Na revista superinteressante deste mês, vemos além de imbelicidades preciosas como tentar transformar o evolucionismo num novo credo e numa espécie de explicação total da realidade (coisa que nenhuma religião deste mundo jamais tentou ser), a entrevista com o nosso "queridíssimo" ministro-cretino da saúde que afirma que uma vida só começa com a formação do sistema nervoso e que há provas "científicas" disso, como se o sistema nervoso fosse anterior ao ato da fecundação, (deve ser a lógica de epicuro mesmo) e como se um indivíduo que tivesse seu sistema nervoso neutralizado por uma dose intensa de morfina ou cachaça pura e simples estivesse morto. Reparem também como tem tudo a ver a ideologia evolucionista e a lógica dos abortistas.
Vemos, também, na mesmíssima edição desta revista, a critica feita a autoridade da Igreja Católica de escolher seus membros ou excomungá-los. O engraçado é que qualquer clube da esquina possui a autoridade para fazer o mesmo, mas a Igreja Católica não. E, vemos também, uma reportagem que afirma que a maconha combate o câncer, como se não fosse a maconha diluída infinitesalmente, a anti-maconha com suas propriedades farmaco-dinâmicas alteradas.
Mas o pior, que deveria ser considerado uma falta de vergonha e profissionalismo da revista, é a sua última página (algo como: "Como vencer qualquer debate") visivelmente tirada da dialética erística de Shopenhauer comentada pelo Olavo de Carvalho, sem que o nome do Olavo fosse citado como fonte ou comentador.
E o que é pior... no finalzinho da página faz-se a defesa dos argumentos da ação afirmativa e o elogio implícito à honestidade da argumentação dos comunistas. Como se os que defendessem a ação afirmativa e os comunistas não o fossem, justamente, os maiores usuários do esquema dialético erístico.
a revista é um nojo,,, esculhambou os Papas em uma edição do mês retrazado.
Que pretendem eles..??? acabar os as bases da maldita sociedade moralista burguesa?
Atacar a evolução para defender o "puf!", é no mínimo sem lógica. Ainda que a evolução se mostre falha (o que não é o caso), isto não torna o criacionismo a segunda opção.
Na verdade, o criacionismo não resolve problema nenhum, não explica nada e nem se predispõe a ser testado. Apenas abusa da ignorância acerca do assunto da maioria da população para espalhar mentiras como deste link "criacionista".
Não sou o Gerson e é ridículo ficar fazendo acusações deste tipo. No outro tópico afirmei que pessoas com medo de debater partem para acusações e ofensas. Penso que é exatamente este o teu caso.
O Murilo já me acusou de mentir em traduções, fazer parte de uma conspiração mundial para defender a ligação AIDS-HIV e outras ofensas um pouco mais diretas. Esta deve ser no mínimo deste nível...
A ideologia evolucionista e a lógica dos abortistas partem sempre do pressuposto de que como cabe a ciência definir o que é vida, cabe a comunidade científica dizer quais são os mais aptos para a sobrevivência, quem deve viver e quem deve morrer, quem são os desejados e quem são os indesejados, mostre-me um só exemplo de política pública baseada na ideologia evolucionista que não seja segregacionista no que diz respeito às raças e que não proponha, de forma ao menos velada, a eugenia. A desvalorização da vida humana começa ao se destituir sua existência no mundo de seu conteúdo espiritual e reduzi-lo a uma carcaça biológica. Todo abortista é um sujeito cheio de elevadas intenções morais e com a cabeça cheia de materialismo, é um sujeito que pensa sempre a vida humana no sentido inicial biológico e sua interação sócio-cultural futura, para concluir sempre quem são os mais aptos e os menos aptos para sobreviver, os demais devem ser eliminados ainda na barriga da mãe.
Quase todo abortista quer entregar a decisão de seu macabro processo de seleção biológica de quem vai viver ou não ao Estado. O Estado é que por ser a "estrutura mais evoluída da sociedade" (sic) cuidará de dar fim aos fetos indesejados, criminalizando o direito de nascer. A ideologia evolucionista justifica este tipo de seleção e o abortista sente um prazer demoníaco em dizer quais são os fetos que terão a futura capacidade de se integrar bem ao contexto de interação sócio-cultural. Aqueles que "cientificamente"não tiverem chances devem ser assassinados.
Quanto ao plágio da obra de Olavo feito pela Superinteressante (sou do meio acadêmico, lá qualquer citação ou utilização das idéias de um autor sem citar a fonte ou sem notas de referência já é condição mínima para uma indicação de plágio) é claro que o Olavo de Carvalho não só editou e comentou a obra de Shopenhauer, mas fez um verdadeiro trabalho de filósofo ao reconstituir o esquema dialético de Shopenhauer preenchendo suas lacunas e contrapondo-o à dialética de Aristóteles.
A revista Superinteressante, ao meu ver, deveria ter citado a fonte: o nome do livro,autor e o estudo crítico realizado pelo Olavo que lhe confere sentido.
Foi uma atuação amadora da revista, e um tanto desonesta também.
A ideologia evolucionista e a lógica dos abortistas partem sempre do pressuposto de que como cabe a ciência definir o que é vida
Discordo Alvaro. A teoria da evolução não toca no ponto de como a vida se formou, muito menos a definição da vida. Ela trabalha exclusivamente na questão da especiação e a lógica envolvida.
A ideologia evolucionista justifica este tipo de seleção e o abortista sente um prazer demoníaco em dizer quais são os fetos que terão a futura capacidade de se integrar bem ao contexto de interação sócio-cultural.
Acho este argumento também equivocado. Mostrar como funcionou o processo da especiação até o ponto aonde chegamos, é só uma constatação da realidade, não uma "ideologia".
Esta teoria científica tem um embasamento forte, não adianta à negar pelo simples motivo de que alguem pode usa-la para justificar o aborto.
A conta é bem simples. 74% ou mais da população brasileira não está nem ai para esse tipo de lixo, posto que a esmagadora maioria é cristã.
Uns 14% são evangélicos, e se depender deles a SI passa fome.
Posto isso, sobram os secularistas, que devem totalizar ai uns 10% se muito. Desses a maioria se abastesse de lixo universitário barato, festinhas, baladas, drogas, e normalmente não estã lúcidos o suficiente para ler sequer a bula do remédio, quanto mais ir a uma banca para comprar uma revista. Um levantamento recente mostra que o aluno universitário típico brasileiro é o que menos lê no mundo.
Então, quem compra SI? Para quem a SI vende revista? Claro, deve ter lá a sua tiragem de alguns milhares de exemplares, faz parte. Mas em termos qualitativos e quantitativos, acrescenta o quê? Nem acrescenta ao lado científico, de supostamente "fomentar o interesse pela ciência" (posto que a revista é de um nível sofrível), nem acrescenta ao lado de quem quer ler alguma coisa interessante sobre ciência. Eu lia Super-Interessante no final dos anos 80, e ali já estava difícil. E isso porque eu me interesso por ciência desde pequeno. Imagina hoje?
Eu disse isso aqui alguns meses atrás. A monstruosidade nazista estava caucada em preceitos raciais erguidos sobre o darwinismo. Richard Dawkins não brinca quando diz que seria "sadio" dar um fim para os portadores de "memetismo". As pessoas que crêem em Deus são um perigo para a "raça pura", assim como os judeus eram um perigo para a "higiene da raça". Isso não é brincadeira.
Bem, no caso específico da definição de vida, a ciência, afinal, deu até uma boa contribuição!
O que é espantoso é exatamente a quantidade de "cientistas"que falam da maneira mais anti-científica possível sobre o assunto! Chega a ser absurdo! Outro dia, li na comunidade dos haters diversas menções à "bolinha de células"- feitas por sujeitos que, supostamente, pelo menos, não deveriam ser ignorantes totais!
Um bem-intencionado lembrou ao outro que "ele já havia sido uma bolinha de células, também"!
Quer dizer - lá, os caras não têm sequer a noção de que AINDA SÃO um grupamento de células, e durante toda a sua vida esse grupamento assumirá diversas formas, sem jamais perder a identidade, recebida e determinada a partir do instante da fecundação!
Só o mais ignorante dos Fulanos, afundado nas trevas da superstição, privilegiaria esse ou aquele formato em detrimento de outro - como se um fosse "vivo"e o outro"não".
A pobre vilipendiada ciência não tem absolutamente NADA a ver com isso! Definir o começo da vida ela define - e o que os patetíssimos "debatedores"que eu vejo por aí tentam fazer é tentar escolher, ALEATORIAMENTE, um determinado instante no tempo para VALIDAR a vida.
A "validação"só pode ser feita, repito, através da mais profunda superstição - escolhe-se um momento qualquer e carrega-se o acontecimento que se desenrola nesse instante de um simbolismo baseado em NADA. Privilegiar qualquer sistema em detrimento de outro é exatamente carregar de simbolismo um e não o outro! Quer coisa menos científica do que isso? Zé das Couves acha que determinado estágio de desenvolvimento do sistema nervoso merece a carga simbólica, Manezinho das Candongas já prefere outro estágio, e usa o sistema circulatório como referência - assim, de carga simbólica aleatória a carga simbólica aleatória chegamos a Regis Antonio, que preferia a "noção de finitude", aos sete anos de idade! Em quê ele é diferente do resto? Em absolutamente NADA!!!!! Arrumou lá o início que lhe pareceu "melhor" escolher, e marcou-o no tempo: é aqui! Antes, esse aglomerado de células, embora vivo, não tinha valor!E o quico? - diz a ciência!
De fato, a única declaração que a ciência faz, a respeito de um zigoto, é que ele ESTÁ VIVO e que TEM IDENTIDADE, caramba!
Validar ou não a vida através de escolhas quaisquer que sejam vem das trevas mais horrorosas da estupidez e da superstição dos ignorantes, e pelo amor de Deus não ponham a culpa na ciência: o mundo está entupido de imbecis que falam em seu nome sem a menor autoridade pra isso.
Validar ou não a vida através de escolhas quaisquer que sejam vem das trevas mais horrorosas da estupidez e da superstição dos ignorantes, e pelo amor de Deus não ponham a culpa na ciência: o mundo está entupido de imbecis que falam em seu nome sem a menor autoridade pra isso.
Perfeito! Conseguisse expressar exatamente o que eu sinto sobre este tópico.
Caio
Você tem que entender que nem todo mundo tem acesso a publicações melhores que a SI. Por exemplo, uma muito confiável que você costuma citar, é a Nova Era
Agora falando sério.. concordo com você acerca da Super. Acho que antigamente ela era bem melhor e teve seu nível decaindo sistematicamente, por pressão de venda.
"Segundo o Uriel, sem a tradução e os comentários do Olavo a obra seria ininteligível: só o Olavo leu Schopenhauer, só Olavo o leu no original e só Olavo é capaz de comentá-lo e elucidá-lo. Aliás, antes de Olavo ninguém tinha sequer ouvido falar neste tal de Schopenhauer. É muita pretensão..."
[url]/CommMsgs.aspx?cmm=87091&tid=2535151027569766462&kw=olavo+schopenhauer+coment%C3%A1rios&na=4&nst=28&nid=87091-2535151027569766462-2535752080289311682[/url]
(dia primeiro de junho)
O ESTRANGEIRO 2:
Não concordo.
O Christiano escreveu:
Em "Como vencer um debate sem precisar ter razão" ele apenas pegou a dialética eristica do velho schop, formatou no word e publicou com uma resenha...
Resposta:
Caro Christiano, tudo bem, eu não gosto muito do Oak Olave, porém, sejamos honestos. A honestidade é condição sine qua non para examinarmos qualquer referência neste assunto, ou seja, devemos ser imparciais.
Neste livro, o Oak Olave escreveu uma introdução , vários comentários críticos e uma série de notas sobre a dialética erística de Schopenhauer. Estes apontamentos são importantes, sem eles, torna-se quase impossível compreender a obra integralmente. Isto advém de vários fatores, dentre eles há o fato de que Schopenhauer deixou este trabalho inconcluso, cheio de lacunas, simplesmente em forma de esboço e com uma série de observações "viciadas" sobre a dialética de Aristóteles exposta nos Tópicos.
Ontem dei uma folheada na superinteressante aqui numa banca do Porto (Portugal). A reportagem com chamada de capa sobre ciência versus religião. Imaginei o mesmo conteúdo da super brasileira, sempre colocando a idade média como as trevas do conhecimento em oposição ao Iluminismo racional.
Surpresa! Haviam fotos e citações dos grandes cientistas (Newton, Kepler, etc) que acreditavam em Deus. E mesmo uma foto dos Jesuítas - que ainda hoje são grandes astrônomos - citado como os fundadores da ciência astronômica moderna...
Isso eu nunca havia visto no Brasil.
É bobagem querer tirar do Olavo o mérito de sua contruibuição no livro, fazendo os comentários, que são muito bons e tornam os estratagemas de Schopenhauer bastante inteligíveis. Contudo, o que o Olavo fez foi isso: comentários. O que parece é que o Álvaro quer atribuir uma espécie de co-autoria da obra ao Olavo, o que é uma bobagem.