No final do “Jardim das Aflições” o professor Olavo conclui que o estado laico é a principal manifestação do gnosticismo moderno. Por outro lado, os EUA são sem sobra de dúvida, conforme afirmado pelo próprio Olavo, o país em que a fórmula do estado laico teve maior sucesso, servindo inclusive de influência para todo o resto mundo.
Em pesquisas pela Internet encontrei um texto do Mendo Castro Henriques em que ele faz a seguinte afirmação sobre o governo de Gerge W. Bush: “Fala-se muito que esta orientação política é elaborada pelo grupo de neo-conservadores. Mas o termo conservador não é aqui nada apropriado, como aliás notou um deles. Para um conservador, a ordem das coisas políticas assenta na hierarquia e numa tradição pessimista sobre a natureza humana, como escreve Francis Fukuyama no Wall Street Journal de 24 de Dezembro de 2002.
Ora os conselheiros do presidente defendem a possibilidade de melhorar radicalmente o mundo, pelo que são activistas e optimistas. Neste caso merecem mais a designação de fundamentalistas porque se reclamam de um bem absoluto que querem impor aos outros; e são neo- porque este bem é constituído não por Deus mas sim pelos valores democracia liberal. Num sentido histórico mais profundo, os neo-fundamentalistas são uma variante de gnósticos de direita que tomaram a peito mudar os destinos do mundo, após o trágico falhanço dos gnósticos soviéticos de esquerda.
A combinação destes dois ingredientes é inédita. Os fundamentalistas americanos defendem valores absolutos, e rejeitam o relativismo do politicamente correcto e do multiculturalismo. Note-se que têm equivalentes europeus notórios.
Em pesquisas pela Internet encontrei um texto do Mendo Castro Henriques em que ele faz a seguinte afirmação sobre o governo de Gerge W. Bush: “Fala-se muito que esta orientação política é elaborada pelo grupo de neo-conservadores. Mas o termo conservador não é aqui nada apropriado, como aliás notou um deles. Para um conservador, a ordem das coisas políticas assenta na hierarquia e numa tradição pessimista sobre a natureza humana, como escreve Francis Fukuyama no Wall Street Journal de 24 de Dezembro de 2002.
Ora os conselheiros do presidente defendem a possibilidade de melhorar radicalmente o mundo, pelo que são activistas e optimistas. Neste caso merecem mais a designação de fundamentalistas porque se reclamam de um bem absoluto que querem impor aos outros; e são neo- porque este bem é constituído não por Deus mas sim pelos valores democracia liberal. Num sentido histórico mais profundo, os neo-fundamentalistas são uma variante de gnósticos de direita que tomaram a peito mudar os destinos do mundo, após o trágico falhanço dos gnósticos soviéticos de esquerda.
A combinação destes dois ingredientes é inédita. Os fundamentalistas americanos defendem valores absolutos, e rejeitam o relativismo do politicamente correcto e do multiculturalismo. Note-se que têm equivalentes europeus notórios.