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Trivium, Quadrivium e mais 25 anos de estudos

Iniciado por zito em 04/06/2007 · 8 mensagens

zito#1
http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris1_1.htmNa Idade Média européia, o sistema adquirirá uma grande estabilidade. Os estudos começavam na adolescência, pelo Trivium e Quadrivium, que duravam mais ou menos dez anos de aprendizado, depois o sujeito entrava numa das três faculdades — Direito, Medicina ou Filosofia. Nesta, o tempo de aprendizado até o aluno chegar a um estado comparável ao que hoje se chama professor pleno era de aproximadamente vinte e cinco anos — o tempo que um professor universitário brasileiro leva para chegar à aposentadoria.

São Tomás de Aquino, o santo e filósofo do catolicismo, nasceu em 1225 e faleceu em 1274 (na "Baixa" ou "Plena" Idade Média).

Com 27 anos de idade, forma-se bacharel bíblico e torna-se mestre no Convento Dominicano de Saint Jacques, em Paris e, depois, na universidade, em 1256.

Se o Trivium e o Quadrivium, juntos, somam 10 anos de estudos, somados aos 25 anos informados somam 35 anos de estudos para chegar-se a um professor pleno.

Tomás de Aquino foi uma exceção ?
zito#2
"Se o Trivium e o Quadrivium, juntos, somam 10 anos de estudos, somados aos 25 anos informados somam 35 anos de estudos para chegar-se a um professor pleno.Alguém conhece alguma literatura ou fonte que trate dessa questão de forma mais abrangente ?
joel_2#3
acho que os 25 anos necessários incluem os 10 do trivium e quadrivium.
E as pessoas, pelo que eu saiba, entravam na universidade mais jovens do que hoje. Não tinha colegial, e muito menos cursinho...
zito#4
Que tanta coisa assim explica ?
priscila#5
Santo Tomás de Aquino foi uma singularidade intelectual e espiritual, um pilar da inteligência verdadeira, é isso.
O homem que escreveu a Summa, e que paciente e detalhadamente respondeu a questionamentos e não se furtou ao debate, o homem que compartilhou com todos nós seu entendimento privilegiado, merece o título de Doutor da Igreja.

Eu sou fã número um de Santo Tomás, e já contei que minha casa em Petrópolis é vizinha de muro da igreja dedicada a ele, portanto o chamo carinhosamente de "vizinho". Faço absoluta questão de participar de sua festa anual, e devo dizer que, na última, o Bispo de Petrópolis falou muito tempo e muito bem, explicando aos paroquianos quem foi Santo Tomás, gigante entre gigantes.
Salve o Doutor Angélico!
lucas_6#6
O texto de Olavo não diz que existia o título de "professor pleno" na época.

Pessoalmente, não conheço detalhadamente a história da educação medieval, mas me parece que havia uma enfase relativamente pequena nos títulos e graus. Não havia uma estrutura tão rígida e burocrática quanto existe em nossos dias. Por isso, eu acho que havia mais espaço para a promoção por mérito, e não era impossível que fosse dado a um jovem uma posição normalmente dado a um professor mais velho. Repito: não conheço bem a história, e não sei se foi exatamente isso que aconteceu no caso de Santo Tomás, mas acho que estes 25 anos era mais uma tendência geral, não se tratava de cumprir exatamente cada um deles.
zito#7
Então, por isso que seria válida a leitura de algumas fontes, pois esse assunto de progressão da vida acadêmica medieval é bastante interessante e denota que o amadurecimento demanda longos anos de estudo.
lucas_6#8
Bom, tem alguns livros que Olavo sempre recomenda, mas eu ainda não li, estupido que sou.

A Vida Intelectual - do padre Sertillanges
Jean Guitton - (vários títulos sobre a vida intelectual, não sei qual Olavo recomenda, já vi um "conselhos sobre a vida intelectual" e "o trabalho intelectual" e outro com título parecido)
The House of intelllect - Jacques Barzum

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