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Luiz Mir - o PT é fruto da CNBB

Iniciado por zito em 01/06/2007 · 13 mensagens

zito#1
O historiador Luiz Mir está lançando o livro "Partido de Deus". A obra traça um painel da influência da Igreja Católica na política do país, com ênfase na segunda metade do século XX. Segundo ele, a partir do Concílio Vaticano II, a Igreja mudou sua orientação, participando mais da política.

No caso concreto do Brasil, ainda segundo o historiador, o Partido dos Trabalhadores (PT) jamais teria existido sem o apoio da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)." O Partido dos Trabalhadores/CUT é um produto da igreja católica, mas eu preferiria, ao invés da Igreja Católica, usar CNBB."" O PT/CUT é um projeto anacrônico, é um projeto messiânico, que é herdeiro da ação católica de 1935 ..." "O mensalão coloca a CNBB na maior crise orgânica interna que, inclusive exigiu a visita do Papa. O Papa veio como bombeiro, para apagar o incêndio ..."

Fala, ainda, da Assembléia de Itaici, que foi "dramática". Que o presidente Lula foi sabatinado por 10 bispos e que isso, para o Estado laico e republicano é, absolutamente, inadmissível.

Lá (na Assembléia) deveria ter sido apresentado o "projeto petista/católico", a redenção do Brasil, a salvação dos miseráveis etc., o que não ocorreu.

Que o modelo petista/católico brasileiro, reformista, redentor, servisse como modelo latino-americano, um modelo para o 3º mundo, e tudo isso veio abaixo, provocando uma enorme crise na CNBB.

Dessa forma, a alta cúpula em Roma decidiu que o papa deveria vir ao Brasil para "arrumar a casa".

O vídeo tem 12 minutos.

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/…IVRO,00.html
inocncio#2
Para mim não é surpresa. Todo movimento messiânico tem a sua origem num movimento gnóstico. A Nova Ordem Mundial nasceu dentro da Igreja.
Na Alemanha de Hitler foi a Ahnenerbe (acho que é assim que se escreve), Fidel Castro mesmo estudou com os jesuitas em Cuba e parece que eles tem desempenhado um papel importante nesse movimento, temos outras ordens profanas durante o Iluminismo francês alimentando o processo, parece que temos ordens gnósticas dentro da maçonaria também em alguns momentos, dentro dos EUA temos outras seitas gnósticas atuando que alimentam o progressismo americano.
selma#3
é o que disse o Presidente de Portugal Mário Soares no livro O MUNDO EM PORTUGUES, diálogo com FHC.
uriel#4
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Toth, é tendenciosamente protestante e é conspiracy theory mas contem algumas informações e enfoque interessante:
http://www.theforbiddenknowledge.com/hardtruth/black_pope_1b.htm
gustavo_15#5
Quanto a teoria cospiratória, esquece. Os protestantes tem um bloqueio mental com a palavra "jesuita". É trauma, já que eles apanharam demais ehhehehe

Mas, é fato que a ordem saiu dos trilhos e acabou sofrendo uma intervenção humilhante logo no inicio do pontificado de JPII. Isso jogou oxigênio lá dentro, mas, o fato é que depois do CVII eu não consigo ler nada que preste que saia com um "S.J." depois da assinatura. É uma pena, mas, a TL ( aqui na AL) e o cientificismo (nos EUA) tomou conta de tudo deles, principalmente os colégios e faculdades. Os jesuitas, que já foram "a fábrica de santos", hj são a uma mera fábrica de m**** teológica.

Bom... Os jesuítas já eram. Mas, no fim das contas, a Espanha não nos deixou órfãos e acabou nos dando outro grande santo.

G.B.
inocncio#6
Mas é um afastamento da ortodoxia, né Toth.

Não, na minha opinião é uma traição mesmo.
uriel#7
uriel#8
uriel#9
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a influência de Hegel no socialismo é inegável, mesmo que Marx tenha distorcido a dialéctica de Hegel. Por exemplo, o culto do Estado é hegeliano.

Mas Voegelin afirma o mesmo que O. de C.:

"A dialéctica da matéria é uma inversão consciente da dialéctica hegeliana da idéia, e corresponde a processos semelhantes praticados por sofistas, iluministas e anarquistas. Sob a designação mais respeitável de "materialismo histórico" ou mesmo "interpretação econômica da história e da política" é correntemente aceita e surpreende que o diletantismo filosófico de tais teorias não abale a sua influência maciça. Dialéctica é um movimento inteligível das idéias, quer na mente quer noutros domínio do ser ou, então, em todo o universo. Hegel interpretava a história dialecticamente por considerar o logos incarnado na história. No Prefácio à 2ª ed. de O Capital, 1873, afirma Marx que "o meu método dialéctico nos seus fundamentos não só difere do dos hegelianos mas é o seu oposto directo". Na 1ª ed. declarava-se um discípulo do grande pensador contra os autores medíocres que o tratavam como um "cão morto". Considera que na forma mistificada hegeliana, a dialéctica é glorificação do que existe. Na forma racional marxiana "explica a forma do devir no fluxo do movimento".
uriel#10
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"Ao compreender criticamente o que existe positivamente, também implica a compreensão da sua negação e desaparecimento.

A intenção marxiana de inverter (umstülpen) Hegel, considerado como de pés para o ar, assenta numa incompreensão da dialéctica. Para Hegel a idéia não é o demiurgo do real, no sentido de "real" significar o fluxo de realidade empírica que contém elementos que não revelam a idéia. Hegel debate se a realidade empírica é apenas um fluxo ou se tem uma ordem; como filósofo, tem de discernir entre a fonte de ordem e os elementos que nela não cabem. A dialéctica da Idéia é a sua resposta a este problema. Mas Marx abole o problema filosófico da realidade precisamente antes de praticar a inversão; não inverte a dialéctica: recusa-se sim, a teorizar [...]

Karl Marx segundo Eric Voegelin - I
http://www.contra-revolucao.org/index.php?option=com…=81&Itemid=1
ricardo_19#11
Eu assisti a entrevista deste sujeito no programa do Jô Suino. Segundo ele, o papa veio ao Brasil dar um puxão de orelha na CNBB, porque o suposto projeto de um Brasil socialista cristão foi por água abaixo devido a uma serie de motivos que segundo elel estão expostos em seu livro. Percebi que nos 15 minutos em que ele falou, e olha que foi um milagre porque o jotalhão não fecha a matraca, ele deixou a impressão que a posição da CNBB é a posição da Igreja Católica Universal e que dentro do catolicismo não existem outras linhas de pensamento. Certamente a grande maioria do público daquele programa, ficou convencido de que a elaboração deste "santo" projeto, tem o aval de todos os padres e bispos do mundo.
uriel#12
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por outro lado,

"We have considered subjective volition where it has an object which is the truth and essence of a reality, viz. where it constitutes a great world-historical passion. As a subjective will, occupied with limited passions, it is dependent, and can gratify its desires only within the limits of this dependence. But the subjective will has also a substantial life -- a reality, -- in which it moves in the region of essential being, and has the essential itself as the object of its existence. This essential being is the union of the subjective with the rational will: it is the moral whole, the state, which is that form of reality in which the individual has and enjoys his freedom; but on the condition of his recognizing, believing in and willing that which is common to the whole. And this must not be understood as if the subjective will of the social unit attained its gratification and enjoyment through that common will; as if this were a means provided for its benefit; as if the individual, in his relations to other individuals, thus limited his freedom, in order that this universal limitation -- the mutual constraint of all -- might secure a small space of liberty for each. Rather, we affirm, are law, morality, government, and they alone, the positive reality and completion of freedom. Freedom of a low and limited order, is mere caprice; which finds its exercise in the sphere of particular and limited desires.

The excerpt is from an essay called "The Nature of Spirit" by G.W.F. Hegel (1770-1831). And I have highlighted in red what I think are the most significant phrases. Hegel's basic idea is to redefine "freedom" to mean its opposite. THE STATE is the essential reality and embodies all of human progress. And we are free only when we are all merged into a common will within the State. So the ultimate freedom is the freedom of the ant -- freedom to march happily and voluntarily in lockstep with everybody else. Any other freedom is "of a low and limited order" and "mere caprice".
uriel#13

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