As ciências da natureza buscam uma lei. As ciências do espírito buscam uma constante. Assim, nos ensina Mário Ferreira dos Santos em Lógica e Dialética. Não obstante, haveria a possibilidade de encontrarmos uma lei numa ciência do espírito?
G. Monod, em De la Méthode dans les Sciences, afirma: “L’histoire offre ceci de particulier que, bien qu’elle soit une science de faits, elle n’est pas une science d’observation” (p.373). Deste modo, não podemos estudar, imparcialmente, a história da filosofia ou a historia dos grandes espíritos apenas através da observação – pois a observação é uma forma perigosa de erro e desfiguração do passado. Seguindo com a cartinha de G. Monod, faz-se essencial aos estudiosos dos fatos históricos duas operações simplíssimas: a crítica das fontes e a crítica dos fatos.
Fato é, que aplicar a critica dos fatos à história dos grandes espíritos causa-me, invariavelmente, a dúvida do primeiro parágrafo. Por exemplo, a cruz erguida de Cristo, a cicuta penitencial de Sócrates, a pobreza e o esquecimento de Camões e Cervantes, a douta fogueira de Giordano Bruno, põe-me em dúvida se o destino dos grandes homens é, determinadamente, uma constante – ou tornou-se historicamente uma lei natural da mediocridade.
Já dizia D. Hume, no século XVIII, que as mesmas causas não necessariamente produzem os mesmos efeitos. Não obstante, a contradição não abarca a história dos grandes homens, ou melhor, a hipotética lei da mediocridade do espírito produziu incessantemente os mesmos efeitos históricos. Desse modo, o que podemos esperar do destino de Olavo? Será tão cruel quanto o destino de Sócrates, tão triste quanto o de Camões, ou tão hediondo quanto o de Giordano Bruno? Certamente, será difícil afirmar a priori – embora já o saibamos comparativamente. Contudo, revela-se a nós, a posteriori, a possível descoberta de uma esdrúxula estranha lei.
Em suma, faço um apelo aos discípulos de Olavo que não deixemos cair sobre ele o plangente do destino de Sócrates.
G. Monod, em De la Méthode dans les Sciences, afirma: “L’histoire offre ceci de particulier que, bien qu’elle soit une science de faits, elle n’est pas une science d’observation” (p.373). Deste modo, não podemos estudar, imparcialmente, a história da filosofia ou a historia dos grandes espíritos apenas através da observação – pois a observação é uma forma perigosa de erro e desfiguração do passado. Seguindo com a cartinha de G. Monod, faz-se essencial aos estudiosos dos fatos históricos duas operações simplíssimas: a crítica das fontes e a crítica dos fatos.
Fato é, que aplicar a critica dos fatos à história dos grandes espíritos causa-me, invariavelmente, a dúvida do primeiro parágrafo. Por exemplo, a cruz erguida de Cristo, a cicuta penitencial de Sócrates, a pobreza e o esquecimento de Camões e Cervantes, a douta fogueira de Giordano Bruno, põe-me em dúvida se o destino dos grandes homens é, determinadamente, uma constante – ou tornou-se historicamente uma lei natural da mediocridade.
Já dizia D. Hume, no século XVIII, que as mesmas causas não necessariamente produzem os mesmos efeitos. Não obstante, a contradição não abarca a história dos grandes homens, ou melhor, a hipotética lei da mediocridade do espírito produziu incessantemente os mesmos efeitos históricos. Desse modo, o que podemos esperar do destino de Olavo? Será tão cruel quanto o destino de Sócrates, tão triste quanto o de Camões, ou tão hediondo quanto o de Giordano Bruno? Certamente, será difícil afirmar a priori – embora já o saibamos comparativamente. Contudo, revela-se a nós, a posteriori, a possível descoberta de uma esdrúxula estranha lei.
Em suma, faço um apelo aos discípulos de Olavo que não deixemos cair sobre ele o plangente do destino de Sócrates.