Sempre acompanho todos os tópicos propostos, e constato que todas as vezes que alguém fala em fé, logo é contestado por alguém que diz seguir a "razão". Isto acontece nesta e em outras comunidades, assim como em qualquer discussão que ocorra em qualquer veículo da mídia. Bem, me parece que a oposição entre razão e fé é algo equivocado. A fé não prescinde da racionalidade.
Ocorre que existe uma noção constante entre muitas pessoas, de que a fé não passa de uma forma de "crendice". A rigor, a fé, de fato, reflete uma crença, mas não no sentido vulgar que muitos lhe emprestam. Esta idéia origina chavões quase que indeléveis, tais como "cientistas usam a razão, religiosos, a fé", que no fim das contas termina em "luzes da ciência racional X trevas da crendice religiosa".
É preciso compreender que a fé não é um ato cego e irracional ligado à crença da existência de algo, o mero resultado de uma tomada de posição sem reflexão profunda anterior. Se acreditarmos nisso, acreditaremos então que homens com Sto. Tomás de Aquino e Santo Agostinho não eram racionais. A fé precisa ser desvinculada de seu sentido vulgar de mera crendicie, para ser levada de volta ao seu lugar merecido, que é o de um ato complexo.
Sei que nesta comunidade há pessoas muito mais qualificadas do que eu para desenvolver este tema, mas sinto que a essência do problema reside exatamente na idéia errônea do que a fé seja. Deixo como sugestão de leitura uma passagem do livro "Fundamentos de Filsofia - Lições Preliminares", do filósofo Manuel García Morente, que pode ser obitida em http://www.consciencia.org/fundamentosfilosofiamorente12.shtml
Ocorre que existe uma noção constante entre muitas pessoas, de que a fé não passa de uma forma de "crendice". A rigor, a fé, de fato, reflete uma crença, mas não no sentido vulgar que muitos lhe emprestam. Esta idéia origina chavões quase que indeléveis, tais como "cientistas usam a razão, religiosos, a fé", que no fim das contas termina em "luzes da ciência racional X trevas da crendice religiosa".
É preciso compreender que a fé não é um ato cego e irracional ligado à crença da existência de algo, o mero resultado de uma tomada de posição sem reflexão profunda anterior. Se acreditarmos nisso, acreditaremos então que homens com Sto. Tomás de Aquino e Santo Agostinho não eram racionais. A fé precisa ser desvinculada de seu sentido vulgar de mera crendicie, para ser levada de volta ao seu lugar merecido, que é o de um ato complexo.
Sei que nesta comunidade há pessoas muito mais qualificadas do que eu para desenvolver este tema, mas sinto que a essência do problema reside exatamente na idéia errônea do que a fé seja. Deixo como sugestão de leitura uma passagem do livro "Fundamentos de Filsofia - Lições Preliminares", do filósofo Manuel García Morente, que pode ser obitida em http://www.consciencia.org/fundamentosfilosofiamorente12.shtml