Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Sentimento separatista dos Gaúchos

Iniciado por renan_6 em 10/06/2007 · 112 mensagens · página 1 de 3

renan_6#1
Sou gaúcho e sempre tive orgulho da minha terrinha. Nasci na Fronteira, ali, quase no Uruguai e conheço bem o sentimento platino e castelhano que domina toda a região do Pampa. Por muito tempo defendi idéias separatistas, contaminado pelo sentimento geral que se tem, principalmente por parte dos jovens, da "gurizada".

Hoje em dia acho este sentimento particularmente QUASE ARIANO.

Só o gaúcho presta, o resto no Brasil é lixo. É assim que pensam muitos. Os mesmo que se juntam na final da Copa do Mundo pra torcer pelo Brasil.

Vocês, brasileiros, gaúchos ou cidadãos do mundo, o que pensam deste traço "histórico" do povinho daqui?

Acho perigoso e hoje em dia condendo. Passei a dar muita risada até das piadas de Gaúcho .

Abraço
lushenrique_2#2
Isso é doença mesmo. Mas, a gente é roubado. São Paulo é mais ainda. A gente trabalha, trabalha, trabalha pro Lula fazer o bolsa-família pro nordeste.
uriel#3
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Renan, não sei os outros, eu por princípio tendo a apoiar e simpatizar quase todo separatismo - inclusive o gaúcho. Mas por razões pragmáticas, geo-políticas etc na atual situação nossa acho que o separatismo gaúcho afronta a Segurança Nacional e deve ser reprimido.
antnioluiz#4
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kleber#5
que besteira essa idéia separatista, olha que eu moro em SP, o maior e mais poderoso estado da américa latina, toda a União é importante, querer separar cheia mesmo a arianismo, se SP é grande é graças aos nordestinos, aos nortistas , sulistas e aos imigrantes que vieram para cá.
rorschach#6
pois eh sou gaucho tmb...sempre defendi a separacao (ja vem de familia) mas nao vejo como sendo algo racista ou "ariano" vejo pelo simples fato que possuimos uma cultura um pouco diferente, nao melhor nem pior.

e acho que todos os povos tenham direito em tentar uma vida melhor para seu povo....o pior de tudo eh que vejo o pessoal mais novo se "abrasileirando" quem eh do sul sabe oque eh isso, funk, axe, pagode...todas essas merdas sao enfiadas quela abaixo. E eh isso que me revolta mais. E como vou ao brasil em 5 a 5 anos noto a diferenca.

Sou a favor de SP se separar ou o nordeste ou quem seja.......nao esta funcionando? separa-se acho que 500 anos de tentativas frustradas ja seja o suficiente. e continuar no erro mas sempre esperando um resultado diferente eh loucura, literalmente.

e esta ecrito la ainda: "republica rio-grandense" 1835-1845
diego_10#7
1. Na verdade, se nao fosse pelo RS grande parte do territorio brasileiro estaria em maos "castelhanas". Pode haver patriotismo maior que esse?

2. Temos coisas otimas (churrasco, Forum da Liberdade e o Internacional, p.ex) e ja exportamos coisas tenebrosas (Brizola e Jango, para resumir...).

3. Parte do nosso isolamento decorre do hermetismo da cultura local. Como explicar a um baiano, p.ex., o sentido de uma "payada" de Jayme Caetano Braun, ou que os versos de um poeta chamado Gujo Teixeira lembram Vinicius de Moraes? Que Luiz Marenco e um zilhao de vezes melhor do que 99,9% por cento dos famosos talentos musicais patrios?

4. A identidade local, entretanto, nao nos torna separatistas. A maioria das pessoas que defende tal ideia o faz "da boca pra fora". Tanto que dito "movimento" jamais teve adesao digna de nota da populacao riograndense (se bem me lembro a ultima "passeata" reuniu uns cinco ciclistas).

5. E isso ai, tche.

P.S.: DIFERENCA ENTRE SONHO E PESADELO: SONHO - comer um churrasco assado por um gaucho, numa praia nordestina, numa festa organizada por um paulista e animada por um carioca. PESADELO - comer um churrasco assado por um nordestino, numa praia gaucha, numa festa organizada por um carioca e animada por um paulista.
marcos_12#8
Esse sentimento separatista daqui me parece uma armadilha. A sensação que tenho é de que, separado o RS do Brasil, as coisas melhorarão muito.

O problema é exatamente esse: mudança de realidade através de uma alteração geopolítica e política. Isso é perigoso porque pode frustrar as pessoas futuramente.

Também não tenho opinião sobre o separatismo. Creio que a melhor coisa a fazer no Brasil é melhorar a si mesmo para dar o exemplo e espalhar nossas atitudes e princípios às pessoas ao nosso alcance. Enfim: falei o genericamente óbvio, mas é isso mesmo.
marcos_12#9
Existem pessoas realmente conservadoras no RS, em especial no interior. Os petistas conseguiram avacalhar com esses valores e misturaram tradicionalismo com petismo, fisgando muita gente com essa ilusão. Ainda assim, o conservadorismo tem força em muitos locais.

Lembro quando saiu uma reportagem na Zero Hora sobre a cidade daqui do RS que teve a maior votação a favor do Geraldo Alckmin no segundo turno das eleições do ano de 2006. Alckmin tinha recebido mais de 80% dos votos da cidade. A frase em destaque de um dos moradores (seria prefeito? Não lembro...) era quase essa: "Ninguém gosta dessa coisa de comunismo por aqui".

Dito e feito.
diego_10#10
Com relação ao desarmamento, a votação foi uma lavada também.
collector#11
Eu nasci no Rio Grande do Sul, mas não sou gaúcho; eu sou Sul-Riograndense!
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Esse "apelido" gaúcho vem do francês gauche, que significa esquerda - mas também serve para designar o desajeitado, estranho, acanhado, deslocado...
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Se você observar a história, verás que essa porcaria de política populista surgiu no BR a partir da politicalha do Getúlio Vargas. Que deixou essa herança nefasta pra outros populistas desgraçados: Jango, Brizola, Olivio Dutra, Tarso... essa idéia de "político pai de todos" que "resolve todos os problemas", é uma peste impregnada na cultura do Gaúcho!!
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thales#12
Esse tópico tangencia vários pontos importantes relativos a conceitos fundamentais de ciência política, que eu, sendo gaúcho, acho importante investigar a partir da experiência imediata:
1) Até que ponto existe naturalmente, no mundo dos fatos, uma entidade como a "nação", para além da língua, da religião e das referências culturais comuns (ainda mais considerando a noção de Império e/ou de Republica christiana que sempre esteve na origem e no horizonte da "mitologia" política durante a formação da idéia moderna de nação, e que, portanto a precede)?
2) Se existiu, que sentido ainda tem essa noção em um mundo com meios de comunicação de massa que não conhecem fronteiras, em que existe muito intercâmbio entre as próprias línguas, pra não falar das referências culturais cruzadas, e em que a religião vem perdendo o papel de norte declarado da organização social?
3) "Quando" é mesmo que, "no curso dos acontecimentos humanos, torna-se" bom ou justo que um povo dissolva "os laços políticos que o ligavam a outro"? Quais as caractérísticas que permitem deduzir que um determinado povo deva se separar de outro ao qual esteve antes unido (ou se unir)? Em outras palavras, quando uma comunidade com características de nação deve se organizar em uma comunidade política separada?

Há lugares (a cidade de Santa Cruz do Sul, o RS, se comparado com o resto do Brasil, os EUA, a Itália, em ordem crescente, segundo a minha impressão) em que se observa mais fortemente esse senso de comunidade, mas, na verdade, quando um professor italiano me falava dessas coisas, eu me sentia como um cego tentando conceber as cores. E, por outro lado, depois de algum tempo fora do RS, eu experimento uma saudade que não é só da minha família, dos meus amigos e da minha rotina, mas também do jeito de ser das pessoas, de coisas que eu, quando estou aqui, até acho às vezes irritantes. Já o Brasil não me inspira muito esse tipo de sentimento, não me sinto mais em casa no RJ ou em SC do que nos EUA.
orkut_7#13
Esse "apelido" gaúcho vem do francês gauche, que significa esquerda - mas também serve para designar o desajeitado, estranho, acanhado, deslocado...

Pouco provável essa hipótese. Não se sabe ao certo a origem da palavra gaúcho. O mais provável é que seja uma corruptela da palavra garucho que significa índio vago (vadio, andante), de maus bofes, rude, meio bandido e destemido, tal como eram muito dos os primeiros riograndinos que cruzavam essas terras sem leis nem ordem.

Já o separatismo dos gaúchos é histórico/sentimental, fruto da Guerra dos Farrapos.
orkut_7#14
Índio vago, no caso, não significa os nativos indígenas e sim qualquer vagabundo sem raíz, a maioria eram mestiços.
orkut_7#15
É garrucho com dois erres.
thales#16
A rigor (e isso é, claro, falta de caridade da minha parte, defeito meu), prefiro ouvir os estrangeiros falando português com sotaque do que o que eu reputo como "sotaque" dos outros brasileiros.

Minha intenção com isso é dizer: não consigo sentir pelo RS a identificação que eu tenho a impressão de que um italiano sinta com a Itália, mas ela ainda é maior do que a que sinto em relação ao Brasil.

Por outro lado, e isto me parece evidente, é necesário conhecer e amar coisas mais altas e "distantes" do que a "nação", mas, como diz o Merry no SdA (eu não tenho como prescindir de usar linguagem poética para falar de um assunto tão confuso na minha cabeça...), há um pré-requisito: "Acho que primeiro é melhor amar aquilo que temos condições de amar: deve-se começar em algum lugar e criar raízes, e o solo do Condado é profundo. Mas ainda há coisas mais profundas e mais altas, e nenhum feitor conseguiria cuidar de seu jardim no que ele chama de paz se não fosse por elas, que ele as conheça ou não." A pergunta é: o solo do RS é profundo o suficiente para criar uma identidade que sirva de caminho para o amor a essas coisas mais altas?

Eu certamente não espero de uma ordem política a solução de muitos problemas e reconheço que toda essa coisa pode ser ideologizada, mas, se essas raízes forem necessárias, é importante reconhecer que o Brasil aparentemente as permite muito pouco, e, na falta de coisa melhor, talvez o RS as possa oferecer.
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No mais, não vamos também inventar um politicamente correto de direita. Há várias origens possíveis para a palavra "gaúcho", umas mais honrosas, outras nem tanto (e essa associação com "gauche" m,esmo tem muito mais a ver com nos chamar de "camponeses", "caipiras" - aliás, algo parecido com o significado de "franco", por exemplo do que "esquerdista...), mas, como quer que seja não há por que ficar "reformando o vocabulário"...
thales#17
A Guerra dos Farrapos é outro problemão... É, em si, uma história bonita, com heroísmo e bravura, mas, no fim, foi uma guerra de uma república carbonária contra uma monarquia cristã. E as próprias Guerras Guaraníticas, outro dos mitos fundadores do RS, são um problemão, mesmo supondo-se que as Missões tenham sido perfeitamente ortodoxas, e não a república comunista que os professores de História nos vendem.
E, por outro lado, essa compulsão por enlamear a reputação dos nossos pais fundadores não é ela mesma um cacoete de historiografiaa marxista?
tobias#18
Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=HvjIqEHQmaQ

Envidou os pagos numa só parada, 33 de espada, mas perdeu de mão
Nesta vida guapa vivendo de inhapa, vai voltar aos pagos para remoçar
Quem vendeu tesouras na ilusão povoeira, volte pra fronteira para se encontrar
Volte pra fronteira para se encontrar

O que diferencia o RS do resto do país é que nos temos a fronteira, e quem quiser entender que entenda
orkut_7#19
Saint Hilaire, nos seus minuciosos apontamentos de 1820 menciona: "esses homens sem religião nem moral, na maioria índios ou mestiços que os portugueses designavam pelo nome de Garruchos ou Gahuchos".
thales#20
Vídeo do YouTube

Mas já aviso que a música não é ortodoxa, é quase tchê music (blargh!), e isso nem tem a ver com o fato de terem metido o Getúlio ali...
orkut_7#21
Perder para o mão com 33 pontos uma falta envido é o cúmulo do azar, mas já aconteceu comigo :p
kleber#22
gaucho não sabe nem jogar truco.
renan_6#23
Grande Mano Lima!!

Bagual até o osso!!

"Quando eu morrê, quero que me atirem numa coxilha prá que venham os urubú, me comam e me saiam cagando pelo Rio Grande afora"

BAH!
vincius_2#24
O melhor estado do pais não é o Rio Grande do Sul. É Santa Catarina, que nos isola do resto.
Por mim que separe.
vincius_2#25
E Mano Lima é o cumulo da grossura. Joca Martins e Luiz Marenco dão de dez a zero.
vincius_2#26
O meu sotaque é bem carregado. Bem melhor que o falar meio cantado, viadístico mesmo, de Porto Alegre e região. Guasca macho tem sotaque do interior.
joo_orkut_3#27
Valter,

Se puder levar SC junto ( essa porra desse estado não tem praias) manda ver!!! heheheh!!

[modo manezinho on]

O mó quirido, taix doido? Em que mundo tu vivex??

[modo manezinho off]

Só em Floripa tem algumas praias belíssimas! Isso sem contar o resto do estado...
orkut_7#28
...mesmo supondo-se que as Missões tenham sido perfeitamente ortodoxas, e não a república comunista que os professores de História nos vendem.

Tenho ouvido muito disso, isto é, gente defendendo a tese de uma tentativa dos jesuítas em criar sociedades socialistas nas Missões. Não vejo como, pois os socialistas pré-marxistas nem deviam existir na época. No meu entender, e posso estar errado, os missionários inteligentemente tiveram que se adaptar nas formas das sociedades indígenas (coletivas) para catequizá-los e o fizeram muito bem, pena que acabou mal com o Tratado de Madri.
thiago_7#29
pelo menos parte da cidade de são paulo é vdiversão, afinal ela é bem perto do litoral.
thiago_7#30
mas falando sério, aqui no brasil creio que o motivo não é um sentimento separatista, e sim que o Brasil tem problemas sérios, pobreza, corrupção, burocracia...
vincius_2#31
Os jesuítas eram milenaristas. Além do mais, a idéia de se ter nas reduções jesuíticas dois sistemas de produção, um voltado para a coroa portuguesa, e outro voltado para a comunidade, as assim chamadas terras de Deus, denotam que os Jesuítas tinham sim algumas concepções coletivistas. Aliás, o próprio Rosseau tecia loas ao novo sistema de produção da companhia de Jesus.
martin_2#32
na verdade o RS é excluido da nação

culturalmente excluido e negado. nada é assumido como brasileiro se for criado no RS

os gauchos são os negros ou os judeus do brasil

não é à toa que dizem a palavra gaucho vem de guacho que significa orfão

castelhanos demais para ser brsileiro e brasileiro demais para ser castelhano
thales#33
Mas não basta para ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

Isso é conservador! 😉
vicente_3#34
nunca gostei de música gaúcha e sempre ignorei os festejos da semana farroupilha

99% dos separatistas o são apenas da boca pra fora
marcos_11#35
Para haver um país é bom que exista uma nação embora haja inúmeros exemplos de país sem nação (o Kuwait é um) e nação sem país (os curdos).

Não existe embasamento histórico para que a antiga Capitania de São Pedro do Rio Grande torne-se um país separado do resto do Brasil.

Primeiramente, como costumam dizer os próprios gaúchos, eles lutaram para ser brasileiros.

Não há diferença básica entre a colonização daquela região em relação ao resto do Brasil até meados do século XIX. O povo é essencialmnente luso-ameríndio e africano. Sucede que isso varia de acordo com a região. O Rio é basicamente luso-africano, a Bhia mais africana que lusa mas também com mtuita contribuição ameríndia. O nordeste é mais índio e português quase que exclusivamente em algumas regiões e bem africano em outras como Pernmbuco.

No sul a população africana é bem menor e a base da população é portuguêsa (principalmente açoriana) miscigenada com índios. Apesar de um contacto muito maior com os castelanos do que o resto do Brasil, o Rio Gde do Sul tem muito pouco de influência espanhola. CONTINUA...
marcos_11#36
Procurem, nos primeiros livros da cidade portuguêsa mais meridional das américas, Colônia do Santíssimo Sacramento, hoje conhecida só por Colônia (no Uruguai em frnte a Buenos Aires) e que foi fundada em 1680, os nomes que não sejam portuguêses. Podem procurar.

A partir do século XIX o sul recebeu grande leva de imigrantes que mudou esa configuração demográfica. Mas isso não é motivo sufuciente para criar um país. Os caras chegaram ontem e vêm-se no direito de aqui criar um quisto e separar a região do Brasil?

Os movimentos separatistas do XIX foram comandados pelas elites locais (e digo isso sem depreciá-las) por conta de conflito de intereses que não envolviam propriamente uma identidade diferente. Conciliados esses interesse, fez-se a paz.

Hoje há vários tipos de separatistas. Consigo identificar os seguintes. Os de boa fé, que acham isso bom para a região sem qualquer tipo de sentimento hostil em relação ao resto do Brasil, os de ascendência antiga na região mas aculturados e deslumbrados com teorias supremacistas racistas e alguns desenraizados, imigrantes, muitos deles nazistas.
Ressalvo que a grande maioria de imigrantes têm um sentimento de brasilidade muito maior que a maioria de nós
marcosleonardi#37
Eu era, porque nunca nutri nenhum sentimento bom pelo Brasil e pela questão tributária, e o Rio Grande do Sul eu amo. Porém deixei de ser separatista, porque vi que o federalismo seria mais vantajoso economicamente, só isso.
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Assim como tá, não dá, pois do que se envia de dinheiro pra Brasília, volta 1/3, quando muito (situação não muito diferente dos demais estados da Região Centro-Sul do País), separado, é difícil, tem que ser muito ingênuo pra acreditar que numa hipotética separação o Brasil aceitaria na boa, sem criar barreiras comerciais.
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Mas pra chegar ao federalismo, tem que existir algo mais extremado, alguém encomodando, ameaçando separar, porque se só se reivindicar feração de fato, vai se chegar numa resultante final, no máximo num estado intermediário entre o centralismo e o federalismo. Se tiver separatista porra-loca espalhado por tudo que é canto do país (a nível estadual, não falo de tribalismo indígena), vai ser fácil dar autonomia as nações do Brasil
orkut_7#38
Mudando um pouco de assunto. É bom lembrar a carnificina da Revolução Federalista de 93. As degolas foram tantas que os gaúchos fazem questão de esquecer aquela guerra por vergonha. Criou-se até um mito chamado Adão Latorre, um negro encarregado das degolas praticadas pela parte dos federalistas. Conta-se que em uma certa ocasião, quando ele foi degolar mais um, o condenado numa última tentativa de salvar a pele perguntou para o negro: "Quanto vale a vida de um pai de familia?" e Latorre respodeu: "Vale muito com certeza, mas a tua agora não vale mais nada, porque tu está na ponta da minha faca" o condenado como última declaração a fazer na vida disse: "Então corta negro filho d'uma puta".

Adão latorre nunca negou que degolou gente, mas fazia uma ressalva, ele era um homem da "tradição", se ele não fizesse fariam nele. Ao que parece o carrasco queria dizer que cumpria uma obrigação abjeta que outros não tinham coragem de fazer e, segundo dizem, as tarefa das degolas eram passadas para um negro, gente "inferior". Isso pode não ter sido regra, pois há fotos tiradas momentos antes de uma degola onde um degolador branco, estava com a faca no pescoço do condenado junto com outros à sua volta, todos sorrindo, num ritual da sadismo vergonhoso e fora do comum.

Conta um filho de Adão que ele dava um único conselho para os filhos: "Cuidem-se sempre", de fato eram tempos difíceis. Matava-se muito por idealismo ou pela simples cor do lenço (branco ou colorado), onde os envolvidos, como é de praxe nesses casos, sabiam pouco ou nada por o que lutavam, matavam ou morriam.
orkut_7#39
O tenente coronel Adão Latorre morreu na Revolução de 23. Uma das primeiras vítimas de rajada de metralhadora, coisa desconhecida até então dos gaúchos.
orkut_7#40
Não sei quem disse, acho que foi Bento Gonçalvez, por ocasião do acordo (honroso para ambas as partes, dizem) que encerrou a Revolução de 35, que os gaúchos eram brasileiros antes de serem gaúchos. Podiam até ser antes da guerra, mas o sentimento se inverteu depois dela.
joo_orkut_3#41
Entendi agora... hehehe
lzaro#42
unico estado que é brasileiro por opçao barbaridade vivente aponta da adaga
clamor#43
Republica Federativa do Pampa!
gbschmitt#44
marcosleonardi#45
Bender

No final da Revolução Farroupilha, os gaúchos não tinham muita opção, na prática ou era aceitar a ajuda do inconfiável Rosas, ditador argentino, ou assinar a paz com o Império. Provável que o Rosas quisesse anexar o Rio Grande às Províncias Unidas do Rio da Prata, sendo de jure ou não(anexação branca). Então na prática foi uma escolha entre a quartelada da Argentina e o Império do Brasil
vincius_2#46
O que o Inter tem a ver com petismo, meu caro?
mafiusus#47
Grande porcaria de Estado deve ser uma nação de burros, pq o PT se criou por lá. Eu conheço gauchos de Roraima, Amazonas, Rondonia. Tem cidades inteiras formadas por gauchos e eles defendem o norte como a terra deles e é de verdade. Mas, parece que os gauchos bandidos foram todos para o Sul do PArá, que é uma terra sem lei de fato, tem zonas areas de exclusão, que nem policia estadual, federal FBI as FARCS entram lá.
orkut_7#48
Bem lembrado Marcos, os farroupilhas tiveram que escolher a opção menos ruim e eles iam perder a guerra para o Império, mais dias ou menos dias. As forças eram desproporcionais e foi somente a bravura e o idealismo (ou fanatismo) farroupilha, elemento faltante para os legalistas, que fez a guerra durar 10 anos.
renan_6#49
Primeiro, um é vermelho e "povão".

O outro é azul e mais elitizado (embora tenha se popularizado bem mais nos anos 90)

O Inter tem uma cara "latina" na sua história. Uma mistura de espanhóis e povos mediterrânicos. Um povo virtuoso e valente.

O Grêmio, ao contrário, uma cara germânica, nietzscheana, wagneriana, sisuda. Povo caçador e orgulhoso.

Escola colorada de futebol = garra e técnica

Rolo Compressor dos anos 40, Falcão e cia. anos 70, times do Abel do fim dos anos 80 e em 2006, Muricy em 2004/2005....

Escola gremista de futebol = garra e aplicação

Anos 50, 80, o time do Felipão dos anos 90 e o do Mano e do Celso.

E as analogias param por aí, amigão.

Os maiores separatistas que conheci eram gremistas.

Conheço DIVERSOS colorados liberalóides e até direitistas.
renan_6#50
E povo por povo, eu fico MUITO MAIS com os LATINOS, criadores das maiores defesas da Sabedoria Ocidental, enquanto os bárbaros beberrões da Europa setentrional liquidaram a filosofia desde a raiz da modernidade até os absurdos dos tempos hodiernos.

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