Não sei quem acompanhou o caso, mas o professor Paulo Roberto da Costa Kramer, que dá aulas no curso de mestrado em ciências políticas na Universidade de Brasília, terminou sendo considerado culpado por por racismo, acusação feita por alguns estudantes. A princípio a punição prevista era de 30 dias de suspensão, mas houve conversão para multa equivalente a 50% do salário do professor.
Não sei o que aconteceu depois, se a punição foi revogada ou não, mas é um importante retrato do estado de coisas que vivemos. Tudo começou no ano passado, quando no primeiro dia de aula o professor comentou os programas de assistências às famílias negras nos EUA e referiu-se aos negros como "crioulada". Um grupo de alunos se sentiu incomodado e mandou um e-mail ao professor, que terminou por se desculpar.
Mas o caso não acabou por aí. Dias depois uma discussão surgiu em sala de aula devido ainda à expressão, ocasião em que alunos gravaram o que se passou. O professor afirmou que diria "crioulada" quantas vezes quisesse, nem que tivesse que impetrar mandado de segurança para tal.
Gostaria de tecer algumas considerações: A primeira é que a palavra "crioulada" é registrada no dicionário Aurélio, significando apenas grupo de crioulos. Ao que me consta, crioulo é uma palavra que designa indivíduos negros. Ora, se não é ilícito a ninguém referir-se a um negro como crioulo (palavra que não tem qualquer sentido pejorativo) não há de ser igualmente ilícito utilizar-se da expressão "crioulada", que designa um grupo de indivíduos negros. A palavra crioulo nunca teve conotação ofensiva. No folclore brasileiro, especificamente do Rio Grande do Sul, há o uso do termo "crioulo" e ninguém nunca viu aí nenhum racismo. Me refiro ao negrinho do pastoreio, que o próprio dicionário Aurélio assim define:
"Ente fantástico, anjo bom dos pampas, também conhecido por Negrinho do Pastorejo, Crioulinho do Pastorejo, Crioulo do Pastorejo ou Crioulo do Pastoreio.
Não sei o que aconteceu depois, se a punição foi revogada ou não, mas é um importante retrato do estado de coisas que vivemos. Tudo começou no ano passado, quando no primeiro dia de aula o professor comentou os programas de assistências às famílias negras nos EUA e referiu-se aos negros como "crioulada". Um grupo de alunos se sentiu incomodado e mandou um e-mail ao professor, que terminou por se desculpar.
Mas o caso não acabou por aí. Dias depois uma discussão surgiu em sala de aula devido ainda à expressão, ocasião em que alunos gravaram o que se passou. O professor afirmou que diria "crioulada" quantas vezes quisesse, nem que tivesse que impetrar mandado de segurança para tal.
Gostaria de tecer algumas considerações: A primeira é que a palavra "crioulada" é registrada no dicionário Aurélio, significando apenas grupo de crioulos. Ao que me consta, crioulo é uma palavra que designa indivíduos negros. Ora, se não é ilícito a ninguém referir-se a um negro como crioulo (palavra que não tem qualquer sentido pejorativo) não há de ser igualmente ilícito utilizar-se da expressão "crioulada", que designa um grupo de indivíduos negros. A palavra crioulo nunca teve conotação ofensiva. No folclore brasileiro, especificamente do Rio Grande do Sul, há o uso do termo "crioulo" e ninguém nunca viu aí nenhum racismo. Me refiro ao negrinho do pastoreio, que o próprio dicionário Aurélio assim define:
"Ente fantástico, anjo bom dos pampas, também conhecido por Negrinho do Pastorejo, Crioulinho do Pastorejo, Crioulo do Pastorejo ou Crioulo do Pastoreio.