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Cinco cenas da democracia venezuelana

Iniciado por eduardo_24 em 20/04/2013 · 5 mensagens

eduardo_24#1

Cinco cenas de uma democracia

Cena 1: No domingo passado, Carmen sentiu-se esgotada, mas muito satisfeita. Esgotada porque 15 horas de viagem de ônibus são muitas para uma pessoa de 78 anos. E satisfeita por ter votado para eleger o próximo presidente da Venezuela.


Para fazê-lo, ela teve que se deslocar de Miami, onde vive há três anos, até Nova Orleans, a cidade mais próxima onde podem votar os venezuelanos residentes na Flórida. A longa viagem se deve ao fato de Hugo Chávez ter decidido fechar o consulado venezuelano em Miami.


Assim, os 20 mil venezuelanos que ali vivem (muitos deles partidários da oposição) tiveram que optar entre não votar ou ir até Nova Orleans. Milhares deles embarcaram em ônibus ou foram de avião ou em seus carros para votar.


O fizeram na eleição presidencial de outubro e novamente na de domingo passado. A TV mostrou jovens, casais com bebês e idosos, todos fazendo o que fosse preciso.


Cena 2: William Dávila é deputado da oposição na Assembleia Nacional da Venezuela. Nas eleições de 2010, a oposição obteve a maioria dos votos (52%), mas o governo mudou as regras e, apesar de ter conseguido menos votos, obteve o maior número de deputados, desse modo se assegurando do controle da Assembleia.


Nos 14 anos da Presidência de Chávez, a Assembleia nunca votou contra as iniciativas dele e, com frequência, lhe deu poderes absolutos que lhe permitiam governar por decreto e sem consulta.


Em 16 de abril, o deputado Dávila estava denunciando na Assembleia milhares de irregularidades documentadas que ocorreram nas eleições, quando vários deputados do governo se aproximaram dele e o agrediram no rosto com um objeto pesado. Ele precisou de 14 pontos.


Cena 3: Na campanha eleitoral recente, Nicolás Maduro teve cobertura maciça e desproporcional da mídia, enquanto a visibilidade e as mensagens de seu rival, Henrique Capriles, foram fortemente limitadas pelo governo.


Uma das mensagens mais enfáticas de apoio a Maduro foi a de Lula. Depois de ressalvar que não é correto interferir nos assuntos internos de outro país, Lula explicou por que admira Nicolás Maduro e por que os venezuelanos devem apoiá-lo.


Cena 4: O tenente Diosdado Cabello participou do golpe militar de 1992 liderado por Hugo Chávez. Posteriormente, e graças ao êxito político de Chávez, ele alcançou os mais altos cargos no governo. Agora é presidente da Assembleia Nacional.


Na segunda-feira passada, quando um deputado da oposição pediu a palavra, Cabello lhe perguntou: "O sr. aceita que Nicolás Maduro é o presidente legitimamente aceito?" O deputado tentou responder, mas Cabello o interrompeu: "Me diga, sim ou não? Não vou dar a palavra a nenhum deputado que não aceite aqui que Maduro será o presidente". A oposição pediu a recontagem dos votos, conforme previsto na lei. O governo rejeita.


Cena 5: O Brasil reconheceu imediatamente a vitória de Maduro, e Dilma Rousseff está em Caracas hoje para assistir à sua posse como presidente da Venezuela até 2019. A sra. Carmen não está festejando.


Moisés Naím, do Carnegie Endowment for International Peace, foi editor-chefe da revista "Foreign Policy".


http://www1.folha.uol.com.br/colunas/moisesnaim/1265…cracia.shtml

jcarlos#2
Anonymous denuncia fraude na Venezuela - vídeo mostra voto no cabresto e eleitores com vários títulos...

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=xwHvACZWyEg
jcarlos#3
Tiros disparados assustam eleitores

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=3r6LxcZijW4
ayrton#4

"20/04/2013

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Tribunal Eleitoral da Venezuela (99% de chavistas) diz que mesmo que recontagem dê vitória a Caprilles, vitória de Maduro "é irreversível">>>>>>COMO É QUE É??????

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Tensión en Venezuela

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Victoria de Maduro es irreversible pese a auditoría en Venezuela: CNE

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Así lo manifestó la vicepresidenta del organismo, Sandra Oblitas quien pidió no crear “falsas expectativas”.

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La auditoría de las elecciones en Venezuela "de ninguna manera" revertirá los resultados que dieron la victoria a Nicolás Maduro, aseguró este sábado la vicepresidenta del Consejo Nacional Electoral (CNE), Sandra Oblitas.

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La funcionaria llamó, en conferencia de prensa, a "no crear faltas expectativas sobre lo que es una auditoría, que de ninguna manera revierte el resultado electoral".

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"El
CNE ha emitido unos resultados electorales y quien tenga inconformidad
con ellos tiene el derecho para impugnarlos ante las instancias
correspondientes, no es la auditoria la que va a arrojar unos resultados distintos", agregó la funcionaria.

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(...)"

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http://www.elespectador.com/noticias/elmundo/articul…enezuela-cne

eduardo_24#5

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