Conforme eu prometi, algumas informações, vindas do livro que eu menciono - e que se chama, a propósito, "Much Depends on Dinner" - o que é uma referência a uma frase de Byron no "Don Juan" que diz: "Since Eve ate apples, much depends on dinner."
Vou começar com o arroz, que é o principal alimento de metade da população do mundo, e cujo cultivo, por consequência, tem uma monumental importância política. Além disso, o cultivo do arroz não pode ser feito "em qualquer lugar", uma vez que o arroz culltivado em "terra seca" tem uma produção muitíssimo menor do que o cultivo em "paddies", ou seja, em campos inundados. Para se conseguir esses campos inundados, que aliás precisam ser drenados no final do processo de maturação, toda uma delicada combinação de maneiras para controlar a terraplanagem, irrigação, a inundação e a drenagem tem que ser construída, de modo que é evidente que é complicado retirar um arrozal "daqui" para colocá-lo "lá" - diferentemente, por exemplo, de um milharal ou de um sojal.
O cultivo de arroz em campos inundados é, por natureza, um cultivo "fixo", e este fator contribuiu para a aglomeração de imensas populações em lugares próximos de sua produção. O cultivo de arroz em terra seca é diferente, e como esgota o terreno de cultivo - que leva muito tempo para se recuperar - obriga a um certo "nomadismo", ou seja, a que os campos de cultivo sejam transferidos para outro lugar para que a terra se recupere, o que leva de 3 a 10 anos.
Há diversas variedades de arroz, e cada uma dessas variedades originais tem características obviamente diferentes, sendo mais ou menos adequadas s a tal ou qual variante, como temperatura, altura da camada de água, etc .
Depois deste pequeno preâmbulo, vamos ao que interessa: