O Fenômeno Placebo
.
Um pesquisador engenhoso encontra os reais ingredientes da medicina "fake".
(
Harvard Magazine – fevereiro 2013)
Ted Kaptchuk administrou um ensaio clínico randomizado, e quase um 1/3 de seus 270 pacientes se queixaram de efeitos colaterais terríveis. Todos eles tinham aderido ao estudo na esperança de aliviar a dor severa no braço: túnel do carpo, tendinite crônica no cotovelo, ombro, pulso.
A metade desses indivíduos recebeu comprimidos para aliviar a dor, enquanto que à outra metade foi oferecido tratamento de acupuntura. Em ambos os casos, as pessoas começaram a ligar, reportando que não podiam mais sair da cama. Os comprimidos as tornaram lentas, e as agulhas causaram inchaço e vermelhidão, a dor de alguns pacientes chegou a nível de pesadelo. "Os efeitos colaterais foram simplesmente incríveis", explica Kaptchuk, curiosamente, apenas nos pacientes que tinham sido advertidos sobre os prováveis efeitos que o tratamento poderia produzir.
Mas ainda mais surpreendente, foi que a maioria da outra metade dos pacientes relatou alívio real, e aqueles que receberam a acupuntura sentiram-se ainda melhor do que aqueles que tomaram analgésicos. Estes foram resultados excepcionais: ninguém nunca tinha demonstrado que a acupuntura funciona melhor que os analgésicos. Mas o estudo de Kaptchuk também não provou isto. As pílulas que sua equipe deu aos pacientes eram realmente de
‘amido de milho’, e as "agulhas de acupuntura" eram
retráteis - nunca perfuraram a pele. O estudo não teve como objetivo comparar os dois tratamentos. Ele foi projetado para comparar dois fakes.
Mesmo Kaptchuk, professor associado de medicina, que passou sua carreira estudando essas reações misteriosas humanos, ele não argumenta que você não possa simplesmente "sentir- se melhor." "O tratamento fake não vai encolher tumores", diz ele.
Mas os pesquisadores descobriram que tratamentos e intervenções placebo, sem nenhum ingrediente de farmaco ativo pode estimular respostas fisiológicas reais, a partir de alterações na freqüência cardíaca e pressão arterial, a atividade química no cérebro, em casos que envolvam dor, depressão, ansiedade, fadiga e até mesmo alguns sintomas de Parkinson.
Agora, Kaptchuk quer descobrir os mecanismos por trás dessas respostas fisiológicas, o que ocorre em nossos corpos, em nossos cérebros, quando o paciente se entrega ao método placebo....
A matéria completa (e original) está aqui.
http://harvardmagazine.com/2013/01/the-placebo-phenomenon