Paraguai: Lino Oviedo, ex-militar e candidato, morre em acidente
O general reformado e candidato à presidência do Paraguai, Lino Oviedo,
morreu na noite de sábado na queda de um helicóptero na província de
Chaco. O general reformado viajava com seu segurança e o piloto, que
presumivelmente mudou a rota da viagem por causa do mau tempo.
Lino Oviedo, que viveu no Brasil por quatro anos em exílio, foi um dos
participantes do golpe que acabou com a ditadura de Stroessner,
derrubado na madrugada de 2 para 3 de fevereiro de 1989. Líder do
partido Unace, ele embarcou ontem à noite em um helicóptero para voltar a
Assunção após participar de um comício na cidade de Concepción, mas a
aeronave perdeu contato com a torre de controle cerca de duas horas
depois.
Membros do Serviço de Busca e Resgate, compostos por homens da Força
Aérea e do Corpo de Bombeiros Voluntários, localizaram um helicóptero
acidentado na cidade de Presidente Hayes com os corpos carbonizados de
três pessoas, segundo um repórter do jornal ABC Color que
acompanhou a equipe. Pouco depois, o ex-senador Víctor Galeano Perrone,
ligado a Oviedo, confirmou que o candidato era um dos mortos.
Logo após a confirmação da notícia, o presidente do Paraguai, Federico
Franco, expressou seu pesar "à família do general, aos simpatizantes de
seu partido e a todo o povo paraguaio pela perda de um dos heróis
militares" da "façanha libertária de 2 e 3 de fevereiro de 1989", em
alusão ao golpe que pôs fim à ditadura de Alfredo Stroessner. Franco fez
esta declaração na saída de uma missa na catedral de Itá, cidade a
cerca de 30 quilômetros de Assunção, durante a qual foi informado sobre a
morte.
Foi decretado neste domingo luto oficial de três dias no Paraguai pela morte do candidato presidencial.
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