Gringos reclamam da torcida brasileira
Apesar de pequena, a torcida que acompanhou as finais da prova de fossa olímpica no Centro Nacional de Tiro Esportivo para apoiar a brasileira Janice Teixeira incomodou bastante as atiradoras estrangeiras. Pouco mais de 30 pessoas, na sua maioria parentes de atletas e um e outro torcedor que comprou ingresso, vibravam bastante quando a brasuca acertava seus tiros e vaiava as rivais de Janice quando elas pontuavam.
- Achei que a torcida brasileira não teve respeito, pois vaiava sempre que uma de nós ia atirar. Em alguns momentos isso atrapalhava bastante – afirmou a canadense Sue Nattrauss, ouro na prova.
- No início da final fiquei bastante nervosa por causa das vaias – ressaltou a medalhista de prata, a americana Corey Cogdell.
No entanto, apesar do apoio das arquibancadas, Janice acabou na quinta posição no Pan 2007, colocação inferior ao bronze conquistado quatro anos atrás no Pan de Santo Domingo.
http://pan2007.globo.com/PAN/Noticias/0,,MUL71895-3874,00.html
Rivalidade com hermanos invade a arena
Depois que o argentino Lucas Chiarlo caiu durante a sua apresentação na barra fixa, a torcida brasileira presente à Arena Multiuso não perdoou e começou a cantar: "Três a zero! Três a zero!"
http://pan2007.globo.com/PAN/Noticias/0,,MUL70617-4420,00.html
Torcida hostiliza juízes na Arena Multiuso
Empolgada com a bela apresentação do ginasta brasileiro Luís Augusto dos Anjos na barra fixa, a torcida presente à Arena Multiuso se indignou com a nota de 14.200 e imediatemente passou a entoar um coro xingando a arbitragem.
http://pan2007.globo.com/PAN/Noticias/0,,MUL70608-4420,00.html
Brasil perde o jogo e a torcida, a elegância
Foi, no mínimo, deselegante. Na derrota da seleção brasileira feminina de pólo aquático para os Estados Unidos, nesta terça-feira, no Parque Aquático Julio Delamare, a torcida ofendeu por vários momentos a equipe americana. O placar de 10 a 3 confirmou a superioridade da equipe campeã mundial e favorita para conquistar a medalha de ouro.
Gritos ofensivos contra as americanas eram ouvidos a todo instante no Julio Delamare. Um torcedor vestia uma camisa com um "x" em cima da bandeira americana. A implicância acontecia até com o DJ. Quando ele resolveu variar e tocar uma música estrangeira, um grupo de torcedores se revoltou e começou a gritar. A organização, na mesma hora, trocou a música por um tradicional funk carioca.
O técnico da seleção e a jogadora Fernanda Lissoni, que foram atender aos jornalistas na entrevista coletiva, admitiram que a equipe brasileira ficou incomodada e constrangida com a situação.
- Foi algo muito deselegante com os americanos. Não podemos misturar o lado político com o lado esportivo. A torcida precisa respeitar as atletas, que não tem nada com isso. É preciso separar as coisas - disse Roberto Chiappini.
Antes do início dos Jogos Pan-Americanos, o gerente de imprensa do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Kevin Neuendorf, escreveu em um quadro branco, com caneta vermelha, a frase “Welcome to the Congo” (Bem-vindo ao Congo). Segundo ele, se referindo ao calor que faz no Rio. Mas a frase foi interpretada como preconceituosa e ele acabou sendo punido e voltando para os Estados Unidos.
Apesar dos problemas, havia quem também se utilizasse do bom-humor para apoiar o Brasil, sem qualquer tipo de desrespeito. Três estudantes, por exemplos, escreveram em cartazes a frase "We love Congo" (Nós amamos Congo).
Com o resultado, as americanas seguem invictas na competição, seguidas pelas canadenses, fortes candidatas à prata. Desde o início dos Jogos Pan-Americanos, a delegação de pólo do Brasil não esconde que sua principal adversária é a equipe cubana. A seleção brasileira foi bronze nas duas edições do Pan em que a disputa feminina de pólo aquático aconteceu.
- Mesmo com este resultado, estou satisfeito com a mudança de atitude que as meninas tiveram. Gostei da atuação do grupo – afirma o técnico da equipe brasileira, Roberto Chiapinni.
As brasileiras não abaixaram a cabeça e o jogo começou equilibrado. O primeiro tempo terminou com o Brasil na frente, tendo o placar de 2 a 1. Mas a liderança durou pouco. Já no início do segundo tempo, as americanas passaram a liderar e a vantagem foi aumentando com tranqüilidade.
http://pan2007.globo.com/PAN/Noticias/0,,MUL71985-4022,00.html