Trecho de http://la3.blogspot.com/2007/09/revendo-histria-os-p…stas_02.html
Jacques Barzun, em sua magnífica obra “ Da Alvorada À Decadência”, dá evidências de que, o que se convencionou chamar de “humanismo” na Renascença, não foi algo totalmente contrário à Igreja Católica, ou pelo menos aceito com contrariedade por ela. Pelo contrário. Alguns dos maiores humanistas foram papas.
Leia o trecho final do capítulo “ As Belas – Artes”
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(.....) " Pelo terceiro quartil do século, ocupava o trono Júlio II – famoso como pescador e soldado, e vitorioso em guerras que recuperavam território do papado. Foi um dos mais abalizados juízes dos artistas e respectivas obras. Foi ele quem realmente iniciou a reconstrução da Basílica de São Pedro. No Vaticano, criou um jardim de esculturas em volta da “estátua suprema”, o Apollo Belvedere, e do não menos famoso grupo de Laocoonte, desenterrado em 1506. Júlio estava disposto a fazer novamente de Roma uma bela cidade, usando projetos de Bramante e Michelângelo. Concebeu também o esquema das indulgências que se abateu sobre o seu sucessor Leão X, o conhecedor de arte a quem Rafael ficou a dever as maiores encomendas.
Foi este cenário que revoltou o jovem Lutero. Visto pelos seus olhos, o Humanismo era apenas outro nome para mundanismo. A baixa moralidade dos grandes senhores grandes senhores da Igreja justificou muitas vezes o seu julgamento, embora, bem vistas as coisas, os humanistas fossem talvez mais verdadeiramente cristãos do que os padres e monges banais ou do que os evangélicos fanáticos que viviam em violência embora julgassem salvos pela fé. Além disso, ao encherem o espírito os elementos da duas civilizações antigas, os humanistas foram forçados a colocar questões perenes que precedm a crença religiosa: Para qe serve a vida? Qual é o dever e o destino do homem? Qual é o significado da morte?”
Jacques Barzun, em sua magnífica obra “ Da Alvorada À Decadência”, dá evidências de que, o que se convencionou chamar de “humanismo” na Renascença, não foi algo totalmente contrário à Igreja Católica, ou pelo menos aceito com contrariedade por ela. Pelo contrário. Alguns dos maiores humanistas foram papas.
Leia o trecho final do capítulo “ As Belas – Artes”
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(.....) " Pelo terceiro quartil do século, ocupava o trono Júlio II – famoso como pescador e soldado, e vitorioso em guerras que recuperavam território do papado. Foi um dos mais abalizados juízes dos artistas e respectivas obras. Foi ele quem realmente iniciou a reconstrução da Basílica de São Pedro. No Vaticano, criou um jardim de esculturas em volta da “estátua suprema”, o Apollo Belvedere, e do não menos famoso grupo de Laocoonte, desenterrado em 1506. Júlio estava disposto a fazer novamente de Roma uma bela cidade, usando projetos de Bramante e Michelângelo. Concebeu também o esquema das indulgências que se abateu sobre o seu sucessor Leão X, o conhecedor de arte a quem Rafael ficou a dever as maiores encomendas.
Foi este cenário que revoltou o jovem Lutero. Visto pelos seus olhos, o Humanismo era apenas outro nome para mundanismo. A baixa moralidade dos grandes senhores grandes senhores da Igreja justificou muitas vezes o seu julgamento, embora, bem vistas as coisas, os humanistas fossem talvez mais verdadeiramente cristãos do que os padres e monges banais ou do que os evangélicos fanáticos que viviam em violência embora julgassem salvos pela fé. Além disso, ao encherem o espírito os elementos da duas civilizações antigas, os humanistas foram forçados a colocar questões perenes que precedm a crença religiosa: Para qe serve a vida? Qual é o dever e o destino do homem? Qual é o significado da morte?”