Mas acho que não é mistério algum que se a pessoa quer literatura cristã e conservadora ele deve buscar os clássicos. Atualmente é que é difícil controlar a qualidade, competência e segurança dos livros e dos escritores. Há uma frase célere que diz que um livro só deveria ser lido 100 anos depois de escrito, algo assim. E é uma boa sugestão, já que nada melhor do que o tempo pra mostrar a qualidade de uma obra. Hoje são publicados, não sei, uns mil livros infanto-juvenis por ano, mas quantos serão lembrados ano que vem? E daqui dez, vinte, cinquenta, cem anos?
Se quer uma boa educação para os meninos, nada melhor do que se ater aos clássicos, renomados e relembrados pro um bom motivo, sua qualidade foi atestada pelos anos. Seu conhecimento foi absorvido pela sociedade e integram a cultura. São obras que estão, em maior ou menor grau, no imaginário popular, e é excelente que as crianças já conheçam e entendam desde logo as referências e influências dessas obras tão "singelas" e tão complexas.
E acho que essa técnica psicológica de adestramento clássico à la Pavlov é uma forma válida de ensinar coisas, mas para animais, porra. Você até pode usar isso com crianças, mas você mata a beleza da leitura no processo, que passa a ser meramente mecânico e automático. O que não faz sentido, porque você quer incentivar a criança a ler para que ela adquira conhecimentos e experiências, e não somente para faz um teste de perguntas sobre o livro.