A reportagem da Veja dessa semana confirma algo que venho escrevendo aqui há meses: somos todos iguais e a divisāo em raças dos brasileiros ameaça dividir o país.
Mas se fóssemos "todos iguais" seríamos indistingüíveis e não haveria o que dividir. Acho que negar a diversidade biológica humana é uma estratégia anti-racista contra-produtiva e facilmente refutável por qualquer antropólogo forénsico ou mesmo por um geneticista (como vimos no outro tópico sobre o exame genético de Daiane, "Neguinho da Beija Flor" e outros brasileiros negros famosos).
Tais testes genéticos, longe de negar a existência de raça a confirmam, pois se não existisse tal coisa um europeu e um africano seriam indistingüíveis geneticamente.
E se você fizer o exame genético da Xuxa ou do Suplicy, eu duvido que o resultado será "60% negro" (ou índio)! Se houver uma percentagem de genes não-brancos será muito pequena (a maioria das característica européias parece ser recessiva. E não me refiro só a cor dos olhos, pele e cabelo mas também aos traços etc).
O repúdio do termo "raça", na minha opinião, é uma mera polêmica terminológica e ademais a linguagem comum não é pautada pelo jargão técnico-científico (se fosse ganharíamos "massa" ao engordar e não peso).
Não somos iguais geneticamente - nem mesmo gêmeos idênticos são - e evidentemente também não somos iguais de modo nenhum em nossa aparência.
Mas penso que o "igual" aí representa a idéia de que a desigualdade física não equivale a superioridade ou inferioridade, humanamente falando. No que concordo, claro.
A única superioridade/inferioridade que existe é, e sempre será, a nossa bondade ou maldade.
É isso mesmo! Somos iguais perante a Deus, ao Estado de Direito e, de certa forma, mesmo à ciencia (nossas diferenças genéticas são mínimas).
O que nos diferencia é a questão moral (o que inclui personalidade, cultural, atitudes, etc), e é aí que mora ao julgamento das atitudes.
A humanidade é una exatamente por ser múltipla: a condição humana permite infinitas variações no edifício da personalidade que se ergue como uma casca sobre ela.
Puxa, me desculpe! Eu não tinha visto o link de Aurélio.
Eu não li o livro. Só conheço um comentário feito pelo Fukuyama a respeito do mesmo, mas o conteúdo do material já é de se ficar com o pé atrás e verificar com atenção.
Eu também "acredito" na conclusão. É uma questão factual discutível que como premissa não é em si imoral (o problema são as conclusões a que se chegue partindo-se dessa premissa).
Há vários estudos que apontam para o QI superior de asiáticos em comparação com brancos. É claro que os indivíduos variam mas a média de QI pra asiático é mais alta do que a média de QI pra caucasiano. E vários estudam apontam uma base genética para isso (além da cultural, obviamente)
E não, Hitler não se orgulharia de estudos que afirmam que asiáticos e judeus tem QI mais alto do que caucasianos não-judeus. Tanto é que os nazistas proibiram os testes de QI na Alemanha nos quais os judeus em média consistentemente apresentavam resultados melhores.
E, sim, existem estudos com filhos adotivos (famílias voluntárias) e grupos de controle. O próprio John Ray, austaliano conservador respeitado por muitos aqui, menciona isso.
Nos EUA o Bell Curve é discutido livremente e só os liberals raivosos querem censurá-lo. A Ann Coulter em seu livro Godless dedica quase um capítulo inteiro a The Bell Curve, mencionando-o de forma favorável.
Não somos iguais geneticamente - nem mesmo gêmeos idênticos são - e evidentemente também não somos iguais de modo nenhum em nossa aparência.
Não são? Tem certeza Priscila? Gemêos univitelinos segundo meu pequenissimo assunto nesta área, possuem a mesma carga genética.
Tais testes genéticos, longe de negar a existência de raça a confirmam, pois se não existisse tal coisa um europeu e um africano seriam indistingüíveis geneticamente.
Se eu tiver três fios de cabelos, aonde dois são de nórdicos e um de uma pessoa com origem africana. Posso dizer quais dos cabelos são dos dois nórdicos e qual é do africano?
quanto aos judeus, são um grupo que há séculos pratica a endogamia. São em geral da raça branca (caucasiana) mas distinguem-se geneticamente dos não-judeus de forma a poderem ser reconhecidos como judeus pelo DNA. Há inúmeros estudos sobre isso. Há doenças genéticas que só afetam os judeus askenazim, como a doença de Tay-Sachs.
[url]/CommMsgs.aspx?cmm=82999&tid=2494081339067239895&kw=tay&na=3&nid=82999-2494081339067239895-2494497250818072328&nst=13[/url][url]/CommMsgs.aspx?cmm=82999&tid=11092704&kw=nature[/url]Judeus e japoneses são mais inteligentes?
Não li o livro "a curva do sino", mas acredito que haja, realmente, maior potencial de inteligência em grupos etnicos específicos, da mesma forma que há maior agilidade em outros e força fisica e resistência em outros mais.
Mas há que se ressaltar que as diferenças, se existirem, são minimas, e, dentre universos étnicos distintos, um inteligente de um grupo será muito mais inteligente do que o "burro" de um grupo étnico mais predisposto.
Seria mais ou menos como comparar o desempenho de corredores africanos. Eles são praticamente insuperáveis, mas isto não quer dizer que um europeu que treine maratonas correrá menos do que um etíope que não pratica a corrida.
Potencial sem treino não quer dizer nada, e, desta forma, não dá para se falar em nada que não seja termos médios. Isto impossibilita rotular quem quer que seja.
Pois é, Manoel, mas cê tá errado: gêmeos univitelinos têm uma carga genética não completamente idêntica. Nos velhíssimos tempos do meu segundo grau (pra não entrar em detalhes complicados e muito técnicos, e não parecer "metida"), a gente aprendia o fenômeno do cruzamento das cromátides internas dos cromossomos. Esse interessante fenômeno permite, mesmo minimamente, variações no patrimônio genético de cepas advindas de uma única célula inicial. A obra de Deus é de uma variedade extasiante, sabe: e me parece que tal intenção é óbvia.
Quanto à racionalidade (que é o que vocês estão chamando de "inteligência"- e eu não debato o ponto, porque sei que as duas palavras são mesmo usadas como sinônimos, embora não sejam) maior ou menor de tal ou qual grupo, eu suponho que isso não só pode, como tem que ser verdade: o já amplamente citado algoritmo que representa a razão varia mesmo de tamanho entre cada indivíduo, e "estirpes" de melhor ou pior dotados nesta características existem, como em outras características também! Seria espantoso se fosse diferente...
Assim como altura, propensões diversas (sejam "jeitos" ou tendência a doenças), peso, etc, etc, etc - também o tamanho da razão é herdado - e, embora todos esses atributos possam ser estendidos, não vão nunca ultrapassar o limite genético que esta herança representa.
Mas, meus caros amigos, "inteligência" não é isso, espantem-se!
Inteligência, como eu já tive oportunidade de defender aqui e alhures () é a interação da razão com um fator não mensurável e absoluto chamado consciência, que Deus deu de presente a todo e qualquer ser humano. Isso muda o modelo, quebra o paradigma imposto por quem não leva em conta um dado tão fundamental - e, portanto, incorre num erro fatal, inclusive do ponto-de-vista científico.
Levando-se em conta o fator consciência, a "inteligência"deixa de ser MENSURÁVEL, porque é um processo, e não uma coisa - e toda a argumentação mencionada sobre o assunto cai por terra, como um balão furado.
O "fator consciência"- absoluto, não-algorítmico, imensurável - TEM que ser levado em conta mesmo entre ateus, para que o entendimento do processo (ou conjunto de processos) denominado "inteligência"possa ser compreendido. Mesmo que o sujeito não creia que aí está a ponte transcendental, ainda assim ele incorrerá em erro se não o fizer (fatal, repito), semelhante ao einsteiniano, quando não quis levar em conta a física quântica em seus (até então) brilhantes cálculos (eu até acho que ele entendeu, sim - só não quis dar o braço a torcer).
Ou seja: não é a ciência que tem "culpa"de nada - e sim a obtusidade de alguns...
Eu, por mim, repudio a noção do livro, porque inteligência ( no seu sentido preciso, não como sinônimo de "racionalidade") NÃO PODE ser medida.
Ô, meu Deus, eu disse que "não ía debater o ponto", e não fiz outra coisa...
Seguinte: o que eu quero dizer é que entendo a confusão, porque a palavra "inteligência"é mesmo usada como sinônimo de "razão"- e não existe nenhuma palavra específica para definir o processo que eu menciono. Mas, a rigor, eu acho que o sentido de "inteligir" é exatamente o do processo, não o de um dos ítens do processo. Por isso eu preservo o termo para o "todo", e acho que para a "parte" o termo razão está muito adequado.
Eu também já disse que sou muito pouco hábil quando tento me explicar.
Perdão, faço o melhor que posso, e um dia eu chego lá...
Pois é, Manoel, mas cê tá errado: gêmeos univitelinos têm uma carga genética não completamente idêntica.Esses gêmeos são formados a partir da divisão da mesma célula ovo e possuem DNA idêntico”, afirma o geneticista Francisco Salzano, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Eles possuem o mesmo DNA, apesar de ao longo do desenvolvimento, por influências ambientais, acabarem se diferenciando. Logo possuem o mesmo genôma e até as mesmas impressões digitais
As mesmas impressões digitais??? De onde você tirou tal sandice?
Que eu saiba, salvo melhor juízo, as impressões digitais não são formadas por influência dos genes, mas por fatores aleatórios ocorridos durante a vida uterina, quando o feto adquire uma lanugem que deixa sua marca na pele do bebê.
Posso até estar enganado quanto a esse fator, mas que gêmeos idênticos NÃO TÊM impressões digitais semelhantes é um fato, que inclusive serve para sua identificação.
As mesmas impressões digitais??? De onde você tirou tal sandice?
Influências ambientais modificam nossa impressão digital. Concordo que me expressei errado e gêmeos univitelinos possuem digitais diferentes por estas influências.
A questão principal que eu quero debater é que salvo as influências ambientais, gêmeos univitelinos são exatamente clone um do outro. Tem o mesmo gênoma e carga genética.
Não, não, Manoel: não é isso, não.
Eu me refiro a outra coisa, que acontece no pareamento dos cromossomos. Depois do alinhamento, existe um cruzamento de cromátides internas nos cromossomos, e isto é um dos mais fascinantes (e menos entendidos, uma vez que o processo é aparentemente regido por uma determinação quântica imprevisível - e determinações quânticas imprevisíveis, é bom não esquecer, ganharam o apelido de "acaso") fenômenos da divisão celular.
É uma reordenação, portanto, considerada aleatória, mas na minha opinião minuciosamente determinada. O fato é que gêmeos univitelinos não detêm um patrimônio idêntico, e a verdade é que a unicidade absoluta de cada ser (humano ou não) é uma das constantes do universo, embora não expressa por uma equação matemática (até onde eu sei), e portanto sem o status de lei.
Aproveito para dizer que, se a humanidade recusar aquilo que não é mensurável ou previsível em qualquer âmbito, a ciência vai representar um punhadinho de idéias que não irão longe, como também já mencionei, e a compreensão irá para o beleléu, sem sombra de dúvida.
A ciência, depois da física quântica, não pode mais se ater ao antigo modelo, e depende crucialmente de sua rejeição para seguir em frente. Se isso não acontecer, toda a possibilidade de compreensão se esgotará, e apenas vai existir um simulacro tecnológico, uma caricatura ridícula e mixuruca do que um dia foi uma elevação do entendimento.
Como eu disse, a diversidade absoluta, e portanto tendente ao infinito (pela própria definição de absoluto) é uma expressão da Vontade Superior - e o afastamento deste reconhecimento (que é rigorosamente indispensável) afasta a mente humana da compreensão do universo, e não o contrário.
De novo pra não complicar, procurei na Internet um texto simples e razoável para mostrar o mecanismo do crossing-over - e achei esse aqui.
Não é uma Brastemp porque é apenas uma explicação simplificada, mas dá para o gasto.
Tem ainda o independent assortment - procurem aí.
Eu ando tão enferrujada! Preciso dar uma atualizada nessas coisas, pra poder falar mais direitinho...
Deixa eu só dizer uma coisinha, pra esquentar o debate: o patrimônio de TODAS as células do seu corpo é o mesmo - mas elas são diferentes entre si, e a célula da sua bochecha, por exemplo, é diferente do seu hepatócito. A explicação biológica tradicional diz apenas que a informação para que uma célula "se transforme"em qualquer coisa, as informações para que ela seja "outra coisa"são suprimidas, restando apenas a informação para que ela se transforme "nesta específica coisa". Esta informação estaria contida na estrutura do DNA - e portanto, cepas resultantes de uma única célula teriam que obrigatoriamente ser idênticas, e a verdade é que não são. Uma explicação para isto é a ação de campos invisíveis de radiação que influenciam o processo de divisão, apelidada de radiação mitogênica, por sua influência na mitose.
Ou seja: eu me expressei mal desde o começo! O DNA é igual em gêmeos idênticos - mas o patrimonio genético não é o DNA, e sim o processo que abrange o DNA mais os campos de energia associados a ele.
Agradecimentos efusivos a Davide Castelvecchi e Robert A.J. Matthews, que me ajudaram a explicar melhor o que eu tão ineptamente me meti a fazer.
Tem média razão, A. L. - se bem que, embora a proporção seja muito maior na meiose, as duas coisas podem acontecer na mitose também, mesmo em organismos diplóides. Mas parece que não é exatamente isso, como me explicaram os citados acima: eles me disseram que eu estou TODA ERRADA, porque já parto de um princípio incompleto, de julgar o DNA e o patrimonio hereditário como sendo uma única coisa.
O patrimonio hereditário completo seria o processo pelo qual o DNA e a mencionada radiação mitótica interagem, e tal processo corresponde a uma dinâmica única. Somente dentro desse conceito o patrimonio hereditário de qualquer um, inclusive o de gêmeos idênticos, é único e irreprodutível - e não pode, é claro, ser completamente definido, porque obedece aos princípios da mecânica quântica (basicamente o princípio da incerteza, esse cretino que não me deixa dormir).
Fora dele, quem tem razão é o Manoel! Física quântica é fogo, cruzes! ! Eu vivo me escabufando de estudar e só levo bronca...
Mas é isso aí, e faz sentido, claro. Esse conjunto (ou processo) é, então, tanto o responsável pela diferenciação celular num único indivíduo quanto pela diferenciação celular em dois, ou mais, indivíduos provenientes de uma única célula.
A esquerda incita o conflito de raças entre brancos e negros, estimula o orgulho racial negro e ao mesmo tempo propaga a idéia de que "raças não existem", enfatizando a miscigenação brasileira - que nada mais é que a nossa mistura de... raças!