Tea Party perdeu força e influência nas eleições dos EUA, apontam especialistas
O nome do movimento faz referência à "Festa do Chá de Boston", protesto contra impostos britânicos considerados abusivos no século 18. Ao definir o Tea Party, Cukier explica que ele não é um partido. “É um movimento orgânico, não organizado hierarquicamente ou institucionalmente, que compartilha valores e ideias e segue alguns princípios e valores políticos em que acreditam”, afirma.
Já Luis Fernando Ayerbe, coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Unesp em Araraquara (SP) e autor do livro "De Clinton a Obama - Políticas dos Estados Unidos para a América Latina”, observa o Tea Party como “uma corrente de opinião que se expressa dentro do Partido Republicano e traz a crítica à economia e aos serviços de saúde”. “É uma linha de crítica muito forte, mesmo com o pouco peso que exercem. O que muda é que eles conseguiram uma boa representação parlamentar e se tornaram um índice político forte”.
Influência sobre Romney
Se o republicano Mitt Romney ganhar as eleições presidenciais, Cukier considera que o Tea Party terá uma voz dentro do governo. “Pode ser que se fortaleça. Em 2010, eles conseguiram 39 parlamentares e fizeram com que suas ideias valessem. E aí, com esse espaço político, trouxeram a agenda deles através dessa voz no Congresso”.
Outro expoente do movimento no possível governo Romney é o candidato a vice, Paul Ryan, adepto do Tea Party, apesar de não seguir muitos dos pontos que são defendidos. “Ryan tem grandes chances no futuro de ser um candidato republicano à Casa Branca e, como o Tea Party não conseguiu emplacar um candidato à presidente, Romney vai ter que ceder se ganhar, fazendo concessões a esse grupo”, disse Ayerbe.
Dessa forma, Ayerbe considera também que o Tea Party coloca os republicanos em uma armadilha, pois obrigaram Romney, que é moderado, a ficar mais de direita e tradicional, tomando posições em temas polêmicos como o aborto. "O Tea Party estrangulou tanto o Partido Republicano que o oxigênio parou de ir para o cérebro", disse o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/…ampshire.htm para cerca de 1.600 pessoas em uma universidade de New Hampshire