O Brasil é um país que, historicamente, tem apresentado uma forte concentração de renda e riqueza e uma robusta desigualdade diante de tentativas de erradicar as diferenças entre as regiões. Uma entre tantas tentativas de reduzir esta desigualdade foi feita a partir da distribuição dos recursos federais, compensando com uma maior parcela os Estados das regiões mais pobres, especialmente Norte e Nordeste. Assim, Estados com menor renda e riqueza e, portanto, com menor arrecadação própria de tributos receberiam mais recursos da arrecadação federal na forma de transferências constitucionais. Até este ponto, nada a contestar.
Porém, na tentativa de equilibrar, nasceu outra distorção na relação entre a União e os Estados. Em 2006 apenas, os Estados localizados nas regiões Norte e Nordeste receberam mais recursos da União na forma de transferências constitucionais (Fundo de Participação de Estados, Fundo de Participação de Municípios etc) do que recolheram em impostos e contribuições federais para a União. Esse "superávit fiscal" com a União chegou a R$ 9,4 bilhões na Região Nordeste e R$ 5,5 bilhões na Região Norte.
Enquanto isso, no mesmo período, as demais regiões do país apresentaram um elevado "déficit fiscal" com a União, chegando a incríveis R$ 230 bilhões na Região Sudeste, fruto de uma arrecadação de impostos federais da ordem de R$ 260 bilhões e transferências constitucionais de apenas R$ 30 bilhões. Ou seja, para cada R$ 9 que a região enviou à União, recebeu de volta apenas R$ 1. Na Região Sul, o mesmo fenômeno foi percebido, com os Estados enviando R$ 41,5 bilhões à União e recebendo apenas R$ 13 bilhões. Assim, para cada R$ 3,2 enviados, receberam de volta apenas R$ 1. O Rio Grande do Sul, por sinal, foi o Estado mais penalizado da região, pois para cada R$ 1 recebido, enviou cerca de R$ 4.
Porém, na tentativa de equilibrar, nasceu outra distorção na relação entre a União e os Estados. Em 2006 apenas, os Estados localizados nas regiões Norte e Nordeste receberam mais recursos da União na forma de transferências constitucionais (Fundo de Participação de Estados, Fundo de Participação de Municípios etc) do que recolheram em impostos e contribuições federais para a União. Esse "superávit fiscal" com a União chegou a R$ 9,4 bilhões na Região Nordeste e R$ 5,5 bilhões na Região Norte.
Enquanto isso, no mesmo período, as demais regiões do país apresentaram um elevado "déficit fiscal" com a União, chegando a incríveis R$ 230 bilhões na Região Sudeste, fruto de uma arrecadação de impostos federais da ordem de R$ 260 bilhões e transferências constitucionais de apenas R$ 30 bilhões. Ou seja, para cada R$ 9 que a região enviou à União, recebeu de volta apenas R$ 1. Na Região Sul, o mesmo fenômeno foi percebido, com os Estados enviando R$ 41,5 bilhões à União e recebendo apenas R$ 13 bilhões. Assim, para cada R$ 3,2 enviados, receberam de volta apenas R$ 1. O Rio Grande do Sul, por sinal, foi o Estado mais penalizado da região, pois para cada R$ 1 recebido, enviou cerca de R$ 4.