Após visitar nossa querida comunidade "Olavo de Carvalho? Nóis Odeia!", achei necessária esta explicação. Talvez seja útil para algumas pessoas aqui (com certeza o Constantino deveria ler este tópico).
É bastante comum as pessoas utilizarem a expressão "ad hominen" (e às vezes "ad homini"...hihihi) como sinônimo de xingamentos, golpes baixos, referências pessoais, etc., em uma discussão.
No entanto, o argumento "ad hominem" (referente a quem fala, ao homem, em contraste com o argumento "ad rem", à coisa, referente à tese em si proposta) é aquele no qual mostramos que a tese proposta entra em contradição com a existência concreta do postulante, com sua convicções religiosas, filosóficas, políticas, etc. Embora não desqualifique a tese em si, não é um procedimento inválido.
Na verdade, deveria ser um exame prévio. Se a tese em questão entra em contradição com a pessoa mesma que a enuncia, é um indício forte de que ela possua contradições intrínsecas.
Um exemplo bobo. O Flávio, nosso colega de comunidade, enuncia uma tese, dentro da qual está a proposição "nenhum ateu consegue escrever". Em vez de me debruçar sobre a tese em si e sobre suas relações com o mundo real, eu posso apenas dizer: "Mas Flavio, e como é que você está escrevendo isso?", porque ele já demonstrou que é ateu.
Outro exemplo: O Murilo desenvolve um argumento sobre o fato de que verdadeiros católicos deveriam abster-se de ter conta no Orkut, porque esse veículo é anti-católico. Em vez de focar a proposição em si, eu aponto a contradição flagrante entre sua tese e o fato de ele, um católico, a estar expondo no orkut. Ad hominen, e não ad rem.
Quando o sujeito simplesmente ignora o argumento do outro e parte para xingamentos, ou usa particularidades da vida da pessoa que NÃO ENTRAM EM CONFLITO COM A TESE EXPOSTA (mesmo que entrem EM APARÊNCIA) o argumento não é ad hominem. O filósofo da casa do chope dizia que um argumento assim deveria ser chamado ad personam.
É bastante comum as pessoas utilizarem a expressão "ad hominen" (e às vezes "ad homini"...hihihi) como sinônimo de xingamentos, golpes baixos, referências pessoais, etc., em uma discussão.
No entanto, o argumento "ad hominem" (referente a quem fala, ao homem, em contraste com o argumento "ad rem", à coisa, referente à tese em si proposta) é aquele no qual mostramos que a tese proposta entra em contradição com a existência concreta do postulante, com sua convicções religiosas, filosóficas, políticas, etc. Embora não desqualifique a tese em si, não é um procedimento inválido.
Na verdade, deveria ser um exame prévio. Se a tese em questão entra em contradição com a pessoa mesma que a enuncia, é um indício forte de que ela possua contradições intrínsecas.
Um exemplo bobo. O Flávio, nosso colega de comunidade, enuncia uma tese, dentro da qual está a proposição "nenhum ateu consegue escrever". Em vez de me debruçar sobre a tese em si e sobre suas relações com o mundo real, eu posso apenas dizer: "Mas Flavio, e como é que você está escrevendo isso?", porque ele já demonstrou que é ateu.
Outro exemplo: O Murilo desenvolve um argumento sobre o fato de que verdadeiros católicos deveriam abster-se de ter conta no Orkut, porque esse veículo é anti-católico. Em vez de focar a proposição em si, eu aponto a contradição flagrante entre sua tese e o fato de ele, um católico, a estar expondo no orkut. Ad hominen, e não ad rem.
Quando o sujeito simplesmente ignora o argumento do outro e parte para xingamentos, ou usa particularidades da vida da pessoa que NÃO ENTRAM EM CONFLITO COM A TESE EXPOSTA (mesmo que entrem EM APARÊNCIA) o argumento não é ad hominem. O filósofo da casa do chope dizia que um argumento assim deveria ser chamado ad personam.