No Podcast do Diogo, que já está no ar:
No sábado, 4 de agosto, haverá uma passeata de protesto contra Lula. Ela ocorre uma semana depois da marcha que homenageou os mortos do acidente da TAM. Mais de seis mil pessoas participaram do evento e vaiaram Lula. Janice, que perdeu dois amigos na tragédia em Congonhas, disse que Seu Jorge embalou os manifestantes cantando Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, numa tentativa malfadada de “esquerdizar” o movimento. Esse é o melhor atributo das passeatas contra Lula, que pipocam aqui e ali: quem participa delas é uma gente nem sabe direito como protestar. Nos últimos trinta anos, os piqueteiros profissionais do petismo, bancados pelo imposto sindical, garantiram para si o monopólio do protesto. Agora surgiu essa outra turma, que quer protestar contra Lula, mas nunca fez isso antes. Uma turma desajeitada, sem prática, sem know-how, sem liderança, que é obrigada a recorrer até à medonha Pra não dizer que não falei das flores, apropriando-se do hino cafona do inimigo.
(...)
Outra peculiaridade desse movimento contra Lula é que ele já nasce acuado. Os organizadores da passeata de 4 de agosto se comunicam pela internet. Há uma página no Orkut em que eles se reúnem e trocam notícias. Inicialmente, a marcha no Rio de Janeiro estava marcada no centro da cidade. Poucos dias atrás, um de seus organizadores, muito tímido, envergonhado, quase pedindo desculpas, sugeriu transferir a passeata para Copacabana, porque poderia atrair mais gente. No Orkut, os manifestantes se perguntaram preocupados se isso não facilitaria o trabalho do departamento de propaganda do petismo, que poderia caracterizar o movimento contra Lula como elitista e restrito à Zona Sul. O petismo se entranhou de tal maneira na política, na cultura, na igreja, na universidade, no jornalismo e no sistema judicial que tudo o que não pertence ao petismo acaba por ser considerado espúrio, ilegítimo, praticamente criminoso. Inclusive uma passeata.
Extraído do blog do Reinaldo Azevedo
No sábado, 4 de agosto, haverá uma passeata de protesto contra Lula. Ela ocorre uma semana depois da marcha que homenageou os mortos do acidente da TAM. Mais de seis mil pessoas participaram do evento e vaiaram Lula. Janice, que perdeu dois amigos na tragédia em Congonhas, disse que Seu Jorge embalou os manifestantes cantando Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, numa tentativa malfadada de “esquerdizar” o movimento. Esse é o melhor atributo das passeatas contra Lula, que pipocam aqui e ali: quem participa delas é uma gente nem sabe direito como protestar. Nos últimos trinta anos, os piqueteiros profissionais do petismo, bancados pelo imposto sindical, garantiram para si o monopólio do protesto. Agora surgiu essa outra turma, que quer protestar contra Lula, mas nunca fez isso antes. Uma turma desajeitada, sem prática, sem know-how, sem liderança, que é obrigada a recorrer até à medonha Pra não dizer que não falei das flores, apropriando-se do hino cafona do inimigo.
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Outra peculiaridade desse movimento contra Lula é que ele já nasce acuado. Os organizadores da passeata de 4 de agosto se comunicam pela internet. Há uma página no Orkut em que eles se reúnem e trocam notícias. Inicialmente, a marcha no Rio de Janeiro estava marcada no centro da cidade. Poucos dias atrás, um de seus organizadores, muito tímido, envergonhado, quase pedindo desculpas, sugeriu transferir a passeata para Copacabana, porque poderia atrair mais gente. No Orkut, os manifestantes se perguntaram preocupados se isso não facilitaria o trabalho do departamento de propaganda do petismo, que poderia caracterizar o movimento contra Lula como elitista e restrito à Zona Sul. O petismo se entranhou de tal maneira na política, na cultura, na igreja, na universidade, no jornalismo e no sistema judicial que tudo o que não pertence ao petismo acaba por ser considerado espúrio, ilegítimo, praticamente criminoso. Inclusive uma passeata.
Extraído do blog do Reinaldo Azevedo