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Olavo de Carvalho e o Destino de Sócrates

Iniciado por mikal em 14/08/2007 · 7 mensagens

mikal#1
As ciências da natureza buscam uma lei. As ciências do espírito buscam uma constante. Assim, nos ensina Mário Ferreira dos Santos em Lógica e Dialética. Não obstante, haveria a possibilidade de encontrarmos uma lei numa ciência do espírito?
G. Monod, em De la Méthode dans les Sciences, afirma: “L’histoire offre ceci de particulier que, bien qu’elle soit une science de faits, elle n’est pas une science d’observation” (p.373). Deste modo, não podemos estudar, imparcialmente, a história da filosofia ou a historia dos grandes espíritos apenas através da observação – pois a observação é uma forma perigosa de erro e desfiguração do passado. Seguindo com a cartinha de G. Monod, faz-se essencial aos estudiosos dos fatos históricos duas operações simplíssimas: a crítica das fontes e a crítica dos fatos.
Fato é, que aplicar a critica dos fatos à história dos grandes espíritos causa-me, invariavelmente, a dúvida do primeiro parágrafo. Por exemplo, a cruz erguida de Cristo, a cicuta penitencial de Sócrates, a pobreza e o esquecimento de Camões e Cervantes, a douta fogueira de Giordano Bruno, põe-me em dúvida se o destino dos grandes homens é, determinadamente, uma constante – ou tornou-se historicamente uma lei natural da mediocridade.
Já dizia D. Hume, no século XVIII, que as mesmas causas não necessariamente produzem os mesmos efeitos. Não obstante, a contradição não abarca a história dos grandes homens, ou melhor, a hipotética lei da mediocridade do espírito produziu incessantemente os mesmos efeitos históricos. Desse modo, o que podemos esperar do destino de Olavo? Será tão cruel quanto o destino de Sócrates, tão triste quanto o de Camões, ou tão hediondo quanto o de Giordano Bruno? Certamente, será difícil afirmar a priori – embora já o saibamos comparativamente. Contudo, revela-se a nós, a posteriori, a possível descoberta de uma esdrúxula estranha lei.
Em suma, faço um apelo aos discípulos de Olavo que não deixemos cair sobre ele o plangente do destino de Sócrates.
marcos_8#2
Não acho que o destino triste de grandes homens seja uma constante.
Nos seus exemplo: Jesus Cristo não pode ser contado junto com os demais, porque não era apenas "um grande homem".
Giordano Bruno não era um homem tão grande assim.
Os exemplos contrários são muitos: rapidamente (não estou fazendo comparações entre eles, mas todos foram considerados "grandes homens"), São João Evangelista, São Francisco de Assis, São Luís, Galileu, Einstein, Newton, Churchill, Reagan, Mario Ferreira dos Santos, René Guénon, Platão, Aristóteles, Santo Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno...
Nenhum destes morreu em desgraça, preso ou assassinado.
Se é para desejar que Olavo de Carvalho tenha um bom fim (coisa extremamente mórbida), que tal em pé, rezando o Pai-Nosso, junto à família (Mario F. dos Santos), reconhecido por todos (Sto. Tomás, S. Francisco), centenário (S. João), com um bom número de discípulos (Platão) e rei da França (S. Luís)!
lucas_6#3
Eu acho que o Olavo está é muito seguro morando lá nos Istatis. Quem está correndo o risco de um destino cruel somos nós, que continuamos a arriscar a nossa pele sob o governo do petezada.
priscila#4
Eu também acho que "estamos maus" por aqui, e bem "maus" - como dizem lá nas comunidades políticas onde entro pra debater com a petralhada.

O grau de rancor e ódio que vejo por lá é enorme: um perigo, acirrado incessantemente. Comparável ao atiçamento de uma matilha, palavra de honra.
adermir#5
"Fui" é uma tradução fiel do grego original, né Silvio?
marcos_8#6
dumbass é grego arcaico: Dumb vem de "dumbos", elefantes pequenos com grandes orelhas; "ass" vem de "assoios", olhar o próprio traseiro em ação.
paulo_15#7
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Será que o Senador Renan andou lendo esse tópico!

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