Queria saber o que voces acham desses comentários:
1)
Seis dias de bombardeios, quarenta anos para se arrepender. Se já soubesse, em junho de 1967, que esta seria a triste sina da Guerra dos Seis Dias, Israel certamente teria evitado que o tiro de largada fosse disparado.
A semana passada lembrou os 40 anos do conflito no Oriente Médio, entre 5 e 11 de junho, que terminou com a vitória do exército judeu sobre Egito, Síria e Jordânia, e deixou sem pátria cerca de 700 mil palestinos.
"Foi uma enorme derrota infligida aos árabes por Israel", sintetizou o atual presidente da Autoridade Nacional Palestina [ANP] Mahmoud Abbas, na última terça-feira [5].
Pelo aniversário, a paz ganhou um presente de grego. Abbas cancelou uma reunião com o premiê israelense Ehud Olmert, marcada para a quarta-feira [6].
Disse não ter recebido de Israel um repasse de US$ 700 milhões em impostos pagos por palestinos. Oficialmente, Olmert nem comentou o assunto. Limitou-se, na sexta [8], a acenar com a possibilidade de desocupar as colinas de Golã em troca de paz com a Síria, no norte. E nada mais.
Intolerância - Muita gente diz por aí que árabes e judeus se odeiam desde a Antigüidade. Isso é mentira, diz o historiador e pesquisador na Universidade de Brasília, Anderson Batista. Ele conta que a região é coabitada pelos dois povos desde o século 7, com a chegada dos muçulmanos, e que eles sempre conviveram.
A intolerância real começa em 1948 e 1949, com a criação do Estado de Israel pela ONU e a guerra árabe-israelense. Depois de 1967, essas diferenças se aprofundam e geram os episódios de ódio mútuo hoje.
Batista observa que não se deve enxergar o conflito como uma disputa de bandidos e mocinhos. A tendência, na visão romântica, é condenar Israel, que é mais rico e mais forte. A guerra pode ter sido um erro histórico, mas nas últimas décadas surgiram grupos extremistas armados, tanto islâmicos quanto judeus. Agora, até manobras pela paz podem ser perigosas, explica.
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Seis dias de bombardeios, quarenta anos para se arrepender. Se já soubesse, em junho de 1967, que esta seria a triste sina da Guerra dos Seis Dias, Israel certamente teria evitado que o tiro de largada fosse disparado.
A semana passada lembrou os 40 anos do conflito no Oriente Médio, entre 5 e 11 de junho, que terminou com a vitória do exército judeu sobre Egito, Síria e Jordânia, e deixou sem pátria cerca de 700 mil palestinos.
"Foi uma enorme derrota infligida aos árabes por Israel", sintetizou o atual presidente da Autoridade Nacional Palestina [ANP] Mahmoud Abbas, na última terça-feira [5].
Pelo aniversário, a paz ganhou um presente de grego. Abbas cancelou uma reunião com o premiê israelense Ehud Olmert, marcada para a quarta-feira [6].
Disse não ter recebido de Israel um repasse de US$ 700 milhões em impostos pagos por palestinos. Oficialmente, Olmert nem comentou o assunto. Limitou-se, na sexta [8], a acenar com a possibilidade de desocupar as colinas de Golã em troca de paz com a Síria, no norte. E nada mais.
Intolerância - Muita gente diz por aí que árabes e judeus se odeiam desde a Antigüidade. Isso é mentira, diz o historiador e pesquisador na Universidade de Brasília, Anderson Batista. Ele conta que a região é coabitada pelos dois povos desde o século 7, com a chegada dos muçulmanos, e que eles sempre conviveram.
A intolerância real começa em 1948 e 1949, com a criação do Estado de Israel pela ONU e a guerra árabe-israelense. Depois de 1967, essas diferenças se aprofundam e geram os episódios de ódio mútuo hoje.
Batista observa que não se deve enxergar o conflito como uma disputa de bandidos e mocinhos. A tendência, na visão romântica, é condenar Israel, que é mais rico e mais forte. A guerra pode ter sido um erro histórico, mas nas últimas décadas surgiram grupos extremistas armados, tanto islâmicos quanto judeus. Agora, até manobras pela paz podem ser perigosas, explica.