Havia um tópico, se não me engano nessa comunidade, no qual em algum momento alguém comentava os supostos efeitos nocivos do leite e da soja para à saúde (devido à ação de hormônios femininos), entre os quais a puberdade precoce das meninas.
Pelo que li, o consumo excesso da soja estimula a produção de hormônio feminino e portanto diminui a testosterona nos homens e causa puberdade precoce nas menininhas, o que favorece o homossexualismo e a pedofilia e lesbianismo :
Nas escolas públicas americanas dá-se ritalina para garotos e eles vão pior nas escolas (em comparação às meninas) devido à maior ênfase curricular hoje em dia em habilidades de comunicação verbal, cooperação grupal, empatia e outros valores femininos - em detrimento de problemas de raciocínio lógico e competitividade. Nas rádios e na MTV toca-se "emo-core"
quando eu leio então a notícia abaixo, eu penso "pra quê"? basta mandá-los pros EUA (blue states). funcionará melhor que Abu Graib.
Alguém já reparou que hoje em dia as meninas menstruam bem mais cedo (algumas com menos de 9 anos)? Enquanto que com os garotos acontece o contrário (estão demorando mais e mais para amadurecer, permanecendo por anos na adolescência - fisica e mentalmente). E o homossexualismo masculino vem aumentando, a fertilidade diminuindo.
Vejam abaixo links sobre os sapos e peixes machos que estão virando fêmeas devido à poluição (qual será o efeito desses químicos industriais em seres humanos? - lembrando que todos nós primeiramente fomos fêmeas no ventre materno. Os machos "viram" machos, no caso dos mamíferos, devido à ação da testosterona, de modo que em tese a condição de macho poderia ser parcialmente "reversível" e a condição de fêmea seria o estado original)
"While human effects have not been proven or quantified, the European Commission has adopted a precautionary approach based on current knowledge on the possible effects of endocrine disruption in humans. Women, they say, may experience a greater risk for breast and ovarian cancer, and the female birthrate may decline. Possible male health impacts include lower sperm counts, smaller penis size, and increased risk for testicular cancer, according to the inter-governmental body representing 15 member states."
Caramba, então não é à toa que eu achei soja ruim à beça, da única vez que comi! Ainda bem que nunca comprei, nem fiz! Que coisa... Foi num restaurante vegetariano, levada por um casal de amigos, onde absolutamente TUDO tinha soja - e a idéia era ter uma longa vida, blá blá blá, esse besteirol. Eu me lembro que saí dizendo que se fosse pra viver comendo soja eu achava melhor morrer de uma vez.
Vou até mandar os links, mas antes tenho que achar o casal - faz vinte anos que eu não os vejo, meu Deus! O que será que aconteceu com eles?!!!!
Sim, Fernando mas a questão é em qual teor. Como dissem os toxicologistas, "é a dose que faz o veneno". A soja não-fermentada e a proteína de soja isolada contêm esses anti-nutrientes em quantidade excessiva, o que não torna aconselhável seu consumo regular, muito menos como substituto da carne a ser ingerido diariamente!
Realmente num país industrializado é quase impossível fugir dos poluentes ,hormônios, agrotóxicos etc.
Acho que o que se pode fazer é evitar o consumo excessivo de leite e carne vermelha, dar preferência a alimentos frescos e não cair na armadilha de adotar a soja como alternativa supostamente "saudável". Ah, sim, e ingerir muita vitamina C, vitamina E, nozes, carnitina, arginina anti-oxidantes carotenos e carotenóides, beta-carotenos etc e no caso de homens, consumir fibras (que abaixam as concentrações estrogênicas no nosso sangue), selênio, zinco e talvez uma suplementação cautelosa e controlada de testosterona ou, melhor ainda, de indutores de testosterona - mas esses parecem ter venda proibida no Brasil.
Há muito extremismo entre esses "naturebas". Mas a idéia de que as baixas (e em constante queda) taxas de fertilidade nos países industrializados bem como as baixas contagens de espermatozóides de hoje podem estar relacionadas ao efeito estrogênico de poluentes e de hormônios no leite, carne e soja é uma idéia assustadora, não?
Pelo menos aqui no Brasil não é prática comum dar hormônio para vaca em lactação ou em bovinos de corte em engorda. Mesmo por que para as duas atividades a margem de lucro já não é grande, a produção não é subsidiada, e estes hormônios não são baratos.
Quanto ao frango de corte, nenhum recebe hormônio para crescer. A margem de lucro por animal é ainda menor, e o ciclo de produção é tão curto que o hormônio mal teria tempo de agir.
No Brasil, o uso de hormônios na produção animal é proibido.
Bom, Bruno, tomara que você esteja absolutamente certo, e a carne não esteja entupida de hormonios. Dos agrotóxicos eu até me livro bem, porque como muita coisa que planto, e tenho a oportunidade de comprar de plantadores orgânicos, que combatem praga tirando com a mão, mesmo, e não usam fertilizantes industriais. Não é nem por causa de naturebice, é porque o gosto é diferente, e é melhor. Os ovos vêm da minha amiga Cecília, cujas galinhas comem minhoca, formiga e aranha pelo quintal - eu me acostumei com gemas cor-de-laranja, e casca dura, e estranho os ovos de casca fina e gema pálida dos supermercados.
Mas sou carnívora, e aí não tem jeito - compro carne no açougue, e sempre fiquei pensando que tralha estaria embutida nos bifes e assados e picadinhos...
Na verdade é impossível retirar hormônios da carne, uma vez que há sangue e os hormônios estão lá em certa quantidade (pouco significativa). Pelo que sei, nos EUA os bovinos recebem hormônios após serem castrados, uma vez que a testosterona tem efeito anabolizante (perdido após castração). Até onde sei há uma tentativa de reposição da testosterona perdida pela castração, e não de oferecer excesso de hormônio.
O consumo de carne e leite não me preocupa muito, uma vez que o homem evoluiu consumindo estes dois alimentos. Um hábito alimentar que ocorre a milhares de anos não parece uma explicação provável para um evento recente.
"eu me acostumei com gemas cor-de-laranja"
Realmente são os ovos mais saborosos, nem tem comparação.
Acho isso tudo muito assustador. Mas temos que tomar cuidado com a questão. O homem moderno, mesmo o das últimas décadas, está exposto a uma infinidade de itens e substâncias novas, com as quais as sociedades de mais de algumas décadas atrás pouco tinham contato.
Estabelecer, de pronto, uma relação de causa-efeito, com uma ou duas das inúmeras substâncias "novas" é muita precipitação.
Claro, há fortes indícios contra os itens mencionados aqui. Mas deve-se pesquisar, definitivamente. E esses procedimentos experimentais não são feitos de um ano para o outro e tampouco oferecem conclusões taxativas e definitivas.
A questão da precocidade da puberdade, pode ser muito bem pesquisada e avaliada. É uma questão estatística facilmemte manipulável em experimentos com cobaias. A sexualidade está ligada a hormônios, mas não é linearmente condicionada ao fenômeno sexual orgânico. Há pessoas sexualmente ativas, do ponto de vista orgânico e endócrino, mas com uma sexualidade muito acanhada (os celibatários, por exemplo) e há o contrário, os idosos com sexualidade cultivada são o melhor exemplo disto.
Quanto à suposta ligação dessa questão com o homossexualismo, bissexualismo, etc., eu seria muito reticente. Sabemos que essas condutas não são estimuladas organicamente ou que, pelo menos, não se pode demonstrar cientificamente que tenham origem somática, molecular ou endócrina. Pode-se considerar que são influenciadas pelo genótipo, pelo sistema endócrino, pelo meio ambiente físico, social e cultural, pela estrutura emocional e psicológica, estando todos, também, influenciando-se entre si. Mas, assim como qualquer comportamento humano, desabrochados nas mais variadas e complexas condutas sócio-culturais, não se sabe qual o papel, a intensidade e a forma de atuação de cada um desses fatores quando abstratamente isolados. Se é que é da ordem das possibilidades congnitivas humanas qualquer dia sabê-lo.
Literalmente uns CEM fatores podem estar atuando em convergência. Não é possível identificar um só: trata-se de um conjunto no qual cada ítem reforça o outro.