares (passado por China recentemente); com invejável taxa de desemprego de 4,2 % para um país com singelos 377 mil quilômetros quadrados de extensão, um pouco maior que o estado de São Paulo; com uma população de 127 milhões de habitantes (os países da Europa não têm essa população gigantesca e o desemprego já passa os 10%!!); uma poupança interna de 5% do PIB e reservas internacionais que atingem 1 trilhão de dólares; o crescimento do PIB de 2,2%; parece intacto, firme e forte mesmo depois de duas décadas de recessão econômica e vários catástrofes naturais (o último foi o terremoto e tsunami de Fukushima), sem contar que o país ainda faz empréstimos para ajudar outros países (Depois da China é o maior financiador da dívida americana). O que leva ao sucesso desse modelo econômico?
Aumento da dívida pública – Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, cuja poupança privada – ou seja, o dinheiro investido por pessoas e empresas – está extremamente vinculada ao mercado especulativo e ao ativos de renda variável (como ações), o Japão é notório por seu conservadorismo. Grande parte dos investimentos dos japoneses são em títulos da própria dívida do governo, chamados de Japan Government Bonds (JGB). Para se ter uma ideia, enquanto os maiores investidores dos títulos do governo americano são os chineses, no caso do Japão, cerca de 95% dos títulos estão nas mãos de investidores do próprio país. Isso faz com que a população seja a grande financiadora da dívida japonesa.
Ou seja, caso o país emita novos títulos para captar recursos para a reconstrução, tais papeis deverão ser absorvidos pelos próprios japoneses. “Isso significa que a exposição do governo a credores internacionais é muito limitada, o que faz com que o mercado para títulos da dívida não seja susceptível ao apetite por risco dos investidores internacionais”, explica um relatório da Economist Intelligence Unit. Desta forma, além de ‘nacionalizados’, os títulos também são estáveis e avessos à especulação – mesmo porque, sua rentabilidade (de 1,5% ao ano) é baixa se comparada aos títulos do governo americano (que rendem cerca de 3,5%), e irrisória ante aos do Brasil, cujos retornos podem chegar a 12% ao ano.
Pela lógica, um aumento da dívida não seria bem visto pelo mercado, levando em consideração que isso pioraria ainda mais a situação fiscal do Japão. No entanto, nem mesmo diante dessa perspectiva, as agências de classificação de risco reduziram o rating do país. Um sinal de que o mercado não só acredita na capacidade da economia japonesa de se reerguer, como também de honrar os compromissos de sua dívida. “Um país com um governo tão rico deverá conseguir cobrir um desastre natural como esse”, afirmou ao site de VEJA o analista Thomas Byrne, da agência de rating Moody’s.
Sociedade – a capacidade de mobilização presente na cultura japonesa (e Oriental como um todo) tem papel essencial na retomada. De acordo com o filósofo Takeshi Umehara, um dos mais eminentes pensadores contemporâneos do país, há um forte sentimento de responsabilidade do indivíduo em relação à sociedade – e não o contrário. “O individualismo é um valor absoluto no Ocidente, que faz com que se esqueça a responsabilidade que temos em relação aos outros, à sociedade e ao sistema”, escreveu o filósofo em um artigo publicado pela revista Japan Focus, especializada em
sociologia e cultura.
Tal componente cultural está diretamente ligado ao fato de os japoneses investirem seus recursos em títulos de pouca remuneração, mas cientes de que isso ajudará a economia nacional. “Eles vão aplicar muitos recursos no país, mesmo sabendo que vão receber pouco retorno por isso. Faz parte do que eles são. Eles pensam no futuro do Japão. De todo o Japão”, afirma o economista e ex-diretor do Banco Central do Brasil, Paulo Yokota, que tem nacionalidade japonesa e trabalhou por muitos anos no país asiático.
Há vinte anos, o Japão teve de enfrentar uma situação de crise bancário semelhante à que a Europa e os EUA estão tentando contornar agora, mas não apelou para duras medidas de austeridade para resolver a situação.
Nos anos seguintes, o Japão viveu uma de suas piores crises, mas evitou o colapso vislumbrado por algumas economias europeias. As ruas de Tóquio não foram palco de manifestações violentas, o desemprego permaneceu baixo e a economia continuou a crescer, embora lentamente.
Como o Japão evitou o "caminho europeu"?
Para simplificar: o governo japonês tomou uma série de medidas para aumentar seus gastos e o nível de consumo na economia.
Painéis solares
Exemplos dessas medidas são visíveis pelo país. Em uma rua estreita, no sul de Tóquio, um grupo de jovens descarrega novos painéis solares de uma caminhonete para instalá-los no telhado de uma casa.
A quantidade de recursos que o governo japonês gastou nos últimos 20 anos para impulsionar a economia é impressionante.
Só na década de 90, foram gastos cerca de US$ 2 trilhões (R$ 4 trilhões) em obras de infra-estrutura, rodovias, estradas, pontes e túneis. E a gastança continua.
O mais novo anel viário de Tóquio está a uma hora do centro da cidade e corta imensas montanhas verdes com túneis que chegam a dois quilômetros de extensão. Seu custo teria sido de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) por metro.
Yoshihiro Hashimoto vive em um desses vales que no passado eram áreas bucólicas, repletas de tranqüilidade.
Hoje são cortados por rodovias.
Para ele, as novas estradas não são apenas desagradáveis para os olhos, mas também um desperdício de dinheiro.
Japão pode ser um exemplo de administração econômico-financeira e de um povo que respeita as leis mesmo em situação de desastre.
Porém, nós devemos lembrar que o Japão é o país do fetichismo pelas máquinas e pelos personagens virtuais (animes, hologramas, personagens de vídeo-game, etc).
Muitos japoneses estão se tornando pessoas assexuadas, cada vez menos interessadas em ter filhos ou se relacionar sexualmente com outras pessoas, preferindo exclusivamente a companhia de animais e máquinas.
É o país em que boa parte das pessoas acham as máquinas mais atraentes aos olhos do que a beleza humana.
O resultado disto é que a população japonesa é uma das que mais diminui no mundo.
Provavelmente no japão o governante governa para o povo, ao invés de si mesmo. Lembro que até uns anos atrás, um político corrupto que fosse exposto se matava.
um professor meu descendete de japoneses disse que no Japão as filas não tem preferencia: gravidas, idosos e doentes ficam como pessoas normais e em silencio
um professor meu descendete de japoneses disse que no Japão as filas não tem preferencia: gravidas, idosos e doentes ficam como pessoas normais e em silencio
Bom eu morei no Japão quase 10 anos e não me lembro disso. Só sei de uma coisa. No Japão dificilmente as filas ficam cheias. O atendimento é muito rápido. Não falta gente na caixa. O pessoal trabalha mesmo!
Eu tenho uma simpatia meio que natural pelos japoneses, mas é como disseram aí mesmo, é um povo muito artificial no que diz respeito ao trato com o ser humano, com o próprio corpo, o sexo etc. Tudo é muito mecânico, sistemático... pelo menos é o que me parece.
"Mas não são cristãos. Têm muito o que aprender". E porque não podem ser JUDEUS, por exemplo??? Qual o problema do BUDISMO, religião INOFENSIVA e dotada de INÚMERAS virtudes ser ainda uma das principais religiões no JAPÃO??? Na verdade somos nós é que temos que aprender com eles, principalmente no que tange a EDUCAÇÃO.
É uma pena o Japão não ser cristão, iria ser uma nação fantástica. Bizarrices à parte, eu admiro muito a disciplina, a organização, e a capacidade de superação desse povo.
"Mas não são cristãos. Têm muito o que aprender". E porque não podem ser JUDEUS, por exemplo??? Qual o problema do BUDISMO, religião INOFENSIVA e dotada de INÚMERAS virtudes ser ainda uma das principais religiões no JAPÃO???
Eu devolvo a pergunta. O judaísmo é uma religião semítica e o budismo, hindu. Então, qual o problema dos cristãos quererem espalhar sua religião até os confins do planeta? Só os outros podem?
[url]/Main#Profile?uid=10212362337458653748[/url]: "Mas não são cristãos. Têm muito o que aprender". E porque não podem ser JUDEUS, por exemplo??? Qual o problema do BUDISMO, religião INOFENSIVA e dotada de INÚMERAS virtudes ser ainda uma das principais religiões no JAPÃO??? Na verdade somos nós é que temos que aprender com eles, principalmente no que tange a EDUCAÇÃO.
Pode ser inofensiva de algum modo, mas é bastante... Extravagante, por assim dizer. Veja o segundo vídeo que postei.
Poder espalhar não é problema. Existem muitos cristãos no JAPÃO, não são a maioria é claro, mas são muitos e pelo o que eu saiba não sofrem qualquer tipo de perseguição ou preconceito. O problema é querer IMPOR com aquela estória de que "a minha religião é a certa e se você não a segui-la tudo de ruim vai te acontecer..." e BESTEIRAS afins. Isso não é legal em nenhum dogma ou religião em si. Nem vou citar o ISLÃ pq aí sim seria demais, não existe meio termo para os mulçumanos o que impede, salvo raras exceções, de se debater de forma civilizada com eles.
Se alguém crê piamente que conhece uma religião verdadeira, seria muito egoísmo de sua parte guardar tal religião somente para si, abandonando o resto do mundo nos abismos do inferno.
Mas, voltando ao Japão, essas extravagâncias vistas no segundo vídeo não me parecem coisa budista, poruqe não se vê isto em outros cantos... tem algo lá das antigas tradições xintoístas japonesas. E ainda assim o Xintoísmo permitiu à civilização japonesa sobreviver durante milênios, o que mostra que o problema está mesmo na modernidade e não em qualquer religião que seja.
Já li que no Japão as pessoas caracterizam umas as outras pelo tipo sanguíneo, e isso é muito forte por lá, inclusive muitos só conseguem determinado emprega ou relação com outra pessoa se tiver o tipo sanguíneo "correto".
Inclusive os personagens dos inúmeros animes, games, seriados, entre outros, são definidos em personalidade por este critério. Muito mais que o signo, como aqui no Brasil, por exemplo.
Alguém sabe me dizer se existe algum estudo sério sobre isso? Ou é apenas mais uma viagem na mente dos japas!?
Uma coisa também muito interessante é que não se vê japonês que se destaque na filosofia; nem mesmo americanos ou brasileiros de origem japonesa, que dominam as engenharias e a medicina nestes países, conseguem se destacar nas ciências humanas. Por que será?
Como se todo japonês aprovasse esse culto ao pênis gigante. Eu não sabia da existência desse festival até ver o vídeo. No Japão existe várias tradições. Tem lugar que matança de golfinhos faz parte de tradição, isso não quer dizer que os japoneses aprovam, pelo contrário, a grande maioria repudia.
"Mas, voltando ao Japão, essas extravagâncias vistas no segundo vídeo não me parecem coisa budista, poruqe não se vê isto em outros cantos... tem algo lá das antigas tradições xintoístas japonesas. E ainda assim o Xintoísmo permitiu à civilização japonesa sobreviver durante milênios, o que mostra que o problema está mesmo na modernidade e não em qualquer religião que seja". Perfeito o teu post neste parágrafo ANDRÉ! A modernidade parece que de alguma forma faz "mal" aos japoneses, mas que eles são MESTRES em questão de TECNOLOGIA e MODERNIDADE disso não há dúvida. Quanto ao primeiro parágrafo, também não vejo problema em espalhar a religião da qual você acredita, mas NUNCA deve-se IMPO-LA de forma bruta, o que, graças a deus, não acontece com o VERDADEIRO CRISTÃO.
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Como se todo japonês aprovasse esse culto ao pênis gigante. Eu não sabia da existência desse festival até ver o vídeo. No Japão existe várias tradições. Tem lugar que matança de golfinhos faz parte de tradição, isso não quer dizer que os japoneses aprovam, pelo contrário, a grande maioria repudia.
Com relação as bizarrices deles, aquilo lá é um grão de areia na praia. Tem outros que nem tenho coragem de colocar aqui.
Mas eu concordo com o meu xará; acredito que foi a influência da modernidade que fez isso com eles, e não das religiões. E o que acontece com elas é exatamente a contaminação dos valores da modernidade para com a religião.
Eu pensava que a religião predominante no japão era xintoísmo, não budismo, mas enfim, eu acho melhor que seja assim, pq olha só no que deu qdo levaram jesus pra lá:
e sobre o ritual, vamos parar de ignorância, não é gente?
O festival é de fertilidade, similar aos montes realizados no brasil por cristãos, onde é carregado o "pau de santo antônio" por ruas afora, e que quem puder tirar uma lasca do pau tem mais sorte no casamento. Apenas no japão eles não sexualizam tudo que vêem, então não tem nada demais o tronco ter formato de pênis.
Foi como a chegada dos europeus aqui no Brasil, que ficaram horrorizados pelo povo andar pelado, como se os indios passassem 24h de pau duro fazendo putaria.
O órgão todo mundo tem, é coisa natural, associar sempre ao ato sexual é muita bobagem.
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Já li que no Japão as pessoas caracterizam umas as outras pelo tipo sanguíneo, e isso é muito forte por lá, inclusive muitos só conseguem determinado emprega ou relação com outra pessoa se tiver o tipo sanguíneo "correto".
Inclusive os personagens dos inúmeros animes, games, seriados, entre outros, são definidos em personalidade por este critério. Muito mais que o signo, como aqui no Brasil, por exemplo.
Alguém sabe me dizer se existe algum estudo sério sobre isso? Ou é apenas mais uma viagem na mente dos japas!?
Existem estudos sérios, porém não são levados a sério. Igual ao Olavo que passou tanto tempo estudando astrologia e só levou bully.
O estilo de vida japonesa já é uma filosofia que muita gente faz questão de ter como referência.
Klaicon,
A sua resposta foi muito boa, só não sei se corresponde à realidade, porque a filosofia como ciência abstrata só ocorre no fim dos ciclos civilizacionais, como bem observou o Olavo neste artigo:
"Mais compreensível ainda é que a síntese intelectual das Sumas só viesse à luz numa época em que as possibilidades civilizacionais que elas condensavam já iam chegando ao fim. Do mesmo modo que as catedrais fixam em pedra o último apelo da educação monacal e catedral, as Sumas são o cume, e por isso mesmo o capítulo final, da grande civilização cristã na Europa, do mesmo modo que as filosofias de Platão e Aristóteles são a expressão máxima e última da polis em agonia. Como observou Hegel, a ave de Minerva só levanta vôo ao entardecer. . Nesse sentido, as grandes criações novas que, para as épocas futuras, virão a representar a força espiritual das civilizações extintas documentam a depauperação da vida interior e sua substituição pelo testemunho exteriorizado e visível, legado às gerações vindouras na vaga esperança de que um dia a fórmula gravada em pedra ou em palavras possa ser novamente descompactada e restaurada como experiência vivida, se não em escala civilizacional, ao menos nas almas dos indivíduos interessados e capacitados. A passagem do implícito ao explícito, do compacto ao diferenciado, marca ao mesmo tempo a glória e o fim das civilizações. Apogeu e decadência não são termos excludentes, mas polos dialéticos de uma tensão a que não faltam, no seu desenvolvimento interno, as ambigüidades e as inversões." . http://www.olavodecarvalho.org/textos/filosofia-inverso3.html
.
Entretanto, seria este o caso japonês? O Japão atravessa junto com o mundo a crise da modernidade, em que seus velhos valores vão se demolindo, tendo como uma das consequências mais visíveis uma drástica queda demográfica que põe em risco a existência de toda a raça e sua civilização. O que os japoneses já produziram até hoje de questionamento filosófico sobre a situação deles perante o mundo, perante a história e perante Deus? Porque o simples estilo de vida japonês que chegou inteiro até hoje parece meio que insuficiente para dar conta do recado...
1. A prosperidade do Japão é uma combinação de uma cultura de fazer poupança e do imenso boom tecnológico que ocorreu por lá na década de 60-70.
2. Não é verdade que o Japão não viva uma crise. Há crise em inúmeros setores da sociedade japonesa. A delinquência juvenil é um problema gravíssimo por lá com muitos casos de abuso de drogas, violência contra professores, abandono dos estudos, fobias, etc. Economicamente eles estão indo para a segunda década perdida onde eles muito lentamente vão perdendo a pujança econômica que os caracteriza.
3. O Japão é um mundo a parte e está num grau civilizacional absolutamente diferenciado. Nós brasileiros somos ogros, homens das cavernas, comparados aos japoneses. A cultura tradicional é refinadíssima, de altíssimo nível, e de profundo bom gosto. A sociedade está assentada em torno de princípios éticos e morais e possui institutos consolidados. Um deles, por exemplo, é o do MEIWAKU, uma regra de conduta que preza por não criar incômodos ao próximo. Portanto, se você estiver andando numa calçada e estiver do lado errado (há um lado para ir e outro para voltar) você está criando um meiwaku aos que vem no outro caminho pois eles precisam desviar. Falar alto, cuidar mal do seu lixo de modo que ele se espalhe, não deixar sua bancada de trabalho organizada, são situações que criam meiwaku, portanto, são evitadas.
4. A cultura é absolutamente voltada para o trabalho e para o bem estar geral de todos. Na cultura corporativa existia/existe uma expressão chamada "enterrar meus ossos" que significava trabalhar com afinco para a prosperidade da empresa ao longo de toda a sua vida. Há profundo e imenso respeito aos superiores e os superiores são profundamente respeitosos com os operários de chão de fábrica.
5. Os japoneses são absolutamente liberais e sincréticos em termos de espiritualidade. Há um dito que diz que o japonês ao nascer é levado ao santuário xintoísta, se casa numa igreja católica e é velado numa cerimônia budista. O cristianismo por lá existe desde meados de 1500.
Agora, é um país que enfrenta os desafios do marxismo cultural como todos os outros países. Lentamente os valores tradicionais de moralidade e ética japonesa vão sendo corroídos. Como ocorre no mundo todo, como ocorre nos países árabes onde o marxismo cultural - na minha opinião - produziu o atual fundamentalismo e jihadismo tão criticados.
Fui criado em uma religião japonesa - da qual, hoje, não faço parte - estudei japonês por 3 anos e tenho contato com a cultura e a língua desde pequeno.
Existem coisas interessantes na cultura japonesa, principalmente na parte do respeito à hierarquia e aos mais velhos, ao trabalho duro e à total falta de paciência com mimimi. Gosto do Japão nesse sentido. No entanto, apesar de não ser católico de facto, admiro o cristianismo e seu poder de gerar uma moral única, funcional e organizadora, coisa que falta no Japão, às vezes. Esse conceito de não atrapalhar os outros é puramente funcional, organizacional, antidesperdício, como um conceito de administração privada. Eles, que criaram o conceito toyotista de Just-in-time, sabem bem que as diversas vontades, frutos de diferentes indívíduos, têm que ser geridas, de modo a tornar o convívio mais harmonioso e, consequentemente, mais produtivo. Poém, repito, é puramente gerencial, funcional. Se algum cientista descobrisse que o melhor para o Japão fosse a contrução de robôs especializados em gerir o país e, após isso, a realização de um suicídio em massa, eles fariam - construiriam os robôs e se matariam. Japoneses se organizam quase como formigas. Até mesmo situações de convívio social não-obrigatório, de lazer, são regidas por protocolos bem específicos.
Por outro lado, coisas bizarras como a vending-machine de calcinhas usadas (sujas) existem só mesmo por lá... o que dizer disso?
Gosto muito do Japão, mas acho que eles precisam do cristianismo.
O jesuíta São Francisco Xavier, amigo de Santo Inácio, foi missionário no Japão durante o século XVI. Acho interessante a tomada conhecimento das suas impressões.
O Zen é um produto cultural tradicional muito interessante que sobreviveu no Japão, se espalhando para uma série de artes, como a jardinagem, o arco e flecha, etc. Em sentido ocidental, não é uma filosofia, até porque aqui a palavra filosofia carrega uma forte carga de "academicismo", como se os grandes problemas do ser humano fossem ser solucionados na base da leitura, do domínio de discursos.
Fui criado em uma religião japonesa - da qual, hoje, não faço parte - estudei japonês por 3 anos e tenho contato com a cultura e a língua desde pequeno.
Existem coisas interessantes na cultura japonesa, principalmente na parte do respeito à hierarquia e aos mais velhos, ao trabalho duro e à total falta de paciência com mimimi. Gosto do Japão nesse sentido. No entanto, apesar de não ser católico de facto, admiro o cristianismo e seu poder de gerar uma moral única, funcional e organizadora, coisa que falta no Japão, às vezes. Esse conceito de não atrapalhar os outros é puramente funcional, organizacional, antidesperdício, como um conceito de administração privada. Eles, que criaram o conceito toyotista de Just-in-time, sabem bem que as diversas vontades, frutos de diferentes indívíduos, têm que ser geridas, de modo a tornar o convívio mais harmonioso e, consequentemente, mais produtivo. Poém, repito, é puramente gerencial, funcional. Se algum cientista descobrisse que o melhor para o Japão fosse a contrução de robôs especializados em gerir o país e, após isso, a realização de um suicídio em massa, eles fariam - construiriam os robôs e se matariam. Japoneses se organizam quase como formigas. Até mesmo situações de convívio social não-obrigatório, de lazer, são regidas por protocolos bem específicos.
Por outro lado, coisas bizarras como a vending-machine de calcinhas usadas (sujas) existem só mesmo por lá... o que dizer disso?
Gosto muito do Japão, mas acho que eles precisam do cristianismo.