No momento em que escrevo este texto, faltam exatos 21 dias para o referendo sobre a proibição da venda de armas e munições. Não tenho arma, não sei sequer como usar uma. Não pretendo ter uma arma, nunca quis ter uma; elas me deixam nervoso. Aliás, adoraria viver em um mundo onde armas não existissem. Mas, meu voto é pelo “não”. Meus argumentos são três.
O artigo completo está no
http://livre-pensamento.blogspot.com/.
Marco,
certamente é (luvas cirúrgicas antes de clicar):
http://www.vermelho.org.br/pcdob/documentos/notacp21.htm
Porém o Chico Buarque vota SIM.É simples.Chico Buarque é reconhecidamente um Ricardão, ou seja, se notabiliza por seu longo histórico em se envolver com mulheres casadas, e por isto morre de medo de levar uns tiros de algum marido nervoso.Por isto, fica defendendo o SIM na campanha do plebiscito pelo desarmamento.Porém, o que Chico Buarque e os outros Ricardões não sabem, é que a vitória do SIM não vai diminuir as possibilidades deles tomarem uns tiros dos maridos nervosos.É que com a vitória do SIM, os maridos nervosos vão comprar armas e munições não em lojas, mas dos traficantes de armas e munições.Só vai mudar isto.O comércio ilegal de armas com a vitória do SIM só vai prosperar.
Crônica do Veríssimo sobre Desarmamento
*** Aprenda a chamar a polícia... falando em desarmamento... ***
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruidos que vinham la de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura,com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando
tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia. No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.
Luís Fernando Veríssimo
Enquanto nossas fronteiras forem como são, terra de ninguém, e enquanto a Polícia for ineficiente e corrupta, na sua maior parte: NÃO AO DESARMAMENTO!!!
O povo sem ter como se defender e os criminosos brasileiros se armando até os dentes no Paraguai.
Mesmo que fossemos uma ilha de excelência, ainda assim, acho q não caberia privarmos de liberdade a decisão de se poder ter ou não ter uma arma de fogo!
BEIJOS PRA TODOS!
Reflexão
Um colega de trabalho argumentou que um homem, com uma arma na mão, é um possível assassino. Esta é a sua principal sustentação para o seu SIM.
Antes de perguntar porquê uma pessoa boa e honesta pode vir a mudar de caráter só porque tem agora uma arma às mãos, isto é, se já não a tinha; e antes também de levar em consideração qualquer dado estatístico, aqui eu ofereço uma reflexão apriorística.
É verdade que um homem de natureza violenta pode vir a incrementar seu potencial de agressividade tendo uma arma à mão. E isto pode acontecer com uma certa frequência, temporária, se imaginarmos um cenário no qual as armas viessem a ser mais liberadas em nosso país, isto é, até que a sociedade atingisse uma maturidade com respeito ao uso das armas, o que inevitavelmente aconteceria.
Entretanto, o que se há de refletir é que, enquanto o potencial de agressividade de um homem de natureza violenta pode ser um POUCO aumentado, principalmente em se tratando de um homem jovem e forte, o potencial de defesa das suas vítimas, que podem tanto ser um homem fraco, velho e pacato, ou mesmo uma mulher, este será MUITO aumentado.
Ambos desarmados, a vantagem recai indiscutivelmente para o homem violento. Ambos armados, há praticamente um nivelamento de forças. Um homem violento armado não tem a mesma coragem de agredir um seu semelhante, mais debilitado, se este estiver TAMBÉM armado.
Pois a natureza destes homens violentos não é de valentia, mas de covardia. São argumentos como estes que devemos apresentar aos nossos contendores.
Reflexão II
Da natureza da sociedade.
Quando eu era criança, eu vivia em Joinville, Santa Catarina. Eu me lembro que naquele tempo, no sul do país, principalmente RS e em menor medida em SC, era muito comum homens portarem arma ostensivamente, com o coldre à mostra.
Mas nem por isto a minha cidade era violenta. Muito pelo contrário. Havia uma sensação geral de segurança.
Há um argumento da turma do sim que diz que o bandido obtém sua arma roubando-a da pessoa honesta.
Um segundo argumento, cínico ao extremo, diz que a pessoa, pega de surpresa, não tem como se defender. Logo, deve ser proibida de vez de tentar se defender (?!).
Estes dois argumentos caem por terra quando analisamos a lei tradicional e sábia que diz que a legítima defesa não precisa ser exercida somente pela vítima, mas também por um terceiro.
Em uma sociedade armada, o bandido precisa se preocupar não somente com a sua vítima, mas também com outras pessoas que venham a acudir a vitima. Eu já presenciei isto. Foi em um tempo em que havia mais ligação e mútua proteção entre as pessoas.
Com a política do "desarme-se"; Com a política do "não reaja", e com a política de criminalizar as pessoas honestas, transformamos a sociedade em um bando de ovelhas. As pessoas se tornaram apáticas porque sabem que, se tentarem ajudar, estarão arranjando um tremendo problema para si mesmas. Viramos ovelhas. Viramos aqueles judeus do tempo da segunda guerra mundial, que entregavam seus semelhantes para tentar sobreviver.
Precisamos reverter isto, não só concedendo ao cidadão o direito de armar-se, mas também garantindo-lhe seu direito à legítima defesa, seja sua, de sua propriedade, ou mesmo de terceiros.
... porque é um direito básico do ser humano, desde que ele é homem, de se defender contra agressões (de indivíduos ou do Estado).
Pesquisem o "Decálogo de Lênin" e vejam de onde parte a iniciativa desarmamentista. DIGA NÃO AO GOVERNO DO MENSALÃO! VOTE 1!
Cristãos contra o desarmamento
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