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Cidade é freqüentada por revolucionários das Farc

Iniciado por gbschmitt em 24/06/2007 · 5 mensagens

gbschmitt#1
Muito calor, doenças medievais, traficantes de animais silvestres, drogas e armas em uma área do tamanho de Portugal. Assim é o município de São Gabriel da Cachoeira, onde fica a 2ª Brigada de Infantaria de Selva, quartel onde as irregularidades denunciadas pelo sargento Vágner Lopes Pereira haviam se tornado rotina.

São Gabriel fica a duas horas de vôo de Manaus, capital amazonense, e próximo das fronteiras do Brasil com a Colômbia e a Venezuela.

Além dos narcotraficantes e caçadores, os soldados que servem no município convivem ainda com 21 etnias indígenas, algumas delas selvagens, e muitas delas em guerra. Por causa do ambiente hostil, a região é batizada de 'Inferno Verde'.

A importância das etnias indígenas é tão grande que a prefeitura decretou o baniwa, o tukano e o nheegantu como idiomas oficiais, além do português. As posturas municipais determinam que qualquer estabelecimento público tenha sistemas para atender nas quatro línguas.

Para quem não quer se arriscar a uma viagem de avião sobre a mata - muitas vezes perdendo contato via rádio - há outra opção, não muito animadora: dois a três dias de viagem de barco pelo Rio Negro.

De acordo com militares que já estiveram naquela região, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) costumam freqüentar São Gabriel da Cachoeira em pequenos grupos, para fazer um escambo mortal: drogas em troca de mais armamentos. As drogas fornecidas pelos rebeldes das Farc são levadas para Manaus por mulas. Em resumo: a cidade é o principal ponto de contato entre traficantes de drogas e os guerrilheiros colombianos.

No ano passado, o Exército chegou a entrar em confronto direto com traficantes na selva - já que ultimamente a entrada no território brasileiro por avião clandestino tem sido monitorada com mais rigor pelas Forças Armadas.
gbschmitt#2
Também no ano passado, em São Gabriel, a Polícia Federal apreendeu 12 mil caixas de cartuchos, munição fabricada pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). O material seria encaminhado aos guerrilheiros colombianos.

Foi desse ambiente que o sargento Vágner Lopes quis fugir quando, após realizar as denúncias ao TCU, pediu para se tratar de problemas psiquiátricos no Rio. De volta ao convívio da família, ficou lotado na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, Sul fluminense. Mas recebeu, em 26 de abril, mandado de citação para responder por deserção.

http://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/papel/20…0618009.html
amaury#3
Moro em Manaus e ja residi no interior do Amazona ( Tefé e Alvarães) e primeiramente, como bom sulista, possuia antes de chegar ao Amazonas vários "pré-conceitos" sobre a região". Mas se tratando do informado acima, as noticias que nos chegam a Manaus e que so são divulgadas a nivel nacional em 1% dos casos é verdade. podem acompanhar em sites como o jornal http://www.acritica.com.br/ e http://www.emtempo.com.br/ que a incursao de guerrilheiros é constante. Além do mais, gostaria de testemunhar o que acompanhei "in loco" na Reserva Mamirauá localizada em Alvaraes, como os "gringos" andam e cagam nas nossas cabeças e nada lhes acontece. Agora, quando um ribeirinho é pego com peixes como o pirarucu ( maior peixe de água doce do mundo) tambaqui ou similares, mesmo para alimentação, são no minimo multados e tem de devolver o peixe para agua ou doar, quando o fiscal nao acaba ficando com a aprennsão. São coisas de dar dó, e o caboclo amazonense tem de se virar pra conservar a floresta e sobreviver, porque o resto do mundo acabou com as suas. Gostaria de que outros amazonenses que fazem parte desta comunidade tyambem se manifestassem.
uriel#4
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Não é só na "selva". Numa casa noturna de Brasília "figurões" (na verdade peixes pequenos) das FARC notoriavamente desfilavam, obviamente na área reservada e com seguranças.
Curiosamente essa mesma casa noturna fui brevemente frequentada por soldados das Forças Armadas (regulares) da Colômbia, quando essas estavam realizando exercícios militares cá no Brasil.
beth#5
Guerrilheiros das FARC tem livre trânsito no território nacional, não estão apenas nas fronteiras da região amazônica ou na Tríplice Fronteira, estão nas grandes cidades como São Paulo. É conhecida a existência de escritório de aliciamento de novos guerrilheiros em Guarulhos, como também se sabe da fabricação dos uniformes dos terroristas na mesma cidade. Eles caminham entre nós.

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