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Algo a Se Comemorar, Certo?

Iniciado por diogo_4 em 08/08/2007 · 3 mensagens

diogo_4#1
Prenderam o sucessor do Escobar. A Polícia Federal provavelmente enviará para os EUA o traficante colombiano Juan Carlos “Chupeta” Ramirez Abadia, onde, também provavelmente, será condenado à prisão perpétua. Algo a se comemorar, certo? Depende.

A Polícia Federal fez seu trabalho, colocou atrás das grades o traficante. Porém, a ação nos leva para outro grande problema brasileiro: a Justiça.

Não há dúvidas que a extradição é o melhor caminho. A Justiça brasileira é conivente com os criminosos. Ninguém, em sã consciência, deseja ver este marginal longe das grades, o que se dá no Brasil com extrema facilidade. Daí a saída: extradita-se.

A extradição, neste caso, é um atestado de incapacidade. Os crimes cometidos pelo “Chupeta” nos EUA não são muito diferentes dos crimes cometidos no Brasil, o diferencial se dá nas penas. Lá os bandidos pagam, aqui eles fazem especialização. No caso do “Chupeta”, ele viria para ser o Reitor.

Isso quer dizer que a culpa é só dos juízes? Tão pouco. Cria-se um mito de Judiciário omisso, quando na verdade a culpa recai, principalmente, sobre o legislativo. O legislativo brasileiro é “muderno” doutrinado nas mais altas acadêmias esquerdistas. Lá se acredita que a culpa é da sociedade, não do criminoso.

O tráfico internacional está ciente da situação brasileira. Isto pode ser notado pela quantidade de traficantes da América-Latina que fixaram residência aqui, acreditando que, se pegos, vão ter penas mais brandas. O Brasil se tornou referência mundial de incapacidade legislativa.

Por que então a extradição? Não seria uma contradição extraditar um bandido “fruto da sociedade” para um país onde ele seja efetivamente punido? O ponto aqui é que: quem analisa o pedido de extradição é o STF, enquanto quem elabora as leis a favor dos “excluídos” é o legislativo. Além do fato do Brasil já ter traficantes demais para chamar de seus.
diogo_4#2
Vale lembrar que existem casos mal explicados sobre extradições não aceitas, alguns com fortes indícios de influência política. O mais “conhecido” destes casos é o do italiano Achille Lollo, acusado de matar uma criança e um rapaz de 22 anos, da mesma família, em um ataque à casa de um funcionário do partido de direita na Itália. Lollo fazia parte de um partido comunista, fugiu para o Brasil e mais tarde participou da fundação do Psol com a ex-Senadora Heloísa Helena.

Se realmente a extradição se confirmar, espero que o legislativo brasileiro acompanhe o caso e a repercussão. Ainda tenho esperança de que nossos políticos descubram que a correção não ocorre distribuindo carícias, mas sim punindo de forma enérgica.

Pensando bem, acho que punições enérgicas não é muito a praia dos políticos brasileiros...

Aqui: http://www.diogo-luz.bogspot.com/
priscila#3
Eu ainda quero ver o traficante ser mesmo embarcado para os EUA.
E saltar do avião lá.

Graças a Deus tem os tais cinco milhões de dólares - senão esse cara não seria extraditado NUNCA, duvido!

Mesmo assim, quero ver o cara saltando em solo americano.
Até lá, não comemoro.

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