É assim que se faz o jornalismo ideológico (ver link abaixo). Não é "jovens espancam mulher", mas "jovens RICOS espancam DOMÉSTICA". O título anuncia logo, como fato, que o crime tenebroso não foi cometido por serem jovens dementes, ou arruaceiros vagabundos, ou imbecis completos que espancaram uma senhora, mas que é um "crime social", causado pelos "burgueses malvados" contra os "proletários".
Marilene Felinto deve estar orgulhosa de seus "discípulos".
Pois é. Aquela mulher (Felinto, ou seria Filinto? Fica Vaca, então...) está fazendo escola. Esses imbecis que espancaram a mulher tem que ser trancafiados! E que joguem a chave fora. Mas seu crime não é diferente por serem ricos e a mulher uma doméstica.
O pior é que a justiça dá corda para os esquerdistas. Se o MP denunciar, como quer o delegado, por "tentativa de latrocínio" (roubo seguido de morte), não vão conseguir provar as intenções, e esses idiotas saem. Se acusam de lesão corporal, ou agressão, esses dementes cumpririam pena. Aí vai ser mais discurso das "Felintas" da vida...
Calma, a manchete é "{i]Rio: presos jovens acusados de espancar doméstica"
No texto a matéria é que se menciona que os jovens espancadores e ladrões são "moradores de luxuosos condomínios na Barra da Tijuca". A informação ("classe" social deles) é sim relevante pois mostra que o roubo foi motivado por pura maldade mesmo, visto que têm alta renda e portanto presumivelmente não precisariam roubar.
É o velho clichê: todo rico é malvado, portanto inexoravelmente só sabem fazer o mal, e toda vítima necessariamente tem de ser pobre, pois estes são a expressão maior do que é a bondade. Esse clichê desconhece que não existem ricos ou pobres ruins, ou ricos ou pobres bons, o que existem são pessoas que podem ser boas ou más, independentemente de serem ricas ou pobres.
Não se falou nada de "burguesia" ou "proletariado". Isso de rico ser tachado de "mau" e pobre de "bom" é dedução pessoal, não está no corpo da matéria. O destaque à condição social dos criminosos é justificado pelo inusitado da coisa: espancaram uma mulher que julgavam ser uma 'prostituta' por capricho, e não porque quisessem dinheiro ou algo assim. Negar essa informação ao leitores da matéria seria negar um detalhe importante para compreender as razões que motivaram o crime. E é justamente por crimes cometidos por pessoas de boa posição social serem raros que esse tipo de notícia chama mais atenção. Ou seja, eu realmente não sei onde está o 'absurdo' da notícia.
Tem dias que você parece estar falando outra língua...
A notícia foi mudada várias vezes. Tanto no título quanto no conteúdo. Muito comum em sites como o Terra que, às vezes, chegam a colocar um título e ao abrir a notícia, está lá: "mais informações em instantes". Pois bem, quando eu postei o tópico, a chamada era a que eu comentei, o "gancho" da notícia era o comentado, e o título também.
Amanhã já vai ter mais coisa. Depoimentos, mais versões e etc. Mas sim, no primeiro momento, o foco era todo em serem "jovens ricos espancam doméstica". E a notícia era aquele blablablá "Felintesco" idiota.
Só para acompanhar, veja a hora do meu primeiro tópico, e veja que no alto da matéria diz: "atualizada às...". Veja antes de falar, Igor.
Atualizações SEMPRE ocorrem nesse tipo de site, Mateus. É parte do próprio conceito deles: como é para colocar a notícia no ar o mais rápido possível, ela entra de qualquer maneira, e vai ganhando detalhes na medida que novas informações surgem. Eu sei que você sabe disso, então a mudança dos detalhes não deve ter te surpreendido muito. De qualquer modo, mesmo que a palavra 'rico' estivesse na manchete, eu não acho que seja uma colocação absurda da parte de quem redigiu a notícia, entende? Afinal de contas, é verdade, e saber do fato influencia decisivamente no modo de entender as motivações do crime.
Igor, vamos pesar as coisas com fatos, ok? Vou traçar uma cronologia e uma comparação objetiva para ver se nos acertamos. Ao contrário do que você está julgando, não fui eu que corri para uma análise anti-marxista e caçadora de fantasmas. Mas o site que correu para o sensacionalismo panfletário.
Na primeira postagem, o site informava em sua página principal: "Jovens ricos espancam doméstica". Quando se abria a notícia, era uma manchete chamativa, com apenas 2 parágrafos de especulações e pedidos de paciência, que os fatos estavam sendo coletados. Pois bem, mas os fatos para a manchete estavam?
O que tinha acontecido? Um jornalista do jornal "O Dia", um jornal carioca, por aqui conhecido como um dos "jornais sangrentos", deu o "furo" e passou assim a informação.
Mais tarde, o site atualizou algumas informações com a prisão dos jovens, e modificou algumas coisas do texto, tirando do seu conteúdo algumas idiotices. Somente mais tarde a manchete foi completamente modificada, comprovando que a primeira era apenas sensacionalismo. Coisa que tando o tal jornal prega, quanto o site do Terra, com chamadas horrendas (não só de política), que às vezes nada tem a ver com a notícia.
Veja hoje a matéria do jornal "O Globo", que por pior que seja o jornal, pelo menos nessa matéria foi bem. Ele diz que "Doméstica é espancada por jovens". Doméstica está ali como na matéria próxima diz que "Médico é assassinado...". E ainda por cima o subtítulo diz que os jovens afirmam que, na hora, acharam que era uma prostituta. Então o título também serve para desmentir sua profissão.
No corpo da notícia, informa que os garotos são de "classe média", sendo um deles técnico em informática. Nem "classe alta", muito menos, secamente, "ricos".
Não se precisa de muito para diferenciar bom jornalismo, jornalismo, de péssimo jornalismo. O que havia quando eu postei o tópico era um lixo. E sim, parecia ter sido tirado de um panfleto do PSTU.
Na verdade, concordo contigo em várias coisas. Eu sou crítico da ânsia que os 'sites de notícias' na Internet têm de colocarem as manchetes rapidamente, sem checar nada e muitas vezes sem nem ter informações suficientes para tal. É um mal do 'jornalismo' de Internet de modo geral, e um dos motivos pelos quais não o levo muito a sério. Minha estranheza foi com o fato de considerar que havia conteúdo ideológico na matéria, coisa com a qual continuo não concordando. A questão pode até ter sido sensacionalista, mas não acho que tenha tido um viés político. Jovens de classe média (ou alta, ou ricos) espancando uma doméstica é uma coisa que chama a atenção justamente por ser algo incomum, inusitado, por isso que o realce faz sentido no conjunto da coisa, mesmo que seja impreciso no particular. São pessoas que não passam por dificuldades financeiras, que provavelmente saíam de uma festa e acharam que era divertido espancar uma 'prostituta' que estava na parada de ônibus. Um gesto de barbárie, enfim. Se fosse gente pobre, continuaria sendo barbárie - mas talvez não virasse notícia no Terra, e não acho que seria para 'proteger' a classe menos favorecida ou qualquer coisa assim. Seria desinteresse, simplesmente. Ou seja, eu acho que o 'rico' foi pelo inusitado e não para pichar a classe alta - mesmo porque ela é uma consumidora potencial do site, e falar mal do próprio público-alvo não é boa idéia.
E nem a Carta Capital teria coragem de publicar um panfleto do PSTU como notícia =P
No mais, discordamos, o que é parte da vida. Tudo em paz.
Sinceramente? Não consigo, nesse fato, não enxergar viés político-ideológico. Acho que "jovens espancam doméstica" já é uma notícia que ganha primeira página.
Um grupo de jovens, juntos por qualquer motivo, estando drogados, ou "se divertindo" (Deus me livre...), ou por quaisquer circunstâncias, mas sendo um grupo e batendo em uma mulher, já é a notícia que precisam.
Quando se coloca "jovens RICOS espancam DOMÉSTICA", me parece claro haver uma tentativa de contraponto, a velha "luta de classes". Mesmo porque, isso nem se sustentava. Então, "por acaso", quando se erra, se erra com essa conotação?
De "Tentativa de latrocínio", segundo o delegado. É quase certo que, com isso, eles não pegam nada. Principalmente para provar a intenção de matar. Vai ser um absurdo se esse for mesmo o indiciamento. Lesão corporal teria muito mais chance de colocar esses marginais na cadeia.
Que eu saiba, os marginais do caso Galdino cumpriram pena. Mas cumpriram 1/3 da pena e conseguiram regime semi-aberto, ou outro relaxamento de sentença. Teve a polêmica sobre eles poderem sair apenas para estudar ou trabalhar, e eles foram pegos e filmados em bares etc. Mas não sei o resto.
Antônio, são uns covardes filhos da puta. Atacar em grupo uma (suposta) prostituta sozinha pela manhã ou um travesti é o pior e mais escroto tipo de covardia - que nem aquela história de jogar pedra na prostituta ("atira a primeira pedra quem nunca pecou")..
atacar fisicamente (e em grupo) uma mulher (!) e sozinha (em qualquer circunstância), é algo que não concebo.
e se ler a reportagem verá que são uns playboys usuários de drogas e não jovens "indignados com a degradação moral das ruas" ou algo do tipo - e mesmo que fosse esse o caso, obviamente a desproporcionalidade da reação, a brutalidade e a covardia são chocantes.
Quem mora no Rio sabe: esses seguranças de boates são em sua grande maioria despreparados para lidar com o público. Sempre que tem briga numa boate carioca tem segurança no meio. E eles não fazem discriminação: descem o cacete em brancos, negros, héteros e gays... ou seja, eles não fazem distinção. Batem primeiro, perguntam depois. Pois bem, foi só um rapazinho ser agredido a cacetadas esses dias para "O Dia" escancarar uma manchete de página inteira acusando a casa de "homofobia". "É assim que tratam os Crôs da vida real" berrava a manchete. É uma mentira deslavada! A própria vítima disse na TV que o motivo do espancamento é porque ele estava FUMANDO em local proibido. Mas para o jornaleco petralha isso não interessa, foi "homofobia" e pronto. E o pior é que a massa, que é leitora dessa merda de jornaleco, deve ir na onda e acreditar que o camarada apanhou porque era gay mesmo...