Finalmente veio o anúncio oficial. No programa do Jay Leno, de ontem, o senador e ator Fred Thompson confirmou que é candidato a Presidente dos EUA. Os democratas que se cuidem agora!!!
Não é bem assim. Ele é apenas um "Conselheiro" no CFR, uma junta que abriga gente de todo lado. Kissinger, Mitt Romney, Paul Wolfowitz, John McCain, Colin Powell, Dick Cheney e Condoleezza Rice também fazem parte desse grupo.
Há quem diga que apenas para contrabalançar a presença dos democratas. A maioria nem ativo é.
Pois é. Não é apenas ter seu nome associado ao CFR que torna a pessoa um monstro. Tem de tudo na CFR. De gente que apenas empresta o nome, até gente que realmente apita. E, dizem, alguns apenas estão ali para dar equilíbrio.
e Kissinger é tão globalista quanto os Rockefeller. Ele é um dos caras da cúpula dessa merda.
E a Condi não é flor que se cheire também não.
da família Bush nem se fala.
e boa parte dos neo-cons são um bando de trotskistas.e
De um lado você tem sua posição oficial e sua constante briga aberta no Senado contra o aborto. E de outro, um boato com vários desmentidos. É apelação dos Democratas.
enquanto os outros pré-candidatos democratas debatiam entre si na Fox News (assisti parte do debate), o Thompson, uma estrela, anunciava que é candidato no programa do David Letterman.. e disse que não se importa com esses pré-debates.
vi uma espécie de porta-voz dele no Hannity and Colmes. ela dizia que ele é conservador e maravilhoso . O Colmes pedia exemplos específicos da atuação dele no Congresso e ela desconversava dizendo que não precisa dar exemplos de ações, que bastam os princípios dele.
tá na cara que vai ganhar e que é o candidato do CFR.
Ele anunciou sua candidatura no programa do Jay Leno, e disse que o dos democratas não o interessava. Sobre os debates dos Republicanos, onde eu vi, ele disse (como bom político que é), que não fariam falta. Ele explicava sobre sua entrada tardia na campanha. Não poderia entrar e dizer: "é... não vou ganhar porque faltei aos debates".
A questão sobre controle de armas não é bem como alguns falam nessas discussões "anti-Thompson". E outros falam sem saber. Há uma longa questão sobre a Segunda Emenda da constituição americana. Alguns a interpretam como a liberdade de portar armas ser geral, outros com restrições para milícias formadas e regulamentadas, e ainda outros como um equilíbrio entre isso. Mesmo dentro dos conservadores. É tanto uma discussão constitucional, quanto um posicionamento.
Os democratas, por outro lado, acham que armas devem ser proibidas totalmente.
No caso das leis apoiadas pelo Thompson, não eram de proibição total, como os democratas, mas de especificação legal. O que me parece perfeitamente passível de discussão no Senado americano. Algumas pessoas confundem coisas fundamentais como direito de portar armas com regulamentação para isso. Mesmo que para poder ter um arsenal.
Outro aspecto é o do momento de algumas dessas leis. A maioria dessas leis com seu voto é da época do Clinton, e bem antes do 11 de setembro, logicamente. Muitas dessas leis visavam dar poder ao FBI e demais órgãos federais para buscas e escutas sem causa provável. Não é preciso comentar que não foi apenas o Thompson que não queria ver esse poder nas mãos dos democratas.
São leis bastante específicas, e não amplas como fazem parecer. Algumas são, por exemplo, estudos sobre munição que dificultaria apuração de provas criminais e etc. Nada exatamente sobre controle de armas de forma geral.
"Amendment II
A well regulated Militia, being necessary to the security of a free State, the right of the people to keep and bear Arms, shall not be infringed.".
Ron Paul é um dos caras mais em cima do muro entre os candidatos. Algumas de suas posições não são claras. E em outras ele é um tremendo bundão. Como sobre a guerra do Iraque e prognósticos de ações bélicas. Ele diz que, sendo ele presidente, não há possibilidade de intervenção no Irã. O que é bonito nas análises econômicas dele, mas parece mais conto-de-fadas.
Ron Paul parece ser um intelectual, com conhecimento e cultura conservadora. Mas não parece ter o que é necessário para ser o presidente dos EUA. É preciso muito mais um líder do que um intelectual. Por favor, não precisa dizer que não estou falando de alguém ignorante como um Mula. Mas não basta os devaneios do Ron Paul para se conduzir um país.
Essas posições dele sobre a guerra são um tiro no pé. É passar recibo de erro para os democratas. Ele serviria mais como um secretário do governo, um assessor. Ele tem algumas visões muito interessantes. Mas não serve para presidente.
Assim como para prefeito e governador a pessoa tem que ser um administrador competente, para presidente precisa ser um líder, como Reagan. Ron Paul não me parece ser nenhum nem outro. Ele me parece ter o perfil do legislativo, ou de assessor. Mas não comandar o executivo.
Os democratas (dos Estados Unidos) estão andando com um salto muito alto.
E por isso estão apostando em candidatos sem o "perfil" do presidenciável que a América deseja...
Uma das coisas que mais enfraqueceu o Ron Paul foi quando ele disse que os EUA deveriam tirar as tropas do Oriente Médio porque a invasão teria sido um erro e seria preciso mandar os soldados de volta para casa para não morrerem mais deles.
Aí os debatedores disseram que, independentemente de ter sido um erro ou não, agora que as tropas estão lá não há como voltar e largar os iraquianos nas mãos dos terroristas.
O Ron Paul respondeu que a presença de tropas na península árabe foi um dos motivos para o ataque de Bin Laden e que a guerra era inconstitucional.
Aí é claro que caíram de pau em cima: "Então você quer acatar a ameaça do terrorista?"
Pegou mal porque ele não conseguiu responder nada mais do que "não é para se guiar pela ameaça dos terroristas é porque é inconstitucional" e ficou visivelmente irritado com a acusação.
Esses caras são muito malandros para esse tipo de coisa. Toda a vez que o Ron Paul respondia, a câmera focalizava o Rudy Giuliani rindo de deboche.
Pode-se até não concordar com ele, mas todas as suas posições são claríssimas.
Ele é um não-intervencionista como todos os antigos republicanos, como sempre foram os libertários e como sempre foram parte dos conservadores. Russell Kirk - que ninguém chamará de democrata - foi contra as guerras do primeiro Bush. Imagine as guerras do segundo...
Um outro candidato falou que as tropas não deveriam sair do Iraque por uma questão de honra. O Ron Paul respondeu: "então você quer insistir num erro só pra não lose face?"
um outro candidato afirmou que a mãe dele ensinou que quando se quebra uma coisa numa loja tem-se que comprá-la. E é por isso que as tropas devem permanecer no Iraque, porque "we have to fix it".
todos esses argumentos dos outros republicanos me pareceram muito idiotas.
alguns republicanos defendem a ocuação citando as boas ações das forças americanas no Iraque: construíram escolas etc.
mas então a República americana tinham que assumir de vez que é um Império, que tem o white man´s burden ou duty e que quer ser a herdeira do império britânico e civilizar o mundo. Pra isso teria que começar a cobrar impostos dos países/colônias que ocupa.
o eleitor americano não elege um presidente pra ele tomar conta do Iraque.
o O. de C. falou ironicamente que o Bush é um excelente presidente.. do Iraque!
eu entendo a posição do Ron Paul e simpatizo com ela e acho que muitos americanos conservadores devem concordar.
mas acho que geopoliticamente é inviável.
há uma tradição conservadora de isolacionismo.
mas e daí?
o que é mais importante, a ideologia conservadora ou a realidade?
Como eu disse em outro tópico (e aqui mesmo, eu acho), Ron Paul é muito bom. Sua idéias são muito boas, e ele é muito inteligente. Deveria aproveitar sua expressiva votação e se fixar como um ideólogo do partido republicano, com voz mais presente. Mas ele não é prático, e não me parece ser um líder. Ótimo que ele tenha aparecido dessa forma, com idéias de resgatar verdadeiros valores conservadores (em alguns pontos), mas não me ter o que precisa para ser presidente dos EUA, principalmente num momento como o atual.
Os Estados Unidos são um império de fato. Não "imperialista" no sentido dos esquerdistas bocó de mola, mas no sentido em que sendo uma potência benevolente que defende "seus interesses", acaba assumindo a mesma função civilizadora que o império romano e britânico tiveram durante um certo tempo.
Os Estados Unidos não precisam nem cobrar impostos dos outros países como os impérios anteriores fizeram. O dólar é a moeda mundial de fato - os bancos centrais de todos os outros países procuram manter suas divisas em dólares - e a impressão de dólares sem lastro substitui a cobrança de impostos imperiais.
Não é vantajoso para os EUA imprimir dólares que são aceitos pelos demais países exportadores - sobretudo os chineses - em troca de bens reais (em oposição a um papel com valor cada vez menor)? O problema é quando eles decidirem parar de aceitar dólares em troca de seus produtos.
O Ron Paul pode ser claro e guiado por princípios o quanto ele quiser, mas não é isso que ganha eleitorado.
Não são os belos princípios esposados por Ron Paul que vai fazer as pessoas - desde o Zé Povinho/Joe Sixpack até os aristocratas não esclarecidos - prestarem atenção e considerarem o que ele está defendendo.
Não é possível e nem razoável contar com a capacidade de discernimento da população. No Brasil o povo votou no apedeuta porque achavam que ele é humilde. Me espanta que brasileiros - depois de apanhar na cara tantas vezes a cada eleição - ainda acreditem que um político (como Ron Paul) que baseia sua campanha em princípios terá crédito com a população.
Quem vai dar bola para a constitucionalidade disto ou daquilo? A constituição americana já vem sendo desrespeitada há muito tempo e cadê que as pessoas se importam?
O isolacionismo já era. Não tem volta, e sabem por quê? Porque a Entente Cordiale teria sido derrotada (1914-18), se ele fosse mantido como paradigma da política externa, e pior de tudo, os aliados (Churchill, já sem os franceses) estariam fodidos nas mãos dos hitleristas.
Ademais, será útil ficar na Mesopotâmia para impedir o avanço iraniano, que, com os xiitas iraquianos (60% da população, embora divididos em sectarismos) terá caminho livre para ampliar suas conexões com sírios e seu braço político e armado no Líbano, isto é, o Hezbollah. Isso será um golpe terrível contra Israel, nosso baluarte contra os infiéis.
Se os americanos se retirarem, a despeito dos filhos da puta dos direitos humanos, ONU, Cuba, etc., será o Irã que ocupará o Iraque como potência estrangeira. Isto me parece claro. Terão o apoio russo. Podem inventar um incidente qualquer, tipo disputa pelo Chatt el Arab, etc., como os soviéticos fizeram sordidamente na Guerra de Inverno (1939) invadindo a pequena Finlândia que lhes resistiu bravamente por 100 dias, humilhando o Exército Vermelho recém-saído dos expurgos dos Processos de Moscou (1938) que eliminaram 80% do alto oficialato.