José Colucci Jr.
Criacionismo é a noção de que os seres vivos foram criados tal qual são pelo criador onipotente. Se o leitor pensa que essa é uma esquisitice americana que jamais chegará aos trópicos, é melhor pensar de novo. Graças aos esforços de religiosos fundamentalistas, o criacionismo começa a organizar-se no Brasil.
Uma vez que os criacionistas não fazem ciência, e não contam com o suporte de evidências, pesquisas e teorias minimamente plausíveis, sua obsessão é criticar a evolução e os evolucionistas, ou o que percebem como falhas nestes. Para essa tarefa contam com a ajuda ocasional de um ou outro ignorante em ciência que os defende na imprensa com fervor, digamos, religioso. Lendo O Globo descobri que, no Brasil, o filósofo Olavo de Carvalho se presta a esse papel.
Em duas colunas recentes (O Globo, 26/6/04 e 10/7/4), Olavo de Carvalho mistura lugares comuns criacionistas com a sua conhecida obsessão anticomunista. Olavo de Carvalho não mereceria atenção não fosse a atração que exerce sobre os que confundem retórica com erudição e falta de civilidade com coragem intelectual.
O construtor de bonecos de palha
No jornal O Globo de 26/6/04, Olavo de Carvalho implica com a afirmação de Richard Dawkins para a Veja (edição 1.859, de 23/6/04) de que "o mundo teria mais paz se todas as religiões fossem abolidas". Dawkins não disse isso. A frase que aparece na entrevista é "se pudéssemos abolir a religião ou convencer as pessoas de que suas religiões são ilusões, provavelmente não teríamos mais atentados suicidas".
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=286OFC002
Criacionismo é a noção de que os seres vivos foram criados tal qual são pelo criador onipotente. Se o leitor pensa que essa é uma esquisitice americana que jamais chegará aos trópicos, é melhor pensar de novo. Graças aos esforços de religiosos fundamentalistas, o criacionismo começa a organizar-se no Brasil.
Uma vez que os criacionistas não fazem ciência, e não contam com o suporte de evidências, pesquisas e teorias minimamente plausíveis, sua obsessão é criticar a evolução e os evolucionistas, ou o que percebem como falhas nestes. Para essa tarefa contam com a ajuda ocasional de um ou outro ignorante em ciência que os defende na imprensa com fervor, digamos, religioso. Lendo O Globo descobri que, no Brasil, o filósofo Olavo de Carvalho se presta a esse papel.
Em duas colunas recentes (O Globo, 26/6/04 e 10/7/4), Olavo de Carvalho mistura lugares comuns criacionistas com a sua conhecida obsessão anticomunista. Olavo de Carvalho não mereceria atenção não fosse a atração que exerce sobre os que confundem retórica com erudição e falta de civilidade com coragem intelectual.
O construtor de bonecos de palha
No jornal O Globo de 26/6/04, Olavo de Carvalho implica com a afirmação de Richard Dawkins para a Veja (edição 1.859, de 23/6/04) de que "o mundo teria mais paz se todas as religiões fossem abolidas". Dawkins não disse isso. A frase que aparece na entrevista é "se pudéssemos abolir a religião ou convencer as pessoas de que suas religiões são ilusões, provavelmente não teríamos mais atentados suicidas".
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