Herdeiros querem provar que CIA financiou golpe de 1964
Motivados por declarações de um ex-diplomata americano, a viúva e os filhos do ex-presidente João Goulart, morto em 1976, buscam na Justiça brasileira reparação por supostos danos causados pelos Estados Unidos à família em razão do golpe militar de 1964, que depôs Jango da Presidência.
A indenização pedida é de R$ 3,4 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões por danos morais e R$ 496 milhões a títulos de danos materiais, valor calculado por uma perita. O montante é superior a sete folhas de pagamento mensais do Executivo gaúcho.
Maria Thereza Goulart, viúva de Jango, e os filhos João Vicente e Denise decidiram entrar com a ação depois que Lincoln Gordon, embaixador dos EUA no Brasil na época do golpe, admitiu que a Agência Central de Inteligência (CIA) americana financiou, nas eleições parlamentares de 1962, opositores de Jango.
Em visita ao Brasil em 2002, Gordon disse que a agência americana também injetou dinheiro em campanhas de políticos aliados dos EUA. O ex-embaixador estimou em R$ 5 milhões o valor então repassado clandestinamente. Gordon negou participação no golpe de 64, mas documentos descobertos pelo historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro Carlos Fico e divulgados em 2006 no programa Fantástico, da Rede Globo, revelam que os EUA planejaram intervir no Brasil e ofereceram ajuda militar à oposição.
Documentos revelam plano americano de intervenção
Segundo Fico, um documento elaborado com a ajuda de Gordon previa um "plano de contingência" para o Brasil. Também foi localizado um telegrama enviado pelo Departamento de Estado do EUA ao então embaixador em 31 de março de 1964, data do golpe, colocando um porta-aviões à disposição dos militares.
Segundo João Vicente, a intenção é que a Justiça conceda o direito à família de citar o governo americano sobre um "dolo material, moral e, principalmente, de imagem, porque eles derrubaram um presidente eleito". O filho de Jango afirma que a verba secreta não foi autorizada pelo governo dos EUA. Morte no exílio
Herdeiro de uma tradicional família de estancieiros, João Goulart, o Jango, nasceu em 1º de março de 1919, em São Borja. Formado em Direito, ingressou na política pelas mãos do ex-presidente Getúlio Vargas, seu conterrâneo.
Foi deputado constituinte e federal pelo PTB antes de se tornar ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de Vargas, na década de 50. Eleito duas vezes vice-presidente, assumiu a Presidência em 1961, com a renúncia de Jânio Quadros, pouco mais de sete meses após a posse.
Jango estava na China quando Jânio renunciou. Ministros militares tentaram impedir a posse, receosos da possibilidade de o vice introduzir o comunismo no Brasil. No governo, Goulart foi criticado pela corrupção e pela crise econômica reinante no país.
As tensões sociais aumentaram, e o presidente foi deposto no dia 31 de março de 1964 pelos militares. Depois de se refugiar no Estado, Jango buscou exílio no Uruguai. Em 6 de dezembro de 1976, morreu de complicações cardíacas em Mercedes, Argentina. Uma comissão formada no Congresso para apurar suspeitas de que teria sido assassinado não encontrou provas dessa tese. Foi sepultado em São Borja.
Filho ameaça recorrer ao Tribunal de Haia
Gente
A ação movida pela família do ex-presidente João Goulart foi indeferida na primeira instância. O caso está hoje nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). João Vicente Goulart, filho de Jango, ameaça ir ao Tribunal de Haia processar a Justiça brasileira caso não seja concedido o direito de citar os Estados Unidos por participação no golpe militar de 1964. Segundo ele, o cálculo da indenização, de R$ 3,4 bilhões, foi uma solicitação da Justiça. A família alega que bens foram bloqueados e que houve saques nas fazendas de Jango.
Um assalto generalizado aos cofres públicos, uma gente descarada, apoiada por outra cambada descarada, e o povo com cara de pateta assistindo à farta distribuição dos recursos do país, o butim repartido entre os salteadores, cinicamente chamado de " indenização".
"Indenização" por terem sido impedidos, na época, de cometer a infâmia que está sendo cometida agora. Todos os infames do país unidos na mesma volúpia , e na mesma indecência.
Nos USA os comunas não estão no poder.Os herdeiros do Jango vão perder seu tempo.Jango foi um cretino q queria ficar como ditador no poder com o apoio dos comunistas e de um certo Brizola,q é famíliar de nós cariócas;virou até sinonimo para carreira de cocaína...
"STJ deve intimar embaixada dos EUA no caso Jango
21/08 - 19:41 - Agência Estado
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou hoje que o processo envolvendo indenização à família de João Goulart, presidente deposto no golpe de 1964, volte à vara de origem e que se proceda à prévia intimação da Embaixada dos Estados Unidos para se manifestar sobre a imunidade jurisdicional no caso. Segundo informações do STJ, no julgamento de hoje, a maioria dos ministros reconheceu que os EUA praticaram um ato de império no golpe de 1964.
O STJ não entrou no mérito da questão. O Tribunal destacou que o objetivo foi discutir se a relação jurídica constituía um ato de império ou de gestão. No caso, ficou definido tratar-se de um ato de império e a intimação será uma preliminar para que aquele país decida se aceita responder por possíveis danos morais ou materiais decorrentes do golpe de 64.
Com isso, de acordo com o STJ, o processo volta para a 10.ª Vara da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, de onde deve sair a intimação do embaixador em nome dos Estados Unidos da América."
A picaretagem não tem fim: é revisão na Lei de Anistia, indenização para terrorista, etc...
Em visita ao Brasil em 2002, Gordon disse que a agência americana também injetou dinheiro em campanhas de políticos aliados dos EUA. O ex-embaixador estimou em R$ 5 milhões o valor então repassado clandestinamente. Gordon negou participação no golpe de 64, mas documentos descobertos pelo historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro Carlos Fico e divulgados em 2006 no programa Fantástico, da Rede Globo, revelam que os EUA planejaram intervir no Brasil e ofereceram ajuda militar à oposição.
Documentos revelam plano americano de intervenção
Segundo Fico, um documento elaborado com a ajuda de Gordon previa um "plano de contingência" para o Brasil. Também foi localizado um telegrama enviado pelo Departamento de Estado do EUA ao então embaixador em 31 de março de 1964, data do golpe, colocando um porta-aviões à disposição dos militares.
Marcelo
O embaixador disse que a CIA patrocinou candidatos nas eleições de 1962, não que ela patrocinou o golpe. A própria reportagem menciona que o tal plano de contingência não foi posto em prática.
Note que o tal telegrama do Departamento de Estado dos EUA data de 31 de março de 1964, ou seja, no mesmo dia que tudo já estava se desenrolando.
Veja: Beschloss diz ora que o golpe foi "apoiado pela CIA", ora que foi "liderado pela CIA". Qual expressão define melhor o papel do serviço de informações dos Estados Unidos no Brasil?
Gordon: Nem uma nem outra. A famosa operação Brother Sam, que se atribui à CIA, foi na verdade uma operação da Marinha de Guerra orquestrada por mim. A idéia era ter nas redondezas navios de guerra que pudessem, primeiramente, ajudar os cidadãos americanos a fugir do Brasil em caso de guerra civil. Mesmo assim, no dia do golpe os navios estavam a pelo menos dez dias de viagem das costas brasileiras. Não poderiam ter feito nada em favor do golpe. Não traziam unidades de ataque capazes de desembarcar ou estabelecer cabeças-de-ponte no território brasileiro. Era só pessoal de apoio tático.
Joâo Vicente é um tremendo de um tramposo, quem é do RS sabe muito bem.
Atitudes assim que me fazem sentir vergonha de ser brasileiro...
Como bom brasileiro já perdi o senso de ridículo e de vergonha, só me restou a raiva. Quando os mamonas morreram os pais deles queriam processar a União por perda e danos (lucros cessantes). Coisa pouca, R$ 40 000 000.
"A indenização pedida é de R$ 3,4 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões por danos morais e R$ 496 milhões a títulos de danos materiais, valor calculado por uma perita".
Morre embaixador dos EUA no Brasil na época do golpe de 64
21/12 - 18:04 - BBC Brasil
O diplomata e acadêmico americano Lincoln Gordon, embaixador dos Estados Unidos no Brasil entre 1961 e 1966, morreu no último sábado, aos 96 anos de idade, em uma casa de repouso perto de Washington. Durante os primeiros anos do regime militar, Gordon e o governo americano mantiveram uma relação próxima com as autoridades no poder no Brasil, mas o embaixador sempre negou as acusações de que teria ajudado a promover o golpe de 1964, que derrubou o então presidente João Goulart.
Professores universitários, lideranças
estudantis e políticos de partidos como PSB, PCdoB e PT - além da UNE,
claro - tomam café com o ditador. E adoram
Os laços entre Ahmadinejad e o Brasil estreitaram-se durante o governo
Lula. E essa influência ficou bem clara diante da lista de convidados do
iraniano, formada majoritariamente por intelectuais de esquerda,
professores universitários, lideranças estudantis e políticos de
partidos como PSB, PCdoB e PT - todos, é verdade, já com alguma simpatia
prévia pelo anfitrião. A plateia tinha nomes como: João Vicente
Goulart, filho mais velho do ex-presidente João Goulart; o sociólogo
Emir Sader; Tilden Santiago, ex-embaixador do Brasil em Cuba; Roberto
Amaral, vice-presidente nacional do PSB; Ricardo Zarattini, ex-deputado
federal pelo PT; e Haroldo Lima, ex-diretor geral da ANP.
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Onde está aquele discurso "progressista", pró-gays, pró feminismo e pró-liberação das drogas da esquerda? QUANTA CARA DE PAU!
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Onde está aquele discurso "progressista", pró-gays, pró feminismo e pró-liberação das drogas da esquerda? QUANTA CARA DE PAU!