ESCRITO POR HERMES RODRIGUES NERY | 28 MARÇO 2013
GLOBALISMO
Os organismos que estão trabalhando internacionalmente pela
aprovação do aborto, todos dispondo de muito dinheiro, são as fundações,
(planejando e financiando as ações) e as organizações não governamentais
(executando-as).
O aborto como solução para a gravidez indesejada não representa nenhum
benefício para a mulher, pelo contrário, os especialistas honestos sabem que o
aborto acarreta sérias conseqüências negativas (físicas e psicológicas), como,
por exemplo, a síndrome pós-aborto, gerando mulheres deprimidas, inclusive com
tendências ao suicídio. Sendo assim, o aborto em vez de resolver um problema,
cria outros mais graves. Por isso, a solução adequada passa pela educação, pela
conscientização e acima de tudo, pelo respeito integral à vida humana.
O fato é que se legalizarem o aborto as mulheres
pobres continuarão sem acesso aos atendimentos básicos da rede pública e
vítimas da precariedade do sistema de saúde, que não dá conta das demandas
existentes. Na realidade, os que querem a despenalização do aborto têm outros
interesses, nada humanitários. O discurso sentimentalista é demagógico e
perverso, porque oculta outras intenções.
Estão em jogo na questão do aborto interesses
especialmente por razões econômicas, políticas e demográficas. A pressão para a
legalização do aborto faz parte dessa estratégia de longo prazo e existe por
causa de ações com origem fora do Brasil. A legalização do aborto cria um
ambiente onde é possível desenvolver a pesquisa com clonagem reprodutiva que
produzirá resultados espetaculares na reengenharia da sociedade humana, mas que
hoje são imprevisíveis e estão sendo financiados sem expectativa imediata de
lucro, mas aparentemente quase como algo que seria um meta-poder. Esta relação
do aborto com a clonagem somente existe, e de modo bem evidente, na mente dos
grandes condutores das fundações internacionais, como constatamos, por exemplo,
o envolvimento da Fundação Rockefeller com a Biologia Molecular. De modo
imediato, a legalização do aborto é desejada por ser o meio mais rápido e eficiente
de controle populacional.
O ex-diretor do programa de controle
populacional da USAID, nos anos 70, Reimert Ravenholt, dizia que com o
orçamento disponibilizado pelo Congresso Americano à USAID (um montante que
representou à época o segundo maior programa de ajuda externa já promovido
pelos Estados Unidos em toda a sua história, menor apenas do que o Plano
Marshall, que reergueu economicamente a Europa depois da Segunda Guerra
Mundial) era possível reduzir de modo significativo o crescimento populacional
de qualquer país em desenvolvimento, em um período de cinco anos, utilizando
métodos convencionais como a esterilização e em apenas dois anos se pudesse ser
utilizado o aborto.