Vamos lá... algumas explicações a fim de evitar equívocos.
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A relevância de Cardeais brasileiros no conclave me parece muito é midiatismo tupiniquim.
Aconteceu uma espécie de superexposição da figura dos papáveis, em especial o do Cardeal Odilo, cuja imagem foi severamente calcinada. Em um conclave no qual quem entra Papa sai Cardeal, esta expressão nunca foi tão verdadeira a ponto de exibir um tipo de descontentamento com os brasileiros, na sua maior parte, corresponsáveis pela propagação da Teologia da Libertação que culminou em um processo de secularização na Igreja que fez muita gente se voltar para o protestantismo (em especial o neopentecostal, de caráter ultraliberal, que surgiu na mesma época, lá pelos idos dos anos 70) e para o paganismo da New Age. Os atuais papáveis, infelizmente, herdaram essa herança maldita, e os poucos ainda fieis ao Santo Padre estão tendo um trabalho desgastante, o que desgostou muitos progressistas.
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Segundo. Elegeram um cardeal que peitou o kischnerismo (o que fez subir na cotação) e, enquanto era superior provincial dos jesuítas, ordenou os religiosos a não se deterem em questões políticas (na maior parte, de cunho esquerdopata), mas está sendo acusado de se omitir durante a ditadura na Argentina, além de uma série de acusações desmoralizantes e sem provas. Ademais, o Colégio Cardinalício entendeu que seria necessário levar a cabo a "profecia" do Beato João Paulo II, na qual os latino-americanos seriam responsáveis pela recristianização de uma Europa há muito secularizada.
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...a imagem de uma Igreja "nos últimos estertores", que sucumbirá a não ser que se "modernize", é com certeza parte de uma agenda tenebrosa...
Tenebrosa, desmoralizante e dessacralizadora. Exibir uma falsa imagem de uma igreja "moribunda" faz parte de uma agenda esquerdopata a fim de tentar forçar a Igreja a apoiar tudo o que implode a sociedade (do aborto ao casamento gay). Tanto os ultraconservadores estão temerosos de possibilidade do Papa Francisco ser de linhagem progressista, baseados nos elogios de pessoas essencialmente progressistas (dentre elas o Leonardo Boff, que imagina uma reforma tanto de linha disciplinar quanto doutrinária...:
... assim como há grupos ultraprogressistas que temem uma perseguição dada a herança maldita da TL na Igreja na América Latina.
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