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Em nome do Rio Grande do Sul

Iniciado por eduardo_24 em 31/05/2013 · 4 mensagens

eduardo_24#1

EM NOME DO RIO GRANDE DO SUL

Em toda minha vida jamais achei que fosse escrever um texto com esse título. Sempre me senti, em primeiro lugar, brasileiro. Jamais frequentei nenhum tipo de movimento tradicionalista gaúcho e quero dizer, logo no início, que não penso fazer parte de uma elite entre os demais cidadãos do país. Nasci e cresci no Rio Grande e tenho Porto Alegre como a cidade do meu coração. É aqui que vivo e aqui que quero morrer, aqui me formei em medicina, me casei e tive meus filhos, servi à Força Aérea e me tornei funcionário público. Hoje chegou a minha vez de escrever um pouco sobre esse protagonismo do Sul na política nacional. É com essa sensação desagradável de quem não quer ser porta-voz de coisa alguma, mas não sabe como evitar o clichê, que inicio esse pequeno artigo.

Para minha vergonha, e para de todos os gaúchos que considero pessoas de bem, a chegada do PT ao governo federal em 2003 colocou uma série de conterrâneos nossos em evidência. Ministras histéricas que tem mais respeito por bandidos do que por policiais, poetas do sêmen derramado, governadores que recebem as FARC com honras de chefe de estado, colunistas de jornais de circulação nacional que gastariam muito melhor seu tempo tentando tocar saxofone, enfim...são vários os gaúchos despontando no cenário nacional e tomando decisões que vem levando o Brasil a um caminho sem saída. Governado por uma ex-guerrilheira nascida em Minas Gerais, o Brasil teve no Rio Grande do Sul o início da carreira política da atual presidente.

Não me declaro admirador de Getúlio Vargas, Leonel Brizola ou Pedro Simon. Jamais defenderia João Goulart ou qualquer outro governante gaúcho que tenha surgido na cena brasileira, mas não vou deixar de dizer, sem meias palavras – nós nunca estivemos tão mal representados! Despencou o nível dos nossos homens públicos, calaram-se os nossos pensadores, e vendeu-se a nossa imprensa! Os chamados “intelectuais” do Rio Grande do Sul celebram em coro dentro das universidades a apologia do aquecimento global, do casamento gay, das cotas raciais e da liberação da maconha. No estado que tem fama de ser o mais “machista” do Brasil os “gayuchos de bombichas” e a marcha das vadias são recebidos como heróis. Se esses são os nossos valores, se essa é a nossa virilidade, que vergonha ser gaúcho!

O Rio Grande tem na sua história uma tradição de luta e de oposição que chegaram inclusive ao conflito armado no século XIX mas hoje, independente do alinhamento com o governo federal, duvido que exista um estado mais acovardado em toda nação brasileira. Isto aconteceu porque uma aberração política nascida em São Paulo foi amamentada com carinho e com leite do rebanho do Sul. O meu estado, foi na sua tradição de bipolaridade, a incubadora ideal dessa organização criminosa chamada Partido dos Trabalhadores. Aqui ela teve espaço para se expressar nas formas mais radicais possíveis e para fazer o chamado “ajuste de tiro”, procedimento conhecido daqueles que, atuando na artilharia, precisam conhecer bem a posição e as capacidades do inimigo. Longe do centro do país, conhecido pela sua história belicosa, e culturalmente distante do resto Brasil, nós organizamos o Foro Social Mundial, recebemos terroristas do resto da América Latina, implantamos políticas radicais de controle social e adestramos uma imprensa medíocre num plano que, uma vez executado no Rio de Janeiro ou São Paulo, impediria que a serpente chocasse seu ovo em paz e o MST se sentisse “em casa”.

De tudo isso sobra uma lição a ser deixada para o resto dessa nação continental – não esqueçam mais do nosso Rio Grande, não lembrem desse estado só na hora do churrasco e do Grenal, das suas mulheres bonitas e da sua geografia, às vezes, europeia. Daqui sai também muita coisa perigosa, aqui se escreve muita porcaria e se canta com um orgulho ridículo um tempo de honestidade e coragem que há muito já vai longe.

Tudo isso pode não passar do desabafo de um gaúcho simples e com vergonha daquilo que viu seu estado fazer com a política, mas vem de alguém que pretende, talvez uma única vez, escrever de todo coração - em nome do Rio Grande do Sul.

Dr. Milton Pires - Porto Alegre, 29 de maio de 2013

http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2013/05/um-ga…n-pires.html

luciano_7#2
estudem um pouco sobre Júlio de Castilhos e o PRR e verão o porquê de toda essa gentalha ter sido criada aqui
eduardo_24#3

http://otambosi.blogspot.com.br/2013/05/duas-respost…auto-da.html

A primeira resposta é de Milton Simon Pires, médico de Porto Alegre; a segunda é de um anônimo (grato a ambos), que comentou no próprio post sobre os delírios ideológicos do comunicólogo gaúcho Juremir Machado da Silva (ver http://otambosi.blogspot.com.br/2013/05/poa-e-cuba-do-brasil.html), papagaio de filósofos gauleses relativistas como Derrida, Deleuze, Guattari et caterva:

A esquerda brasileira é burra que faz chorar.
Mente sem vergonha alguma
E ainda cita frases de Bertold Brecht  sobre diferenças entre fundar e roubar bancos
É o que gosta de fazer
E vem conseguindo!

Dez mentiras da esquerda que não emplacam

eduardo_24#4
6. Bolsa Família torna as pessoas dependentes e preguiçosas
Mentira. O bolsa família elege políticos com essas características.

7. Alunos cotistas não conseguem acompanhar o ritmo dos outros
Mentira! Conseguem acompanhar, sim, quando a universidade é pública  e o professor é um  militante do PT que os leva para passeatas com o Lula, como fizeram comigo (graças a Deus nunca fui cotista de nada)  em Porto Alegre na década de 1980!

8. Não havia corrupção no regime militar.
Havia, sim, mas ninguém colocou a culpa no regime anterior, ninguém disse que isso sempre foi assim, e ninguém disse que não sabia de nada. Quem faz os tanques  fecharem o congresso é um anjo perto de quem é capaz de comprar o congresso inteiro..

9.Jango foi um presidente fraco.
Isso é verdade! Não teve coragem de fazer aquilo que o Brasil inteiro pediu para que os militares fizessem em 1964.

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