"Esse filme é maravilhoso. É o filme brasileiro mais premiado das últimas décadas.
Eu estava numa sessão de curta-metragens brasileiros, num cineclube daqui, e quando o filme acabou aconteceu algo raro, uma salva de palmas espontânea e unânime da platéia. "
"Utilizei o Ilha das Flores há pouco mais de uma hora, em uma turma de Economia. Utilizei para pautar o debate sobre a atualidade do Manifesto do Partido Comunista.
Moradores contestam imagem da comunidade apresentada em "Ilha das Flores"
"Não era nada daquilo"
Janaína Gonçalves da Silveira, 25 anos, estava na cena em que os moradores da ilha recolhem comida.
Ela recorda que as crianças realmente corriam atrás dos caminhões que iam até a Ilha Grande dos Marinheiros para descarregar os alimentos rejeitados ou com prazo para vencer.
- Filmar era divertido, era bem diferente, mas a gente estava pensando também no dinheiro que iria receber.
Janaína só conseguiu assistir a Ilha das Flores pela primeira vez no ano passado, e comenta que teve de agüentar os comentários que seus colegas do DMLU faziam sobre o filme.
- Não era nada daquilo. O filme dizia que a gente brigava com os porcos.
"Não vivíamos com os porcos"
Eva Gonçalves Machado, 62 anos, vive desde 1972 na Ilha Grande dos Marinheiros. Diz que é um bom lugar para morar, apesar de não ter água encanada e só contar com luz elétric a há uns 10 anos.
- É bom aqui. Se pode ir a Porto Alegre de bicicleta, de carona, até a pé.
Mas o tom de voz de Dona Evinha muda ao falar do filme Ilha das Flores. Ela participou da cena que mostrava adultos e crianças esperando para entrar num pátio e recolher restos de comida. Ao lembrar como foi a filmagem, ela conta que a produção deu cachorro-quente e refrigerante para quem estava atuando. Ri quando recorda que os câmeras do filme subiam uns na costas dos outros para conseguir um ângulo melhor, mas reclama, irritada:
- Eles nos mandaram entrar no pátio junto com os porcos. A gente não fazia isso, não dividia comida com os porcos. O caminhão da Ceasa vinha no sábado, e o dono da granja, que criava porcos, separava em tonéis o que ele ia doar para o povo e o que ia para os animais.
Sua filha, Maria Solange Gonçalves da Silveira, 30 anos, também figurou na cena. Ela lembra que, naquela época, não havia nada para fazer na ilha.
- Foi uma festa, era novidade. Eu pensei que seria atriz. E eles disseram que iam voltar para mostrar o filme, mas estamos esperando até hoje.
Solange viu Ilha das Flores em 2002, ao lado de colegas do DMLU, e ficou revoltada:
- Eu dizia que não era eu, que não estava no filme.
Dona Eva conta que viu o filme no Cine Avenida, no início dos anos 90. Foi toda alegre, brincando que tinha o papel principal, ela diz que achou o curta "um esculacho":
- O porteiro do Avenida me perguntou o que eu achei. Respondi que não gostei, que estava uma porcaria.
Gineo Silva, 40 anos, era um dos meninos que corria atrás do caminhão. Atual vice-presidente da Associação dos Catadores de Material de Porto Alegre, lembra que na década de 80 caminhões de supermercados distribuíam de porta em porta frutas e verduras machucadas e produtos com validade por vencer. A partir de um momento, os caminhões largavam tudo na granja que aparece no curta Ilha das Flores. Lá, os alimentos eram divididos entre o que iria para os porcos e o que seria doado.
- O filme foi prejudicial para a ilha. Senti que nós, seres humanos, somos inferiores aos porcos. A gozação era na escola, nos ônibus.
Segundo Gineo, os adultos teriam recebido o equivalente a R$ 20 e as crianças, R$ 5 pela filmagem de Ilha das Flores. Ele conta que já aconteceu de universitários visitarem a Ilha Grande dos Marinheiros achando que a população divide comida com animais.
- O filme devia trazer no início uma tarja bem grande, dizendo "Esta é uma obra de ficção"
Também vi esse curta metragem... e também foi na escola.
Jorge Furtado é um cineasta comunista e medíocre. Tudo o que ele faz é uma crítica à desigualdade, ao capital, enfim, a essas malditas temáticas marxistas, tudo muito envolvido por estorinhas que eu saberia produzir.
Não tem ninguém que eu odeie mais no cinema nacional do que ele.
"Além do fato de que “Ilha das Flores” não ter sido filmado na dita cuja, mas na “Ilha dos Marinheiros”, o cineasta pagou o entre R$ 5,00 a R$ 10,00 reais – mais refrigerantes – para os moradores “interpretarem” as cenas em que disputavam comida com os porcos. Eles nunca tiveram de se alimentar das sobras dos suínos. Os moradores só foram saber como foram retratados no filme muitos anos depois, pois nunca viram ou tiveram acesso à obra no cinema. Opiniões bastante fortes reclamando dos efeitos discriminatórios, e até de atração turística em que foram transformados por causa do tal filme, foram relatadas pelos moradores do local. Na matéria, Jorge Furtado apenas deu um habitual “sem comentários”."
esse filme é uma lavagem cerebral que usa técnicas do Einseinstein (percursor do "video-clipe").
lembro que me causou forte impressão quando assisti. mas era tudo mentira.
Aliás, moro entre duas favelas em Brasília (Varjão e Paranoá) e ando com frequencia no Paranoá - e não é só pra "visitar", eu sou frequentador da vizinhança (alugo DVDs na video-locadora de lá, faço compras na vendinha lá, malhava na academia etc) e nunca vi ninguém passando fome, nem entre os desempregados que recebem leite e comida do governo distrital e das igrejas e espíritas. Todos têm celular.
Na favela mais pobre de Brasília (Samambaia) há uma antena parabólica em cada barraco. Em Ceilândia e toda a periferia a mesma coisa. Óbvio que há problemas de criminalidade, desemprego, mães solteiras, má saneamento básico, alcoolismo e saúde pública péssima - porém não há ninguém literalmente "passando fome" ou muito menos "morrendo de fome", nem os mendigos! Trata-se de figuras de linguagem que nego leva a sério.
também nas favelas do Rio de Janeiro o poder aquisitivo é quase de classe média. Não tem ninguém "passando fome lá"! Onde estão os famintos do Brasil? Mostrem-mos!
"Televisão, geladeira, lavadora de roupa e videocassete são bens de consumo presentes em grande parte das casas.
Cerca de 96% têm TV em cores, 55% possuem videocassete e mais de 57% têm lavadora de roupas. Nas favelas, 15% dos moradores utilizam carro própria"
"“Uma pesquisa do Instituto de Estudos da Religião (Iser) em 37 favelas do Rio revelou resultados surpreendentes: em cada quatro famílias, pelo menos uma é de classe B e tem renda mensal de cerca de R$ 2 mil. "A gente sempre classificou a população de favelados como D e E. Por incrível que pareça, menos de 1% deles é de classe E", diz o pesquisador e professor de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Franklin Coelho"
Favelismo, o capitalismo na favela, Jornal da Tarde de 19/02/2003
mesmo nas vilas de pescadores do Nordeste ninguém passa fome, pois pescam.. E aliás se estivessem literalmente passando fome não conseguiriam se reproduzir como fazem, pois é impossível levar adiante uma gestação de nove meses passando fome sem perder a criança. E se reproduzem bem nossos "famintos". Populações que estão passando fome de verdade desaparecem ou encolhem.. morrem aos montes como na Ucrânia.
faz anos que procuro um brasileiro passando fome mas até hoje nunca encontrei esse infeliz indivíduo. Nem na Ilha da Flores.. desconfio que não existe.
dizeram-me pra ir procurar na Coréia do Norte ou no interior da China comunista.
Ilha das Flores nunca foi um documentário. Se eles acham isso, estão de sacanagem. É um panfleto, do tipo que nos EUA chamam de "Mockumentary", um falso-documentário usado com um propósito.
Na faculdade de cinema cansei de ver aquilo como exemplo nas aulas de documentário. Como exemplo do que um documentário é: uma fraude. Seja ele tentando se passar por verdadeiro, ou nem tentando, como é o caso de Ilha das Flores.
Mas eu achava que era abertamente um curta de ficção, e não documentário de denúncia. Embora fosse igualmente panfletário e ruim. Nem achava que o... eca... Jorge Furtado o tinha defendido como um. Eu me lembro de ter visto algo como um "making of" do filme, onde mostravam as verdadeiras locações, os atores que faziam os fazendeiros e etc.
Não acredito que engoliram Ilha das Flores. Se bem que vindo de lá...
Se há fome no Brasil deve ser nos "rincões" do sertão nordestino, que sofre com a seca, isolamento geográfico ,falta de investimentos e coronelismo.
O próprio IBGE mostra que há mais brasileiros pobres acima do peso do que brasileiros pobres magros.
Eles é que são os alienados que não conhecem a realidade social do Brasil. Eles, os esquerdistas de classe média.
Eles pensam que há milhões de favelados passando fome. Chega a ser engraçado. Eles não sabem que os favelados têm celular, roupa de grife (falsificada, que seja) e têm máquina de lavar roupa em casa, TV a cores, aparelho de som e DVD.
A empregada doméstica da minha mãe, por exemplo, comprou recentemente um computador pra filha dela. E ela mora numa invasão em área semi-rural.
Os problemas são outros e muitos mas a fome não está entre eles.
Esse socialistas de universidade federal gostam da palavra alienação mas eles é que são os alienados. Não passam de uns pequeno-burgueses deslumbrados. O povo ri deles.
Se quiserem um "mocukmentary" brazuca que pelo menos é curioso, podem ver "Nós que aqui estamos, por vós esperamos". É a frase presente também em cemitérios, e é o mote do filme. Aliás, a única cena realmente filmada pelo diretor é a do cemitério. O resto é colcha de retalhos de outros filmes e uso de fotos. Nada que não derrape, mas é curioso.
Primeiro: Uriel, obrigado pela citação ao meu humblog (humble blog). Realmente sempre tive um pé atrás desde que este "documentário" saiu. Que bom que serviu para alertar as http://pessoas.eu/ sempre me perguntei por quê, em 15 anos de lançamento da obra, ninguém havia perguntado aos moradores o que realmente passou.
Segundo: Vocês viram a pontuação deste filme nohttp://imdb.com/title/tt0097564/usercomments?start=10? Há tempos tento postar um comentário revelador sobre esta farsa e eles simplesmente censuraram-no. Somente opiniões positivas são lá mostradas.
Vejam o tópico http://againstred.blogspot.com/2005/04/censorship-in-imdb-site.html
Putz, nem me fale desse maldito termo "telencéfalo desenvolvido", porque a coisa mais repitida do filme é aquele esquerdismo medíocre de universidade que compara os de "telencéfalo desenvolvido" tratados como inferiores aos porcos pelo capitalismo.
Furtado é uma medíocre, é um pseudo-intelectual esquerdista extremamente típico!!!!
Esse filme foi uma das iscas que me fisgou para o socialismo logo que eu entrei para o curso de História, em 1998 aos 18 anos.
Quem exibiu esta pérola para os calouros (como fazem até hoje) foi a Brigada de Controle do Pensamento do CAHIS e do DCE da UFPR,ambém chamada Comitê de Boas-Vindas.
Esse papo de "direitos humanos" é mais um exemplo de um pretexto polivalente para a múltipla intromissão estatal injusta na esfera de autonomia individual.
valeu, Luis. Seu blog aliás é muito bom. Foi nele que vi a notícia das mensagens subliminares de pedofilia na MTV (a condenação na justiça) e agora o coroner do Picachu! putz..
mundo cão