FHC critica política externa e diz que Brasil perdeu liderança
Rio de Janeiro, 28 mai (EFE).- O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o Brasil perdeu a liderança na América Latina e que o Mercosul é hoje apenas um simulacro de integração, segundo uma entrevista divulgada hoje.
"Deixamos que a América Latina se desintegrasse. O Mercosul é hoje um simulacro de integração. Acho que nos equivocamos muito", afirmou Cardoso, criticando a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cardoso deu as declarações ao site do Instituto Teotônio Vilela, um centro de estudos vinculado ao PSDB.
"A América Latina nunca esteve tão dividida. Ela se fragmentou. O Brasil perdeu a liderança", ressaltou o ex-presidente, respondendo a uma pergunta sobre o surgimento na região de líderes "autodenominados de esquerda, como Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Néstor Kirchner (argentina) e Rafael Correa (Equador)".
O ex-presidente questionou a suposta ideologia de esquerda do Governo de Chávez na Venezuela.
"O Governo da Venezuela é de esquerda? Por quê? Só porque nacionaliza empresas, é contrário à globalização e é antiamericano? A esquerda não é apenas ser contra. Ela sempre é a favor de alguma coisa. A esquerda é generosa, humanista e tem iniciativa", afirmou.
FHC acrescentou que a perda de influência regional do Brasil pode ser constatada em vários países vizinhos.
"Foi o que ocorreu na Bolívia e agora no Paraguai. Perdemos espaço. O Brasil perdeu a capacidade de buscar uma convergência na América Latina", avaliou.
Foi uma referência às divergências entre Brasil e Bolívia, causadas pela decisão de Morales de nacionalizar os hidrocarbonetos bolivianos, afetando os interesses da Petrobras, e às críticas no Paraguai pelas supostas desvantagens do país no Tratado de Itaipu, assinado em 1973.
Rio de Janeiro, 28 mai (EFE).- O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o Brasil perdeu a liderança na América Latina e que o Mercosul é hoje apenas um simulacro de integração, segundo uma entrevista divulgada hoje.
"Deixamos que a América Latina se desintegrasse. O Mercosul é hoje um simulacro de integração. Acho que nos equivocamos muito", afirmou Cardoso, criticando a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cardoso deu as declarações ao site do Instituto Teotônio Vilela, um centro de estudos vinculado ao PSDB.
"A América Latina nunca esteve tão dividida. Ela se fragmentou. O Brasil perdeu a liderança", ressaltou o ex-presidente, respondendo a uma pergunta sobre o surgimento na região de líderes "autodenominados de esquerda, como Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Néstor Kirchner (argentina) e Rafael Correa (Equador)".
O ex-presidente questionou a suposta ideologia de esquerda do Governo de Chávez na Venezuela.
"O Governo da Venezuela é de esquerda? Por quê? Só porque nacionaliza empresas, é contrário à globalização e é antiamericano? A esquerda não é apenas ser contra. Ela sempre é a favor de alguma coisa. A esquerda é generosa, humanista e tem iniciativa", afirmou.
FHC acrescentou que a perda de influência regional do Brasil pode ser constatada em vários países vizinhos.
"Foi o que ocorreu na Bolívia e agora no Paraguai. Perdemos espaço. O Brasil perdeu a capacidade de buscar uma convergência na América Latina", avaliou.
Foi uma referência às divergências entre Brasil e Bolívia, causadas pela decisão de Morales de nacionalizar os hidrocarbonetos bolivianos, afetando os interesses da Petrobras, e às críticas no Paraguai pelas supostas desvantagens do país no Tratado de Itaipu, assinado em 1973.