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[Off] Nova vergonha do ENEM

Iniciado por tiagooliveira em 25/03/2013 · 16 mensagens

tiagooliveira#1
Enem: redações debochadas expõem fragilidade do sistema de correção

Para especialistas, gigantismo da prova favorece deslizes como os descobertos na semana passada. E dificulta a contratação de corretores de qualidade

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 Desde que se tornou um grande vestibular, em 2009, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não dá sossego a seus participantes: os problemas com a avaliação já variaram do furto de provas a erros de impressão. Neste ano, a novidade é que a falha só veio à tona bem depois da realização da prova - depois, até mesmo, de os candidatos terem utilizado as notas para ingressar em universidades. Na semana passada, foram tornadas públicas redações em que candidatos enxertaram em seus textos receita de macarrão instantâneo e até um trecho do hino do clube de futebol Palmeiras. A primeira obteve nota 560 e a segunda, 500 — dos 1.000 pontos possíveis. Os responsáveis pelo Enem vieram, então, a público para garantir que as notas atribuídas aos textos debochados obedeceram o regulamento da prova. Só depois, decidiram atuar (a posteriori, mais uma vez), prometendo que a partir deste ano os "engraçadinhos" poderão ser punidos com nota zero. Professores e educadores apontam, contudo, que mais grave é o que o episódio revelou: fragilidade do sistema de avaliação das dissertações.

Para Eduardo Antônio Lopes, professor de redação do Anglo Vestibulares, está correta a decisão de não anular as redações citadas. Isso porque tal situação não estava prevista em regulamento. O professor considera evidente, contudo, que houve supervalorização dos pontos positivos dos textos. Ou pior: o corretor pode ter lido somente o primeiro e o último parágrafos. "As duas hipóteses mostram que se trata de uma correção de má qualidade", diz Lopes.

Segundo o professor, levando-se em consideração as cinco competências previstas no edital, que devem servir de guia aos corretores, um texto como o do estudante que dedicou quase um parágrafo ao hino do seu time do coração receberia, no máximo, 400 pontos. “Em uma avaliação criteriosa, eu atribuiria nota 360”, diz Lopes. Isso porque, apesar de tratar brevemente do tema proposto (a imigração para o Brasil no século XXI), o texto não apresenta coesão nem progressão textual, faz uso de vocabulário pobre e não propõe uma intervenção ao problema, além de apresentar uma inserção totalmente despropositada (o hino do clube). “Mesmo seguindo todos os critérios apresentados pelo MEC, a penalização desse candidato deveria ser muito maior do que realmente foi.” Falha, portanto, dos corretores.

O próprio MEC, ciente da dificuldade de estabelecer um padrão de qualidade na correção das dissertações, patrocinou melhorias no sistema. Segundo dados do Inep, autarquia responsável pelo exame, o número de corretores contratados em 2012 para a missão aumentou 40% em relação ao ano anterior. Houve incremento também na folha de pagamento: 2,35 reais por redação, ante 1,60 real pago em 2011. Novos critérios foram determinados e uma cartilha de orientação foi distribuída aos estudantes. As medidas são bem-vindas e minimizam as chances de erro, mas não são suficientes, pois não combatem uma questão primordial e tão antiga quanto o novo Enem: o gigantismo da avaliação nacional, um problema que até agora o MEC evitou combater.

Mais em VEJA > http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/enem-macar…o-da-redacao
martin_2#2
o pior é que o mec quer punir quem escrever redações debochadas

corrigir direito eles não podem, né?
renan#3
[url]/Main#Profile?uid=10095963584682316524[/url]:
o pior é que o mec quer punir quem escrever redações debochadas

corrigir direito eles não podem, né?

Corrigir direito é preconceito.
tiagooliveira#4
Vindo do MEC, pra mim, é caso pensado.
srgio_4#5
Nada disso me surpreende mais. Cada dia eu tenho mais convicção de que esse pais não tem mais recuperação.
orkut_22#6
Arrependidas de terem participado das correções do Enem, duas professoras gaúchas decidiram romper o contrato de sigilo para revelar bastidores da prova.
Pedindo anonimato, uma delas detalhou nesta quarta-feira a ZH, por
telefone, como teriam recebido orientações para fazer "vista grossa" aos
erros encontrados. Professora de língua portuguesa há 12 anos, diz que a
ordem é para "aprovar o maior número de pessoas".

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013…4081536.html
rafael_2#7
O Brasil já é atualmente uma nação de analfabetos absolutos e funcionais, basta ver os erros de português simplesmente medonhos por toda parte, isto sem falar num fenômeno mais recente, o da supressão pura e simples de alguns pronomes. Já perdi a conta de quantas vezes uma frase que exige o pronome "se" termina no meio enquanto eu fico ali esperando o pobrezinho que não vem.

 Por exemplo, outro dia vi uma mãe dando uma bronca no filho, uma criança de uns quatro anos de idade. A mãe ficava repetindo para a criança: "comporta!".  No meu tempo esta mãe falaria se comporta. Igualmente, estou cansado de ouvir coisas do tipo "meu marido aposentou", "meu filho assustou" (assutou quem?), "fulano apaixonou" (hã?).  Há uma placa perto da minha casa onde se lê "o metrô está expandindo", numa supressão impiedosa do pobre pronome se, que parece ter sido proibido de fazer parte de frases. Há coisa de uns seis meses um marmanjo dizia para uma repórter que
fazia uma matéria sobre casais: "eu apaixonei nela" (simplesmente de
lascar).

Outras maravilhas fazem parte do repertório deste povo tão preocupado em falar corretamente o próprio idioma: "encima"; "peito oral" (o excomungado quis dizer peitoral, mas acabou criando um peito que fala), "mais" no lugar de "mas" (um erro que já é aparentemente incorrigível), e o agora consagrado "concerteza", entre milhares de outras pérolas. Outro dia o Globo online trouxe entiado, no lugar de enteado, enquanto o site do jornal O Dia trazia orgulhosamente a palavra extressado. Mas não sejamos tão severos, afinal, apenas 38% dos UNIVERSITÁRIOS brasileiros são analfabetos funcionais. É, a coisa vai mal...
rafael_2#8
rafael_2#9
Vende-se filhotes de INHOKECHARLE (deve ser o resultado do cruzamento de um prato de nhoque com um cachorro).

http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-PT&safe=off&sa=N&biw=1280&bih=868&tbm=isch&tbnid=6PLT0B4cEmY2WM:&imgrefurl=http://www.facebook.com/placasdomeubrasil&docid=CpiVuoPncLxteM&imgurl=http://sphotos-b.xx.fbcdn.net/hphotos-prn1/c25.0.403.403/p403x403/545251_530851836938728_1042366103_n.jpg&w=403&h=336&ei=HCRRUbn6MsjR0wHD6oHAAQ&zoom=1&ved=1t:3588,r:27,s:0,i:172&iact=rc&dur=472&page=2&tbnh=190&tbnw=228&start=20&ndsp=25&tx=136&ty=65
joo_orkut_10#10
Aqui no Sudeste e Sul os erros ortográficos e gramáticais são, mais ou menos, esporádicos, mas no resto do país a situação é escabrosa mesmo.
rafael_2#11
Tô aqui me escangalhando de rir com as placas.

http://www.humorxxl.com/pt/content/imagens-divertida…-rd4rjhdkdcd
joo_orkut_10#12
E eu não estou fazendo propaganda , hein, Basta ver a diferença.
rafael_2#13
Essa não é de erro gramatical mas é impagável:

http://meulixovirtual.blogspot.com.br/2010/09/placas…brasil6.html
joo_orkut_10#14
Esse caso da vista grossa nas redações é apenas o reflexo da ignorância dos alunos de sua língua materna e a ineficiência e desmantelamento do sistema educacional brasileiro. Um exemplo bem próximo de mim foi de uma colega minha, na escola, que num belo dia, me disse o seguinte: "Puxa, João Vitor, você sabia que aquele fulano é INFLUENTE em três línguas?". Ela não sabia a diferença entre fluente e influente. Expliquei o erro que ela havia cometido, mas a garota fez pouco caso de mim. E olha que não raro eu ouvir esses atentados ao idioma.
calro#15
Tem certeza que ela não estava se referindo a uma pessoa que influencia três idiomas? Talvez um escritor poliglota que faça parte de três academias de letras nacionais.
tiagooliveira#16
[url]/Main#Profile?uid=8290771497908514636[/url]:
Arrependidas de terem participado das correções do Enem, duas professoras gaúchas decidiram romper o contrato de sigilo para revelar bastidores da prova.
Pedindo anonimato, uma delas detalhou nesta quarta-feira a ZH, por
telefone, como teriam recebido orientações para fazer "vista grossa" aos
erros encontrados. Professora de língua portuguesa há 12 anos, diz que a
ordem é para "aprovar o maior número de pessoas".

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013…4081536.html


kkkkkkkkk, sabia que tinha dedo do MEC.

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