Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

REVOLUÇÃO ISLÂMICA

Iniciado por vincius em 04/09/2007 · 12 mensagens

vincius#1
Há umas três semanas, Pedro Sette Câmara publicou um post muito interessante no indivíduo:

Leio com interesse o que Olavo de Carvalho escreve sobre a mentalidade revolucionária. Ele mesmo dá uma ótima explicação do que se trata:

“Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.

Mas, ao ler isto, não consigo deixar de me lembrar de René Guénon, que afirmava que estávamos ao fim de um ciclo terrível, o Kali-Yuga, e que a próxima Idade de Ouro seria preparada por uma pequena e discreta elite. Não seria possível trocar alguns termos deste trecho e colocar os termos de Guénon? Em vez de “ação política”, teríamos “ação cultural” ou “ação espiritual”; em vez de “tribunal da História”, teríamos o líder de uma sociedade secreta ou a própria idéia de sociedade tradicional. Aliás, não existe esoterismo sem a idéia de elitismo, sem uma hierarquização entre “nós que somos superiores” e “eles que são inferiores”, os meros objetos inermes da ação daquela elite. Isto me recorda outro bom trecho de Olavo de Carvalho em que fala do con
vincius#2
Isto me recorda outro bom trecho de Olavo de Carvalho em que fala do continuador mais conhecido da obra de René Guénon, o sheikh da Tariqat de Maria, Frithjof Schuon:

Schuon sempre soube que as grandes transformações históricas vêm de cima, que os movimentos de massa não são senão o efeito remoto da influência espiritual exercida sobre os corações e mentes dos homens mais cultos e capacitados. A abertura da Europa ao Islam não começou com a importação de trabalhadores. Começou com discretos rituais místicos em Oxford e Cambridge, aos quais o prestígio de intelectuais de primeiro plano acabou atraindo membros do Parlamento e até o príncipe herdeiro.

Seria então Schuon um “revolucionário” num sentido adaptado do sentido de Olavo? A “mentalidade revolucionária” se aplica a estes homens brilhantes que, a mando de organizações esotéricas de vago fundo islâmico, dedicam-se conscientemente a atrair os melhores de uma cultura para sua própria sociedade secreta, passando por cima de laços e compromissos firmados na biografia de cada um deles?

Dou um exemplo bem próximo. Sei que um dos membros brasileiros da antiga Tariqat de Maria está freqüentando o ambiente da missa melquita de São Paulo. Existem dois tipos de católicos que freqüentam a missa melquita: aqueles que têm raízes orientais, que nasceram naquela cultura (no Brasil, freqüentemente de origem libanesa), e aqueles que sempre acompanharam o rito romano mas ficaram cansados dos abusos litúrgicos - abraços, violões, palmas etc. Este membro, que publicamente não admitirá receber ordens de alguém nos EUA ou na Inglaterra, e muito menos que pratica ritos que não são católicos nem cristãos, dedica-se a espalhar animosidade contra o Papa Bento XVI entre os católicos de tendência mais conservadora - portanto, os ideologicamente mais preciosos. Ele diz defender a Verdade e altos valores espirituais, mas não tem problemas em omitir sua filiação a uma organização de fundo islâmico; não sente nada ao maquiavelicamente justificar os meios com os fins. O efeito prátic
vincius#3
O efeito prático, socialmente falando, é mercurial: divide-se a comunidade. Espiritualmente falando, o efeito é puro enxofre: enche de orgulho a alma de indivíduos que subitamente se sentem habilitados a julgar o Papa (já fui culpado disto: falo por experiência) e a condená-lo por não ser suficientemente “tradicional”. Ek toú karpoú déndron gignosco, “pelos frutos conheço a árvore”, já diziam os gregos, antes mesmo de Jesus. Entrar em uma casa apenas para semear a discórdia e a divisão certamente é um pecado grave; mas, diante do plano maior de preparação da suposta sociedade tradicional futura, é apenas um ovo que tem que ser quebrado para fazer a omelete…

Por mais duras que sejam as divisões entre os cristãos, os debates sempre foram claros, e muitos não-católicos elogiaram a tomada de posição recente do Vaticano, reafirmando a Igreja Católica como a única verdadeira, simplesmente porque preferem discutir abertamente a ter a sensação de que estão tentando lhes passar a perna. Por mais duras que sejam as disputas entre as religiões, qualquer religioso preferirá a animosidade explícita a ser manipulado por uma sociedade secreta que se coloca acima de todas as religiões e se arroga o direito de dirigi-las.

Pois então pergunto: não se pode tomar a idéia da mentalidade revolucionária, que se volta para a esfera da ação política, e transportá-la para a esfera cultural e espiritual, certamente menos sangrenta, mas muito mais perigosa, já que o que está em jogo não é a morte do corpo, mas da alma? Que nome dar a estes homens (ainda não vi nenhuma mulher) que se dedicam a destruir comunidades, retirar delas seus membros mais valiosos, e torná-los parte de uma conspiração para destruí-las?

Esse texto de Pedro Sette nos faz surgir outra pergunta: a revolução islâmica tal consebida por Schuon estaria para o marxismo gramsciano assim como a revolução islâmica está para o marxismo leninista?
uriel#4
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Enquanto ninguém arrisca uma resposta (e eu sou incapaz de responder por desconhecimento meu), noto apenas que o Islam "tá com tudo".

na Europa toda a esquerda, isto é, os marxistas e os social-democratas da União Européia trabalham pela islamização do continente europeu (a "Eurábia"). Diz-se que o herdeiro do trono britânico se converteu ao Islam.

os Partidos Comunistas apoiam o Islam e agora estão até dando preferência a islamistas como o Hamas e não mais a organizações terroristas seculares de nacionalismo árabe como o Fatah. Vários intelectuais comunistas se converteram ao Islam.

os grupos fascistas da Third Position e neo-nazistas apoiam o Islam e vários líderes neo-nazis estão se convertendo ao Islam.

e os ultra-conservadores Tradicionalistas também apoiam a islamização do Ocidente.

não é incrível? Tudo conspira em favor do Islam.
marcos_8#5
Este texto já foi discutido em outro tópico.
Eu achei legal, o Ricardo, se não me engano, achou uma bosta, outras pessoas também não gostaram, iniciamos uma discussão, eu disse que ia continuar e para variar abandonei. Não sei mais o que foi dito, no tópico, mas eu lembro que os argumentos contra o texto eram bons, apesar de eu discordar da maioria.
renan_6#6
A Turquia corre o risco de tornar-se novamente Estado Islâmico (não-secular), é o que dizem né?
vincius#7
Achei o texto do Pedro Sette Câmara muito pertinente. Acho que não deturpou os conceitos do Olavo de Carvalho. A face terrorista do islã todo mundo conhece, mas essa face, digamos assim, gramisciana, é muito pouco discutida. Acho que se Olavo tivesse lido o texto de Câmara teria concordado, ao menos em parte.

E aqui uma sujestão: não sei se alguém já leu, mas saiu um livro muito bom sobre o Islã este ano do jornalista Ali Kamel. No livro ele faz uma interessante defesa da intervenção americana no Iraque. Só não gostei muito das partes iniciais: ele tenta equiparar o Islã, o Judaísmo e o Cristianismo como religiões pacíficas e dizer que a violência islâmica não tem fundamento no texto sagrado deles. Concordo que o terrorismo islâmico busca justificar-se no Alcorão deturpando a sua mensagem, mas não dá para esconder a superioridade do cristianismo no que tange à separação radical que este faz entre o poder secular e o poder espiritual e que aquele confunde (basta lembrar que Maomé foi fundador de um Estado, líder militar, e iniciador do Califado ou Império Islâmico). Pelo livro ficamos sabendo que onde o Islã se instalava, permitia a tolerância religiosa, a liberdade de culto para "os povos do livro" (judeus e cristãos), pois o Corão proibia a conversão forçada, mas os muçulmanos cobravam altos impostos dos que não se convertiam.

Outro ponto em que acho que não dá para comparar as duas religiões é no que se refere a imposição de valores e crenças por meio da força. Exemplo:adultério. A lei judaica previa o apedrejamento de mulheres adúlteras, Maomé incorporou esta norma ao islã e ele mesmo condenou alguns adúlteros à morte. Só no Cristianismo este tipo de punição foi radicalmente proscrita, com a célebre passagem em que Cristo evita o apedrejamento da adúltera e recusa-se a condená-la embora reconhecesse que a mesma tinha pecado. E aí vamos falar em relativismo cultural... O apedrejamento é justo no contexto islâmico e judaico, mas não no cristão. Mas o fato de Cristo ter evitado a punição da adúltera não de
vincius#8
Mas o fato de Cristo ter evitado a punição da adúltera não deve ser encarado como uma evolução da consciência ética? E se foi de fato uma evolução - o que parece ter sido mesmo, pois o Judaísmo aboliu a prática e o próprio Islã a vem abolindo - o fato desta prática ter sido admitida 600 anos depois por Maomé, não significa que, ao menos neste ponto, o Islamismo é um involução?
uriel#9
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os ultra-ortodoxos em Israel defendem esse tipo de pena (decapitação de idólatras, apedrejamento de adúlteras etc). Se Israel se tornar um Estado teocrata, não será muito diferente do Irã. mas a probabilidade disso acontecer é quase nula pois a população lá é muito secularizada.
vincius#10
Não sabia destes ultra-ortodoxos do Judaísmo.
alexandre_9#11
Agora é engraçado né já que os comunistas são materialistas, porque estão apoiando tão fortemente o Islamismo? Será que eles são realmente pró-Islã; ou são apenas anti-cristãos fervorosos que apóiam qualquer coisa que venha a fulminar o Cristianismo? De qualquer modo só existe nisso tudo uma certeza: a esquerda tem Ódio do Cristianismo e fará tudo, mas tudo mesmo para enfraquecê-lo, ou fulminá-lo; Nem que para isso tenha de apoiar até mesmo grupos religiosos extremistas anti-cristãos.
uriel#12
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/CommMsgs.aspx?cmm=44668&tid=2544782347854153822&kw=anti+gentile&na=3&nid=44668-2544782347854153822-2545254796376132784&nst=45http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/010410_rabino.shtml
Líder judeu pede extermínio dos árabes

http://web.archive.org/web/20040102210307/http://www…/news4a.html
Charedi Rabbis Rush To Disavow Anti-Gentile Book
By ALLAN NADLER

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3118400,00.html
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=341MON002
http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/205950…059616_1.xml
http://web.archive.org/web/20000516154848/http://www…congress.htm
http://www.bneinoahdobrasil.com.br/
http://www.noahide.org/
http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/96347 Sanhedrin Recognizes Council to Teach Humanity ´Laws of Noah´

http://www.noahide.com/rebbe.htm The Hasidic Gentile Campaign: The Rebbe Speaks

"The main avodah of this generation is to go out to the final war of the golus, to conquer and to purify all the gentile countries"

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