Muito calor, doenças medievais, traficantes de animais silvestres, drogas e armas em uma área do tamanho de Portugal. Assim é o município de São Gabriel da Cachoeira, onde fica a 2ª Brigada de Infantaria de Selva, quartel onde as irregularidades denunciadas pelo sargento Vágner Lopes Pereira haviam se tornado rotina.
São Gabriel fica a duas horas de vôo de Manaus, capital amazonense, e próximo das fronteiras do Brasil com a Colômbia e a Venezuela.
Além dos narcotraficantes e caçadores, os soldados que servem no município convivem ainda com 21 etnias indígenas, algumas delas selvagens, e muitas delas em guerra. Por causa do ambiente hostil, a região é batizada de 'Inferno Verde'.
A importância das etnias indígenas é tão grande que a prefeitura decretou o baniwa, o tukano e o nheegantu como idiomas oficiais, além do português. As posturas municipais determinam que qualquer estabelecimento público tenha sistemas para atender nas quatro línguas.
Para quem não quer se arriscar a uma viagem de avião sobre a mata - muitas vezes perdendo contato via rádio - há outra opção, não muito animadora: dois a três dias de viagem de barco pelo Rio Negro.
De acordo com militares que já estiveram naquela região, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) costumam freqüentar São Gabriel da Cachoeira em pequenos grupos, para fazer um escambo mortal: drogas em troca de mais armamentos. As drogas fornecidas pelos rebeldes das Farc são levadas para Manaus por mulas. Em resumo: a cidade é o principal ponto de contato entre traficantes de drogas e os guerrilheiros colombianos.
No ano passado, o Exército chegou a entrar em confronto direto com traficantes na selva - já que ultimamente a entrada no território brasileiro por avião clandestino tem sido monitorada com mais rigor pelas Forças Armadas.
São Gabriel fica a duas horas de vôo de Manaus, capital amazonense, e próximo das fronteiras do Brasil com a Colômbia e a Venezuela.
Além dos narcotraficantes e caçadores, os soldados que servem no município convivem ainda com 21 etnias indígenas, algumas delas selvagens, e muitas delas em guerra. Por causa do ambiente hostil, a região é batizada de 'Inferno Verde'.
A importância das etnias indígenas é tão grande que a prefeitura decretou o baniwa, o tukano e o nheegantu como idiomas oficiais, além do português. As posturas municipais determinam que qualquer estabelecimento público tenha sistemas para atender nas quatro línguas.
Para quem não quer se arriscar a uma viagem de avião sobre a mata - muitas vezes perdendo contato via rádio - há outra opção, não muito animadora: dois a três dias de viagem de barco pelo Rio Negro.
De acordo com militares que já estiveram naquela região, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) costumam freqüentar São Gabriel da Cachoeira em pequenos grupos, para fazer um escambo mortal: drogas em troca de mais armamentos. As drogas fornecidas pelos rebeldes das Farc são levadas para Manaus por mulas. Em resumo: a cidade é o principal ponto de contato entre traficantes de drogas e os guerrilheiros colombianos.
No ano passado, o Exército chegou a entrar em confronto direto com traficantes na selva - já que ultimamente a entrada no território brasileiro por avião clandestino tem sido monitorada com mais rigor pelas Forças Armadas.