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Adolescente queima cabelo de professora

Iniciado por zehrique em 25/06/2007 · 19 mensagens

zehrique#1
25/06/2007 - 10h51 - Atualizado em 25/06/2007 - 12h49
Especialistas defendem punição a aluno que queimou professora
Estudante de 14 anos queimou com isqueiro cabelo de professora em SP.
Punição poderia ser suspensão ou até expulsão dele da escola.

Carolina Iskandarian Do G1, em São Paulo

Queimar o cabelo da professora com um isqueiro e não receber nenhuma punição por isso. A decisão da Secretaria Estadual da Educação de não responsabilizar o estudante de 14 anos que agrediu a professora dentro da sala de aula, em uma escola estadual de São José do Rio Preto (440 km de São Paulo), na quarta-feira (20), é criticada por especialistas.

Para o advogado Braz Martins Neto, corregedor do Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, o adolescente e os pais deveriam ser responsabilizados pela atitude.

“Ela sofreu uma agressão e a responsabilidade também recai sobre os pais. Temos de ver qual foi a gravidade do caso e tentar estabelecer uma pena disciplinar proporcional. Poderia ser a suspensão ou até mesmo a expulsão dele da escola”, defendeu Martins Neto. “Se esse menino não sabe conviver em uma escola, que fique em casa”, completou.

Segundo ele, a professora, que não quis se identificar, poderia pedir indenização por danos morais e materiais. “Ela sofreu um dano estético. Imagina se tivesse de raspar a cabeça por causa do dano sofrido?”, questionou Martins Neto.

Já o presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro, atribuiu o episódio à situação de estresse vivida dentro de sala de aula nas escolas do estado. Para ele, "a culpa é do governo".

“As condições a que alunos e professores estão submetidos levam a isso. Existe indisciplina, salas superlotadas, aprovação automática, que tira responsabilidades do aluno, e falta de infra-estrutura nas escolas”, disse Ramiro.
zehrique#2
Oferecer a estudantes que tenham “atitudes extremadas” atendimento diferenciado nas instituições de ensino seria o melhor caminho, apontou o presidente da Apeoesp. “Deveríamos ter um Conselho Tutelar integrado à escola. O aluno tem de ter um tratamento diferenciado”, disse ele.

Violência

A última pesquisa realizada pela Apeoesp, em dezembro de 2006, mostrou que 87% dos 684 professores da rede estadual de ensino entrevistados já presenciaram algum ato de violência dentro da escola. Para 93,3% deles, os alunos são os responsáveis pela violência.

Perguntados se sabiam de casos de consumo de drogas dentro das escolas, 67% dos professores disseram que sim e 74% afirmaram ainda que conhecem mestres que foram ameaçados por alunos (a situação contrária, quando o aluno é ameaçado, foi mencionada por 68% dos entrevistados). Em outro item, 29% dos profissionais de ensino admitiram que sentem inseguros nas salas de aula a ponto de deixar de lecionar.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL58283-5605,00.html
zehrique#3
Queria ver se esse caso tivesse acontecido nos EUA ou algum outro país CIVILIZADO!
Esse aborrescente já tinha saído da escola à tapas!

E depois vem um bando de idiotas defenderem uma idéiazinha de "não bata, eduque!"
Pros infernos com essa ideologia babaca!
priscila#4
Excelente o artigo!
mateus_5#5
Esse artigo do OdeC está maravilhoso.
uriel#6
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Houve realmente o risco de desfiguração do rosto? Ele usou algum fluido inflamável, como fluido de isqueiro? Ou simplesmente encostou a chama acesa do isqueiro no cabelo dela? Cabelo de mulher pego fogo rápido, num "lampejo" mas é "fogo de palha" que apaga por si só rápida e facilmente.
renan_6#7
Deve estar muito mais divertido a escola hj do que no meu tempo.
zehrique#8
Uriel, você é piadista, hein?!
uriel#9
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esse tópico é relacionado a esse: /CommMsgs.aspx?cmm=44668&tid=2538474163999105175&na=3&nst=462&nid=44668-2538474163999105175-2539759997739639980

(Ok, isso foi estúpido - meu momento "Gerson"
uriel#10
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Ora, é óbvio que o moleque tem de ser punido. O fato de não ter havido nenhuma punição é chocante e mostra a falta de disciplina e impunidade total nas escolas e na sociedade. Aluno deveria chamar professor de senhor, como ocorre em todos os países civilizados.

porém, acho que a descrição do Olavo de Carvalho do incidente soou muito.. exagerada. mas eu não sei os detalhes do caso, por isso perguntei. Já testemunhei a combustão do cabelo feminino e ela ocorre da maneira que eu descrevi. É um "pluf" que dura segundos. Uma parenta minha já queimou o cabelo acidentalmente ao encostá-lo na vela por acidente quando se debruçava para pegar algo (tinha acontecido um blecaute, daí a vela acesa). O cabelo "acendeu" e rapidamente apagou. Não houve queda subsequente do cabelo nem nada.

http://www.olavodecarvalho.org/semana/070625dc.htmlConspiração de iniqüidades
"Sob os risos de toda a classe, só uma aluna correu para ajudar a professora, impedindo-a de sofrer queimaduras desfigurantes"

tal risco é quase inexistente. Sei-o empiricamente (não, nunca botei fogo no cabelo de ninguém mas já testemunhei tal fenómeno). - e isso não é uma "iniquidade". Aliás, soa hilário tachar tal coisa como iniquidade.

colocar fogo no cabelo da professora é uma "traquinagem" de moleque semelhante a colocar uma tachinha ou alfinete na cadeira onde ela se senta, ou trazer um sapo para a sala de aula etc etc etc. Tais traqunagens são/eram relativamente comuns no interior do Brasil e duvido que nunca tenham ouvido histórias semelhantes. Agora, é óbvio que o moleque tem de ser severamente punido.
Mas vamos lá, não comparem o garoto ao assassino do Galdino nem aos inquisidores medievais. Olha o senso das proporções! (não sou eu que estou "minimizando", vocês é que estão "maximizando". botar fogo no cabelo não é o equivalente a queimar uma pessoa)

desculpe se ofendi alguém que já teve o cabelo queimado
rodrigo_19#11
Se fosse em Taiwan esse moleque ia levar umas cinqüenta chibatadas em praça pública.
O que na minha opinião, é bom para a sociedade e bom pro próprio delinqüente, porque dá a chance a ele de entender que o que fez foi errado.
rodrigo_19#12
"colocar fogo no cabelo da professora é uma "traquinagem" de moleque semelhante a colocar uma tachinha ou alfinete na cadeira onde ela se senta, ou trazer um sapo para a sala de aula"

Uriel, discordo de ti. Colocar uma tachinha pode ser uma arte maldosa e inconseqüente, mas atear fogo a alguém (e daí que foi só o cabelo?) é uma agressão grave, no meu entender uma tentativa de causar ferimentos graves.
E diga-se de passagem, tenho quase trinta anos e nunca vi ou li um disparate desse tamanho, comparável só a histórias de alunos que agrediram professores a socos e cadeiradas.
mario#13
"colocar fogo no cabelo da professora é uma "traquinagem" de moleque semelhante a colocar uma tachinha ou alfinete na cadeira onde ela se senta, ou trazer um sapo para a sala de aula etc etc etc." (by Uriel)

Jogar uma bolinha de papel, aviaozinho, tachinha, vah lah. Vi muito disso. Ateh vi um colega jogar um sapato na mesa do professor (o prof. estava a escrever no quadro-negro, ou seja, a intencao foi baguncar geral mas nao acertar o mesmo).

As historias de sapo tambem ouvi. Agora queimar cabelo de professor eu nunca vi, tampouco ouvi dizer. Em que escola vc estudou Uriel??

Inteh !
mario#14
PS: excelente artigo, pra variar.
priscila#15
- seu "momento Gerson" foi engraçado, Uriel!
selma#16
Palmatória.
priscila#17
... mas eu acho o seguinte: a discussão aqui é sobre a completa falta de senso de proporção - botar a tachinha, o sapo, essas coisas, não tem as mesmas possíveis conseqüências de tacar fogo no cabelo da professora, possível causa de uma desfiguração da mesma.

Portanto, a punição TEM que ser maior - a punição deve corresponder à conseqüência máxima possível resultante do evento. Ou seja, a tachinha no máximo causaria..., o sapo no máximo causaria..., etc.

Se assim não for, perde-se o link causa-efeito, o que é um passo pavoroso (pra trás) de todo o comportamento moral.

Eu diria até que, francamente, a perda desse link É a quebra do paradigma (se é pra maximizar, e eu acho que é, eu maximizo mesmo... !)!
inocncio#18
O detalhe que ninguém entendeu ainda é o seguinte: se fosse uma "professora" do MST dando aulinhas de cartilha marxista e um aluno ateasse fogo ao cabelo dela seria executado provavelmente ali mesmo por ser um "reacionário burguês". Como era só uma aula inofensiva de ciências, o gesto valeu como um ato "revolucionário".
uriel#19
.

Garanto que nas escolinhas do MST e nas escolas em Cuba há disciplina! e ninguém põe fogo no cabelo de ninguém. Senão é fuzilado!

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