Rio repete dose de antiamericanismo de Pans passados
Rodrigo Bertolotto
Enviado especial do UOL
No Rio de Janeiro
Um grupo de turistas norte-americanos segue o guia pela Cinelândia, ouve a história do Teatro Municipal carioca e da Biblioteca Nacional. De repente, percebe uma barraca que vende camisetas com a bandeira dos EUA com suásticas no lugar das 50 estrelas. Todos param para tirar fotos. "Desses capitalistas, não queremos dinheiro", sentencia Leda Menezes, a responsável pelo posto, ao ver a cena.
O antiamericanismo do Rio já virou turístico e seu slogan "Halloween é o cacete" se transformou em bordão local. Mas ele mostra uma constante desde o surgimento dos Jogos Pan-Americanos, que nasceram sob a ideal da boa vizinhança, mas que não escaparam da realidade geopolítica do continente.
A história se repete em 2007, com o chefe de imprensa dos EUA escrevendo "Welcome to the Congo" em um quadro no escritório norte-americano no Riocentro (veja texto ao lado).
Foi assim no Pan de 1951, quando a Argentina de Juan Domingo Perón sediou os Jogos em meio a uma crise diplomática com os Estados Unidos -similar à relação atual da superpotência com o venezuelano Hugo Chávez.
Nos Jogos de 1979, disputados em Porto Rico, protetorado dos EUA no Caribe, foi o ápice. Os espectadores vaiavam o hino norte-americano, e o técnico de basquete dos EUA também não colaborou: foi preso por desacato a um policial e ainda declarou que "os porto-riquenhos só sabem plantar bananas".
Esse incidente diplomático se assemelha muito ao do Rio, que pode criar uma bola de neve antiamericana, ainda mais em uma época em que impera o intervencionismo do presidente George W. Bush, que tem a invasão do Iraque como maior símbolo.
Rodrigo Bertolotto
Enviado especial do UOL
No Rio de Janeiro
Um grupo de turistas norte-americanos segue o guia pela Cinelândia, ouve a história do Teatro Municipal carioca e da Biblioteca Nacional. De repente, percebe uma barraca que vende camisetas com a bandeira dos EUA com suásticas no lugar das 50 estrelas. Todos param para tirar fotos. "Desses capitalistas, não queremos dinheiro", sentencia Leda Menezes, a responsável pelo posto, ao ver a cena.
O antiamericanismo do Rio já virou turístico e seu slogan "Halloween é o cacete" se transformou em bordão local. Mas ele mostra uma constante desde o surgimento dos Jogos Pan-Americanos, que nasceram sob a ideal da boa vizinhança, mas que não escaparam da realidade geopolítica do continente.
A história se repete em 2007, com o chefe de imprensa dos EUA escrevendo "Welcome to the Congo" em um quadro no escritório norte-americano no Riocentro (veja texto ao lado).
Foi assim no Pan de 1951, quando a Argentina de Juan Domingo Perón sediou os Jogos em meio a uma crise diplomática com os Estados Unidos -similar à relação atual da superpotência com o venezuelano Hugo Chávez.
Nos Jogos de 1979, disputados em Porto Rico, protetorado dos EUA no Caribe, foi o ápice. Os espectadores vaiavam o hino norte-americano, e o técnico de basquete dos EUA também não colaborou: foi preso por desacato a um policial e ainda declarou que "os porto-riquenhos só sabem plantar bananas".
Esse incidente diplomático se assemelha muito ao do Rio, que pode criar uma bola de neve antiamericana, ainda mais em uma época em que impera o intervencionismo do presidente George W. Bush, que tem a invasão do Iraque como maior símbolo.