Programa Pinga-Fogo de 20 de dezembro de 1971.
Saulo Gomes – Chico, que pensam os chamados benfeitores espirituais quanto à posição do Brasil atual, seja no terreno político ou social?
Chico Xavier – Vamos responder com muito respeito, segundo o que temos ouvido de nossos benfeitores espirituais. A noite é consagrada ao Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, em cujos ensinamentos empreendemos a nossa formação como povo organizado. Por várias vezes, Nosso Senhor Jesus Cristo se referiu à nossa necessidade da oração e da vigilância. Nós sabemos que, segundo os nossos léxicos, orar não é apenas endereçar a nossa palavra ou nosso pensamento a Deus, em súplica ou louvor. Orar significa, também, discursar, expor os nossos pontos de vista e, por isto mesmo, a oração é uma das expressões mais vivas do espírito democrático do Cristianismo, porque cada um de nós ora segundo as suas possibilidades de crer ou de interpretar o fenômeno da fé. Então, sem qualquer expressão eufemística, declaramos que a posição atual do Brasil é das mais dignas e das mais encorajadoras para nós, porque a nossa democracia está guardada por forças que nos defendem contra a intromissão de quaisquer ideologias vinculadas à desagregação.
Precisamos honorificar a posição atual daqueles que nos governam, que vigiam sobre os nossos destinos. A oração e a vigilância, preconizadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, se estampam, com muita clareza, em nosso Governo atual. E nós todos vamos dizer com os nossos benfeitores espirituais: devemos crer muito, pedir muito a Deus e unir os nossos pensamentos para que a união seja preservada, dentro das nossas Forças Armadas, para que nós tenhamos o direito de orar, isto é, discursar, permutar livremente os nossos pontos de vista, dar os nossos pareceres, emitir as nossas opiniões em matéria de vivência particular e coletiva. Portanto, com todo o respeito, sem nenhuma idéia de bajulação, falo pessoalmente de minhas pequeninas confabulações com os espíritos amigos e profundamente amigos do Brasil cristão, em Nosso Senhor Jesus Cristo. Digo que nós devemos pedir para que tenhamos a custódia das Forças Armadas, até que possamos encontrar um caminho em que elas continuem nos auxiliando como sempre, para que nós não venhamos a descambar para qualquer desfiladeiro de desordem. Nós não podemos ignorar – abramos um parêntesis – que, muitas vezes, muitos de nós acreditam que as Forças Armadas devem apenas funcionar nas ocasiões de beligerância, nas ocasiões de guerra, diante do mundo civil. Mas, a verdade é que, espiritualmente, estamos em grande conflito com idéias, trazidas ao nosso meio pelas comunicações de massa, pelas impressões de nosso tempo, em que o problema de massas tem que ser considerado.
Saulo Gomes – Chico, que pensam os chamados benfeitores espirituais quanto à posição do Brasil atual, seja no terreno político ou social?
Chico Xavier – Vamos responder com muito respeito, segundo o que temos ouvido de nossos benfeitores espirituais. A noite é consagrada ao Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, em cujos ensinamentos empreendemos a nossa formação como povo organizado. Por várias vezes, Nosso Senhor Jesus Cristo se referiu à nossa necessidade da oração e da vigilância. Nós sabemos que, segundo os nossos léxicos, orar não é apenas endereçar a nossa palavra ou nosso pensamento a Deus, em súplica ou louvor. Orar significa, também, discursar, expor os nossos pontos de vista e, por isto mesmo, a oração é uma das expressões mais vivas do espírito democrático do Cristianismo, porque cada um de nós ora segundo as suas possibilidades de crer ou de interpretar o fenômeno da fé. Então, sem qualquer expressão eufemística, declaramos que a posição atual do Brasil é das mais dignas e das mais encorajadoras para nós, porque a nossa democracia está guardada por forças que nos defendem contra a intromissão de quaisquer ideologias vinculadas à desagregação.
Precisamos honorificar a posição atual daqueles que nos governam, que vigiam sobre os nossos destinos. A oração e a vigilância, preconizadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, se estampam, com muita clareza, em nosso Governo atual. E nós todos vamos dizer com os nossos benfeitores espirituais: devemos crer muito, pedir muito a Deus e unir os nossos pensamentos para que a união seja preservada, dentro das nossas Forças Armadas, para que nós tenhamos o direito de orar, isto é, discursar, permutar livremente os nossos pontos de vista, dar os nossos pareceres, emitir as nossas opiniões em matéria de vivência particular e coletiva. Portanto, com todo o respeito, sem nenhuma idéia de bajulação, falo pessoalmente de minhas pequeninas confabulações com os espíritos amigos e profundamente amigos do Brasil cristão, em Nosso Senhor Jesus Cristo. Digo que nós devemos pedir para que tenhamos a custódia das Forças Armadas, até que possamos encontrar um caminho em que elas continuem nos auxiliando como sempre, para que nós não venhamos a descambar para qualquer desfiladeiro de desordem. Nós não podemos ignorar – abramos um parêntesis – que, muitas vezes, muitos de nós acreditam que as Forças Armadas devem apenas funcionar nas ocasiões de beligerância, nas ocasiões de guerra, diante do mundo civil. Mas, a verdade é que, espiritualmente, estamos em grande conflito com idéias, trazidas ao nosso meio pelas comunicações de massa, pelas impressões de nosso tempo, em que o problema de massas tem que ser considerado.